Em menos de 50 dias de governo, Marconi recebe 244 prefeitos
- GIG/GO - Fotos Lailson Damásio - Antes mesmo de completar dois meses no comando do Estado, o governador Marconi Perillo atingiu ontem mais um marco significativo: 244 prefeitos recebidos no Palácio das Esmeraldas em jantares de confraternização e despachos administrativos. Faltaram apenas dois prefeitos para completar os 246 municípios do Estado – Santa Helena de Goiás e Aragarças – que, embora convidados, não compareceram aos eventos programados.
Ontem à noite (16/2), o governador recebeu o terceiro e último grupo de prefeitos, ao todo 55 administradores municipais de várias cidades e de diferentes agremiações partidárias. Entre os convidados, o prefeito de Anápolis, Antônio Gomide (PT), e o prefeito em exercício de Goiânia, o presidente da Câmara de Vereadores, Iram Saraiva (PMDB).No discurso de saudação aos prefeitos, o governador disse que procurou receber logo nos primeiros dias de gestão prefeitos do Estado inteiro, independente de qualquer filiação partidária. Segundo ele, se os prefeitos foram escolhidos pelos munícipes, é porque merecem o respeito deles e do governo de Goiás. Aos prefeitos, o governador repetiu uma das frases que mais tem usado, desde que foi eleito: “Governo não faz oposição a governo”.Na saudação, o governador disse que ele e os governadores eleitos pelo seu partido, o PSDB, e pelo DEM, têm a convicção de que devem colaborar com a presidente Dilma Rousseff, “pensando no interesse público, pensando no interesse do Brasil”. “Se depender de mim, a presidente Dilma terá o apoio do meu partido”, enfatizou Marconi. O governador disse ter orientado os senadores Lúcia Vânia e Cyro Miranda, que são do PSDB, a votarem com a favor do salário mínimo proposto pelo governo federal. “Pedi a eles que demonstrem toda boa vontade em relação aos projetos que são de interesse da nação”, ressaltou. Como governador, Marconi disse torcer pelo sucesso do governo da presidente Dilma e de cada um dos prefeitos goianos.
Os dois mandatos de governador anteriores, segundo Marconi, fizeram com que percebesse que quando um prefeito vai bem em seu município, o governador acaba também indo bem. “Os recebo aqui de braços abertos. Já disse que a eleição acabou no 31 de outubro e a partir da minha posse, como governador, tenho a obrigação de, ao lado de vocês, trabalhar pelas comunidades que representamos”, assinalou Marconi.O governador foi calorosamente aplaudido pelos prefeitos quando disse que, se um dia foi mais impetuoso, “um pouco mais radical”, não tem obrigação de continuar assim. “Todos nós amadurecemos, todos nós crescemos”, completou. Marconi afirmou ainda que não quer colher os louros sozinho, “é preciso dividir, compartilhar”. Para o tucano, dificuldades existem para serem transportas e é isso o que ele está fazendo.
No discurso, Marconi relatou as primeiras ações do governo e previu, para março, a retomada dos investimentos. A partir daquele mês ele pretende abrir as portas do Palácio das Esmeraldas para audiências individuais aos prefeitos. Ele se comprometeu a divulgar um plano de recuperação das rodovias e a conclusão dos trechos inacabados. Segundo ele, nenhuma obra será construída sem que as atuais sejam terminadas. O plano rodoviário, explicou, prevê a duplicação de rodovias estratégicas para o desenvolvimento do Estado. Para isso, segundo o governador, será instituído o Fundo de Transporte do Estado, que terá um aporte financeiro inicial de R$ 300 milhões por ano.Marconi disse ainda que não vai misturar a questão política com a administrativa. Esta, na sua visão, deve ficar com os parlamentares. Em relação à Celg, reafirmou aos prefeitos que se os problemas não forem resolvidos, o Estado corre o risco de ter um apagão no meio do ano. “Não vou resolver o problema da Celg na imprensa, falando mal da empresa”, disse, ao ressaltar que a empresa é viável, mas precisa de parceiros como o governo federal e a iniciativa privada.
Prefeitos elogiam gesto do governadorOs prefeitos que discursaram em nome dos colegas foram unânimes nos elogios ao comportamento político do governador. Antônio Gomide (PT), de Anápolis, assinalou que é preciso reconhecer o gesto do governador, que demonstra “abertura” de forma concreta. Gomide brincou que Marconi está entrando e eles, prefeitos, “descendo a serra”, porque estão no terceiro ano de mandato. Para ele, todos ganham quando União, Estado e Municípios pensam juntos. O prefeito pediu atenção especial do governo para as áreas de saneamento básico, saúde e o fortalecimento dos distritos industriais.
Durante o jantar, falaram também a prefeita de Cachoeira Alta, Eline Petrônio Caiado, que pediu aos colegas a adoção de política de combate à violência contra a mulher, e o presidente da AGM, Márcio Cecílio, que convidou os colegas prefeitos para uma reunião com o secretário da estadual da Fazenda, Simão Cirineu, na próxima terça-feira, dia 22, na Assembleia Legislativa, para discussão do projeto Recuperar, que visa renegociar dívidas de empresas com ICMS em atraso, o que segundo ele certamente vai proporcionar aumento da arrecadação estadual.