- Do Correio Braziliense -
Telefones grampeados incluiriam membros do primeiro escalão
Segundo porta-voz do governo, um suspeito foi identificado
A Polícia Civil investiga a quebra de sigilo telefônico de 300 aparelhos celulares de integrantes e servidores do Governo do Distrito Federal (GDF), ocorrida entre novembro do ano passado e o último dia 11. Durante mais de seis meses, pelo menos uma pessoa teve acesso a todas as informações das contas, como números para os quais os aparelhos ligaram, dia, hora e tempo que durou cada telefonema. Ainda não se sabe se parte das linhas foi grampeada com o intuito de gravar o teor das conversas.
O inquérito sobre o caso foi aberto oficialmente pela Delegacia de Investigação de Crimes contra a Administração Pública (Decap) na quinta-feira da semana passada.
O porta-voz do GDF, Ugo Braga, disse ontem, durante entrega de cadeiras de rodas morotizadas, que uma pessoa já teria sido identificada. No entanto, o diretor-geral da Polícia Civil, Jorge Xavier, não confirma essa informação. “Não podemos dizer nada para não atrapalhar o andamento do nosso trabalho. Mas o fato é que estamos investigando essa quebra de sigilo dos números utilizados pelo GDF”, confirmou.