- Do UOL -
A misteriosa morte do ex-superintendente do Fluminense Carlos Henrique Corrêa, chocou as Laranjeiras nesta sexta-feira (20/4)
O ex-dirigente foi encontrado morto durante a madrugada, pouco depois de ter saído da festa de aniversário do ex-presidente Roberto Horcades no Restaurante Lamas, na zona sul do Rio de Janeiro.
Carlos Henrique ocupou o cargo durante mais de uma década, entre 1999 e 2010, e acabou exonerado no início da gestão Peter Siemsen, que colocou em seu lugar Jackson Vasconcelos, dirigente que centraliza praticamente todas as decisões administrativas e tem sido criticado por várias correntes políticas do clube.
Conselheiros e beneméritos ligados ao ex-superintendente lembram que Carlos Henrique tinha em seu poder farta documentação que colocaria em situação delicada vários integrantes não só da gestão Horcades, de quem era amigo pessoal, como também da atual. Carlos Henrique também era amigo do atual vice-presidente Ricardinho Martins, e do vice de futebol Sandro Lima, mas não mantinha boas relações com o vice médico Sérgio Galvão e com o vice de relações institucionais, Alexey Dantas.
A má relação de Carlos Henrique com os atuais dirigentes vinha desde 2008, quando o ex-superintendente acabou ficando marcado como o único responsável pelos inúmeros problemas ocorridos durante venda de ingressos para a final da Copa Libertadores daquele ano, entre Fluminense e LDU. O episódio ficou conhecido como “Farra dos Ingressos” e acabou em pancadaria no Maracanã e na sede do clube, nas Laranjeiras.
O ex-dirigente, sócio do clube desde os anos 80 e torcedor de arquibancada, também trabalhava com uma distribuidora de gás. As pessoas próximas a Carlos Henrique suspeitam que ele possa ter sido assassinado por milicianos. A diretoria tricolor ainda não se manifestou em relação a uma possível homenagem do clube ao ex-dirigente, sepultado na tarde desta sexta-feira, no Cemitério do Catumbi.