- Por Jorge Wamburg, repórter da Agência Brasil - O relator do projeto de Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 e da Copa das Confederações de 2013, deputado Vicente Cândido, que teve seu parecer aprovado hoje pela Comissão Especial da Câmara, disse que o governo vai criar uma comissão no Ministério do Esporte para estudar mudanças no Estatuto do Torcedor, que, segundo ele, permite interpretações divergentes sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol.
Segundo o deputado, o artigo 13-a do Estatuto do Torcedor diz que “é proibido portar bebidas, mas não fala se são alcoólicas e se é em garrafa s de plástico ou de vidro. Portanto, é muito genérico. É proibido portar, mas é proibido ingerir? Então, se você portar, está cometendo crime, mas se ingerir, talvez não. Por isso é que tem que reescrever, independentemente de Copa do Mundo”.
Vicente Cândido teve que mudar seu parecer, que inicialmente liberava a venda de bebida alcoólica em estádios de futebol independentemente da Copa do Mundo, apenas para as competições que serão promovidas pela Fifa no brasil em 2013 e 2014. Mesmo assim, esse artigo recebeu muitas críticas durante a discussão do projeto na reunião de hoje e ainda será alvo de tentativas de revogação na votação dos destaques, amanhã, às 10h00.
Vicente Cândido disse que queria fazer a mudança agora no Estatuto, mas como a idéia “não avançou no Congresso., o governo vai criar a comissão no Ministério do Esporte, para tratar da mudança desse e de outros itens, como o que garante a força pública nos eventos esportivos, Só no Brasil acontece isso e eu sou contra, pois a polícia deve fazer a segurança fora do estádio, não dentro. Se num show musical a segurança é privada, por que no futebol tem que ser segurança pública. Eu vou defender isso na reforma do Estatuto”.
Com a aprovação na Comissão Especial do substitutivo apresentado perlo relator ao projeto encaminhado à Cãmara pela presidente Dilma Roussef,, depois da votação dos destaques o projeto terá que ser votado, no plenário da Câmara e, se aprovado, irá a votação no Senado.