- Do Estadão - O presidente da Fifa, Joseph Blatter chega a Brasília pressionado por todos os lados
Primeiro pelo governo brasileiro, ainda aborrecido pela crise diplomática provocada pelas infelizes declarações do secretário-geral, Jérôme Valcke, na semana passada.
Segundo pela
Anheuser-Busch Inbev, cervejaria que patrocina a Copa do Mundo.
Os donos da marca estão inconformados com a polêmica e a enrolação em torno da liberação da venda de bebida alcoólica nos estádios durante o Mundial.
O tamanho da indignação do patrocinador é proporcional aos números que envolvem o negócio.
A Anheuser-Busch Inbev paga à Fifa algo em torno de US$ 50 milhões (R$ 90 milhões) por ano.Além das crifras, os executivos da cervejaria alegam que a definição das estratégias de marketing, sobretudo no país sede, é complexa e está extremanente atrasada, uma vez que dependem diretamente da aprovação da Lei Geral da Copa.
Gente ligada ao marketing da Fifa diz que é “inadmissível” que este tipo de discussão ainda esteja na pauta.
Primeiro porque falta apenas um ano para a Copa das Confederações, competição que integra o pacote de eventos Fifa.
Segundo porque o contrato que prevê a liberação de bebidas alcoólicas está assinado desde 2007.
NOTA: A indignação do patrocinador é legítima. Quando se candidatou a sede do evento, o governo brasileiro não só sabia que uma cervejaria estava entre os principais parceiros da Fifa como assinou o acordo. O que o Congresso tem feito neste caso não é defender os interesses do povo brasileiro ou a legislação interna, mas expor ao mundo uma de nossas facetas mais constrangedoras: a de criar dificuldades para vender facilidades.