Pai diz que R$ 500 foram retirados da conta da filha morta na boate
Saque ocorreu três dias após o incêndio que matou 239 pessoas.
- Por Cristine Gallisa, da RBS TV -
Vítima da boate Kiss teve o FGTS sacado três dias após a morte. (Foto: Marcio Luiz/G1).
A Polícia Civil investiga o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de uma das vítimas da boate Kiss três dias após o incêndio que matou 239 pessoas.
O pai de uma das vítimas procurou a delegacia de Santa Maria nesta semana alertando para o saque de R$ 500 da conta da filha.
O comunicado foi feito pela Caixa Econômica Federal, que mandou uma carta para a família, informando sobre a retirada do dinheiro. O saque foi feito no dia 30 de janeiro.
Informada sobre o caso, a polícia já começou a investigação. O próprio pai da vítima não soube dizer se o cartão da filha foi roubado ou se o acesso à conta foi feito por outro meio.
EntendaO incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 239 mortos na madrugada do último domingo (27). O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco.
De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores:- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.
- Era comum a utilização de fogos pelo grupo.
- A banda comprou um sinalizador proibido.
- O extintor de incêndio não funcionou.
- Havia mais público do que a capacidade.
- A boate tinha apenas um acesso para a rua.
- O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.
- Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.
- 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.
- Equipamentos de gravação estavam no conserto.