- Do G1/DFTV - A Polícia Civil do Distrito Federal pediu a prisão preventiva de Durval Barbosa por suposto abuso sexual contra duas crianças.
Barbosa é o delator do mensalão do DEM, suposto esquema de corrupção no governo do DF, do qual teriam participado deputados distritais, membros do Ministério Público e empresários e que resultou na prisão do ex-governador José Roberto Arruda.
De acordo com a DCA, Durval Barbosa estaria coagindo testemunhas e atrapalhando as investigações do inquérito. Também foram pedidas a prisão da mulher de Barbosa, Kelly Cristina Melchior de Souza Barbosa, e da babá Cleuza Bento Rodrigues. O caso está sendo analisado pela 6ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça.
Entenda o caso:
O delator do esquema do mensalão do DEM no Distrito Federal, Durval Barbosa, que já conseguiu redução de pena em diversos processos de corrupção, se valendo da delação premiada, acabou preso por pedofilia.
Em maio deste ano o Correio Braziliense divulgou informações sobre uma investigação aberta pela Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente, em fevereiro, com base em denúncia feita pela ex-mulher de Durval, e mãe de seus filhos, a empresária Fabiani Christine Silva Barbosa Rodrigues.
Foi instaurado um processo na 6ª Vara Criminal de Brasília, em que Durval e sua atual mulher, Kelly Christina Barbosa Rodrigues, são acusados de violência sexual.
Fabiani afirma que seu ex-marido e Kelly abusaram de duas crianças. Um laudo elaborado por psicólogos da 1ª Vara da Infância e da Juventude concluiu que elas assistiram e participaram de atividades sexuais de Durval e da mulher Kelly, sem que tenha havido, de acordo com as investigações, “penetração completa, mas com fortes indícios de toques ou tentativa de penetração” em uma das supostas vítimas.
O processo corre em sigilo, e relata os fatos narrados por 21 testemunhas, em 26 depoimentos colhidos pela Justiça, inclusive os das próprias crianças.
Neste crime, que é hediondo, se for condenado, Durval não poderá fazer nenhum tipo de acordo com a Justiça.O pedido foi assinado nesta quinta-feira (18) pela delegada Adriana de Oliveira Aguiar, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DCA).