(O governador de Goiás Marconi Perillo na Assembleia Legislativa - Foto: Henrique Luiz - Goiás Agora)
Goiás não será um Estado “fora-de-lei”
Marconi Perillo - governador de Goiás
Ao participar da abertura da 17ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Goiás, o governador Marconi Perillo disse que a expectativa é positiva e que terá com os poderes constituídos a melhor relação institucional. “Eu já tenho experiência no relacionamento com a Assembleia Legislativa, já fui deputado”, afirmou o governador, ao enfatizar que é fundamental a independência do Legislativo e a relação harmoniosa entre os Poderes.
Em entrevista coletiva, assim que chegou à Assembleia Legislativa, o governador falou do papel da oposição. Afirmou que não se pode “fazer política com o fígado, com rancor”. Para ele, deve-se fazer uma “oposição inteligente”. Em relação à questão de pessoal no Estado, o governador disse que certamente vão ocorrer novas exonerações de cargos comissionados, porque, segundo Marconi, no governo anterior “havia promiscuidade”.Ao fazer a leitura da mensagem governamental, conforme determina a Constituição Federal, o governador Marconi Perillo entregou o plano de governo da gestão que se iniciou em 1º de janeiro deste ano.No discurso, do governador o foco da nova gestão foi o atendimento das demandas sociais e qualificação dos serviços públicos. “Não temos outro objetivo senão recuperar o tempo perdido”, afirmou o governador em seu discurso, ao enfatizar que o governo tem a ambição de ser lembrado no futuro como “o melhor da vida dos goianos”.
Marconi lembrou de seu aprendizado quando exerceu mandato de deputado estadual. “Venho, respeitosamente, pedir a colaboração dos senhores para cumprir o que prometemos”. O governador enfatizou que quando estão em jogo os interesses dos Goianos, as disputas partidárias devem ficar em segundo plano. Ele relatou as ações iniciais dos 45 dias de Governo. Só a Brasília, Marconi disse que foi mais de 10 vezes. Segundo o governador, o secretariado foi reunido em duas oportunidades quando foi pedido “rigor, austeridade, criatividade”. Marconi lembrou que o governo passado não cumpriu 4 das 6 metas fiscais. Ele citou nominalmente cada um delas, “para não deixar dúvidas”. “Herdamos mais uma dívida de R$ 2,2 bilhões”, ressaltou o governador, ao sublinhar que o atual governo não ficará chorando o leite derramado.
Marconi prometeu medidas urgentes para recuperação da malha rodoviária do Estado, fortalecimento dos programas sociais, qualificação profissional e desoneração tributária. Enfatizou que a rede de Saúde terá o “padrão de excelência” do CRER e que a Educação é a grande prioridade do governo.O governador de Goiás Marconi Perillo na Assembleia Legislativa - Foto: Henrique Luiz - Goiás Agora
Ao falar da Operação Sexto Mandamento, da Polícia Federal, que prendeu hoje policiais militares acusados de participação de grupos de extermínio, o governador disse que é um absurdo imaginar autoridades constituídas envolvidas com o crime organizado. “Não vamos aceitar que Goiás se transforme num Estado fora-da-lei”, sublinhou Marconi, ressaltando o trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público, do Judiciário goiano e da Secretaria de Segurança Pública de Goiás. No final do discurso, o governador disse que na manhã de hoje determinou ao Secretário da Segurança a exoneração do sub-comandante da PM, acusado de ser um dos integrantes do grupo extermínio.
Discursos parlamentaresAntes do governador, falaram os deputados Jardel Sebba, presidente da Assembléia Legislativa, Francisco Vale Júnior (PMDB), em nome da oposição, e Túlio Isac (PSDB), pela situação.O presidente da Assembleia Legislativa, dirigindo-se ao governador Marconi Perillo, disse ter certeza de que ele elegerá o diálogo como a marca na relação com o Legislativo e o Judiciário. “Que a Assembleia Legislativa de Goiás seja cada vez mais um poder autônomo, virtuoso e representativo”.Encarregado de falar em nome da bancada da situação, o deputado Túlio Isac (PSDB) abriu o discurso dizendo que quebraria o protocolo para homenagear o secretário de Educação, Thiago Peixoto, que mesmo sendo eleito por um partido de oposição, o PMDB, aceitou convite para integrar o governo. Dirigindo-se ao governador, o tucano afirmou que apesar das dificuldades iniciais da gestão, Marconi vai colocar a casa em ordem com “decisão, ousadia e sabedoria”.“O tempo do governo terceirizado está definitivamente sepultado em Goiás”, bradou o deputado. Disse que o “único grupo de extermínio permitido no governo será aquele destinado a exterminar as desigualdades sociais”. Túlio enfatizou que o governador Marconi estendeu as mãos para todos aqueles querem o bem do Estado, independente de filiação partidária.Em nome da bancada de oposição, o deputado Francisco Vale Júnior disse que a principal mensagem das eleições é que os goianos votaram em mudanças. Para o deputado, o papel do parlamentar não é apenas elaborar leis, mas fiscalizar os atos de governo, garantir a autonomia, para evitar a centralização do poder. “Precisamos envolver a população, não decepcioná-la”, enfatizou.