STJ aceita denúncia contra 12 dos 17 acusados na Operação Navalha

14:46 |





Entre os acusados que se tornam réus está o prefeito de Aracaju, João Alves Filho  


Operação de 2007 investigou desvio de verbas e levou à queda de ministro.



- Por Nathalia Passarinho, do  - Do G1 em Brasília - 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou nesta sexta-feira denúncia do Ministério Público Federal contra 12 dos 17 acusados na Operação Navalha, que investigou em 2007 o envolvimento de agentes públicos e empresários num esquema de desvio de dinheiro público e fraudes em licitações.





Entre os acusados que passarão a ser réus em ação penal está o atual prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), ex-governador de Sergipe, o filho dele, João Alves Neto, o conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe Flávio Conceição de Oliveira Neto, e o presidente da construtora Gautama, Zuleido Veras.  

A corte especial do STJ, formada pelos 15 ministros mais antigos do tribunal, também decidiram afastar o conselheiro do TC-SE pelo prazo que durar a instrução do processo criminal.





João Alves Filho responderá no processo por corrupção passiva, peculato e formação de quadrilha. 

O filho dele foi denunciado por corrupção ativa e formação de quadrilha. Já o conselheiro do Tribunal de Contas foi acusado pelos crimes de corrupção passiva, peculato e formação de quadrilha.



Deflagrada em 2007, a Operação Navalha, da Polícia Federal, provocou a queda do então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. Posteriormente, a denúncia contra o ex-ministro foi arquivada. De acordo com Ministério Público, uma quadrilha comandada pelo presidente da construtora Gautama cooptava agentes públicos e servidores para se beneficiar de licitações e contratos com ministérios e governos estaduais.



Ao proferir seu voto, a relatora do processo no STJ, ministra Eliana Calmon, afirmou que a Gautama era uma “empresa de papel” que terceirizava todos os serviços de engenharia.

“A empresa é pequenininha. E o que é impressionante é que é uma empresa que não tinha sequer engenheiro. Eles terceirizavam todas as obras, toda a parte de engenharia. E ela se espalhou pelo Brasil todo. Era uma empresa de papel. O que se encontrou lá? Papéis, um relacionamento muito bom, muito para lá e para cá”, afirmou a ministra.



Eliana Calmon também afirmou que as escutas telefônicas feitas no decorrer das investigações foram devidamente autorizadas pelas autoridades competentes e são corroboradas por outros meios de prova. Nas sustentações orais, os advogados dos 17 acusados pelo Ministério Público tentaram desqualificar as interceptações.

O advogado Marcelo Leal, que representa Zuleido Veras, João Alves Filho e outros cinco acusados, afirmou que autoridades com prerrogativa de foro no STJ foram interceptados sem autorização do tribunal. “A remessa ao STJ só foi feita cinco meses depois do início das interceptações. Já se sabia da prerrogativa de foro de parte dos investigados”, disse.

No entanto, Eliana Calmon rebateu a declaração dizendo que todas as decisões dos juízes de primeiro grau foram ratificadas por ela quando o inquérito subiu para o Superior Tribunal de Justiça. Os advogados dos acusados também contestaram, nas sustentações orais, relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que apontou superfaturamentos e desvios em obras da construtora Gautama em Sergipe.



Marcelo Leal afirmou que o TCU apresentou dez pareceres favoráveis às obras executadas pela Gautama em Sergipe e que o relatório da CGU que aponta superfaturamentos não foi elaborado por profissional capacitado. De acordo com o advogado, quem fez o parecer técnico foi uma economista e não alguém com formação em engenharia.



“Houve mais de dez decisões do TCU reconhecendo legalidade e a aplicação de recursos na obra. A CGU fala em 80% de superfaturamento. Se eu acredito na decisão da CGU, os ministros do TCU têm que ser denunciados”, disse.

Eliana Calmon afirmou que a conclusão da CGU foi comprovada por inúmeros documentos colhidos no curso das investigações da Polícia Federal. O voto da relatora foi acompanhado por todos os demais ministros da corte especial.





Desvios

O alvo da investigação que permaneceu no STJ é a execução das obras do Sistema da Adutora do Rio São Francisco. De acordo com as investigações, houve um desvio de quase R$ 180 milhões.

O contrato, no valor de R$ 128 milhões, foi firmado em 2001 entre a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e a construtora Gautama.

A Deso é sociedade de economia mista da qual o estado de Sergipe detém 99% do capital.

Parte dos recursos da obra era proveniente de um contrato celebrado com o Ministério da Integração Nacional em 1999.

Foram pagos à Gautama R$ 224,6 milhões, em razão de reajustes efetivados no curso da construção.

Relatório elaborado pela Controladoria-Geral da União (CGU) apontou ilegalidades na concorrência pública da obra. Para o órgão de fiscalização, a licitação foi direcionada para que o contrato fosse firmado com a Gautama.

A análise também indicou que desvios e superfaturamentos na obra. Segundo a denúncia, o desvio foi de R$ 178,7 milhões, quase 80% do valor da obra.
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Vice-prefeito é suspeito de mandar matar ex-vereador no Piauí

11:05 |





Polícia cumpriu seis mandados de prisão em São Julião, Sul do estado 


As investigações apontam que o vice é o suspeito do crime, diz delegado. 



 - Do G1 PI - 

A Polícia Civil do Piauí deflagrou nesta sexta-feira (15) a “Operação Mandacaru”, que teve como objetivo prender os suspeitos pela morte do ex-vereador do município São Julião do Piauí, Emídio Reis. 

Ele desapareceu no dia 31 de janeiro de 2013 e o seu corpo foi encontrado cinco dias depois em um matagal, a aproximadamente 20 km da cidade de Pio IX, região Sul do estado.






Ex-vereador Emídio Reis da Rocha (Foto: Reprodução/Facebook). 





Francimar Pereira (PP), acusado de ser o mandante do assassinato do ex-vereador do município de São Julião, Emídio Reis da Costa, 51, enterrado ainda vivo no último dia 31 de janeiro.

O vereador foi morto no último dia 31 de janeiro, mas o corpo só foi encontrado 6 de fevereiro, a 20 km da cidade de Pio 9, no sul do Piauí.

Ele levou dois tiros, um na perna, outro na nuca. Ferido, ele foi enterrado ainda vivo, já que estaria com areia na traqueia. O caso teve grande repercussão no Piauí.



Devido ao avançado estado de decomposição, o corpo só foi identificado por familiares por conta das roupas que vestia quando o ex-vereador desapareceu.



A prisão do vice-prefeito  aconteceu durante a operação Mandacaru, realizada pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) e do Núcleo de Inteligência da polícia.



De acordo com o delegado geral da Polícia Civil, James Guerra, as investigações foram iniciadas logo após a ocorrência do crime e apontaram que os suspeitos do assassinato em sua maioria moram no Povoado Mandacaru, na Zona Rural de São Julião.





“Dentre os seis presos está o vice-prefeito de São Julião do Piauí, Francimar Pereira. Ele é o suspeito de ser mandante do crime e teria planejado o assassinato do ex-vereador”, disse James Guerra.



As prisões foram solicitadas pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) e deferidas pela Juíza Criminal da Comarca de Picos, Nilcimara Rodrigues de Araújo Carvalho. Com parecer favorável do Ministério Público, foram cumpridas na região de São Julião do Piauí, seis mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão.



Participaram da operação cerca de 30 policiais civis da Greco, com o auxílio de Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (Depro) da cidade de Picos.

De acordo com a Polícia, todos os suspeitos serão encaminhados à Teresina. A Polícia Cívil ainda vai realizar uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (15) para dar mais informações sobre o caso.
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Mulher é presa por tentar vender filhos pelo Facebook nos EUA

12:02 |





Uma mulher foi presa na cidade de Sallisaw, em Oklahoma (EUA), ao tentar vender seus dois filhos pela rede social Facebook. Ela cobrava US$ 4.000. 

 - Do UOL Notícias - 

A informação é do jornal norte-americano "The Oklahoman". De acordo com o periódico, Misty VanHorn, 22, foi detida na semana passada por meio de denúncia.



Segundo a polícia, a mãe anunciou a venda pelo Facebook várias vezes.




VanHorn fazia duas 'ofertas': o bebê de dez meses por US$ 1.000 ou o filho mais novo e o de dois anos por US$ 4.000. 

A jovem está presa na cadeia da cidade.

As crianças estão sob a custódia do departamento de serviço social do Estado.

A polícia arbitrou uma fiança no valor de US$ 40 mil.

À polícia, Misty VanHorn contou que tentou vender os filhos pela internet porque precisava conseguir US$1.000 para libertar seu namorado da cadeia.
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Polícia detém mulher que espalhava crânios humanos por SP

23:09 |





Resolvido, ao menos em parte, o mistério do aparecimento de crânios humanos pela cidade de São Paulo 

 - Por Vanessa Correa, da Folha.com - 

A polícia deteve na tarde deste sábado (9) Leonarda Ferreira da Paixão, 42, quando ela saia do cemitério de Vila Formosa portando dois crânios.



A mulher, que segundo a polícia, tem problemas mentais, disse que comia despachos de trabalhos religiosos feitos em encruzilhadas e roubava os crânios humanos dos mesmos despachos, espalhando-os depois pela cidade.



Segundo a delegada, a mulher foi identificada como sendo a mesma que aparece em um vídeo ao depositar um crânio em frente a um edifício da avenida Paulista.



Desde o dia 20 do mês passado, quando um crânio foi encontrado em uma jardineira próxima ao edifício Copan, na região central, outros sete com as mesmas características foram achados em diversos pontos de São Paulo.

A polícia chegou a levantar a hipótese de "trabalho espiritual". Essa suspeita foi descartada ontem por Leonarda ter problemas mentais. Caso contrário, ela seria processada por vilipêndio a cadáver.

Leonarda foi encaminhada a um hospital psiquiátrico na Vila Mariana, na zona sul.



A Polícia Civil divulgou as imagens da mulher que depositou um crânio na entrada de um prédio da avenida Paulista, região central de São Paulo, na semana passada.

As gravações mostram uma senhora aproximando-se do prédio do consulado da África do Sul com um saco plástico, contendo o crânio, e um papel vermelho.





No vídeo, é possível ver várias pessoas passando pela calçada da avenida e entrando no prédio enquanto a mulher se abaixa, envolve o crânio no papel e, em seguida, coloca-o próximo à porta de entrada do prédio.





INVESTIGAÇÕES

A ocorrência está sob responsabilidade da delegada Victória Lobo Guimarães, titular do 78º DP (Jardins) e, de acordo com a polícia, tem relação com outros casos de crânios depositados em diferentes endereços da cidade.

Editoria de Arte/folhapress






Para o delegado do 34º DP (Vila Sônia), Paul Henry Bozon Verduraz, um dos responsáveis pelas investigações, trata-se de um único caso.



Gravações de câmeras de segurança obtidas pela polícia mostram uma mulher aparentando ter entre 30 e 40 anos, sempre trajando saia até a canela, depositando alguns dos crânios encontrados.

"Parece um trabalho espiritual. A nossa investigação já está adiantada e as formas que foram deixados os crânios e os locais, próximos a sedes de consulados de outros países e a igrejas indicam que pode se tratar de um trabalho para dar poder a alguém [que teria encomendado a feitiçaria]", afirma.



Apesar de ainda aguardar o resultado dos exames periciais, o delegado do 3º DP (Santa Ifigênia), Antônio Carlos Tucumantel, que também investiga os casos, disse que todos os crânios são antigos.



"Não é coisa recente. Têm traços de terra e provavelmente foram retirados de cemitérios", afirmou.



Os delegados, porém, não forneceram outros detalhes da investigação, nem quiseram dar informações sobre quais seriam os possíveis cultos envolvido nas ações.




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Vândalos defecam em panelas de Restaurante Popular

21:31 |





Vândalos defecam em panelas de Restaurante Popular


Ausência de fiscalização deixa patrimônio público à mercê de vândalos. 



 - Por Rodrigo Neto, do jornal Vale do Aço -  

IPATINGA – A situação de total abandono de alguns prédios públicos de Ipatinga tem se tornado caso de polícia diariamente. Somente neste final de semana foram dois arrombamentos seguidos de furto contra o patrimônio público no município.

Os vândalos não perdoaram nem mesmo o tradicional cemitério Parque Senhora da Paz no bairro Veneza II, durante muitos anos um dos cartões postais da cidade, e voltaram a pintar e bordar no Restaurante Popular fechado e ainda sem prazo para reabertura.






Sargento Almeida com fardos de papel higiênico furtados do restaurante. 

Dois dos quatro cômodos do cemitério onde são guardadas ferramentas e roupas dos coveiros foram estourados. De acordo com funcionários, nos cômodos arrombados só havia roupas. Ausência de fiscalização e iluminação precárias são algumas das deficiências, que de acordo com os servidores facilitam a atuação de marginais.

Em menos de cinco dias o Restaurante Popular foi alvo da ação de ladrões por duas vezes, com as prisões de três pessoas.

Na manhã desta segunda-feira (04), em uma ação rápida a equipe militar comandada pelo sargento Almeida conseguiu prender L.C.A., 47, que já se preparava para deixar o Restaurante Popular levando quatro fardos fechados de papel higiênico.

O militar disse que é deplorável a situação com que se deparou dentro do restaurante.



“Defecaram dentro das panelas. Essas vasilhas que antes eram usadas para fazer a comida de centenas de pessoas hoje estão lá completamente sujas”, contou o policial.

Outra situação destacada pelo sargento Almeida é a migração freqüente de moradores de rua para dentro do restaurante. “Ali eles estão furtando o que é da sociedade. Todo esse material furtado está servindo de moeda para a troca em drogas”, observou.



Providências

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ipatinga encaminhou nota emitindo um parecer sobre as denúncias de descaso e abandono com Restaurante Popular e Cemitério Parque Senhora da Paz.

Nela consta que a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) realiza estudos técnicos e, no prazo mais breve possível, vai abrir processo de concorrência pública específica para atender a centenas de necessidades diagnosticadas de ampliação e modernização da rede de iluminação pública de Ipatinga.

“O problema de iluminação no Cemitério Parque Senhora da Paz, herdado do governo anterior, está detectado pelos técnicos da Sesuma. Enquanto o programa de expansão do sistema municipal não for efetivado, será providenciada a instalação emergencial de novas lâmpadas na área externa das capelas e estacionamento”, diz a PMI.



Em relação à segurança dos equipamentos públicos, a exemplo do Restaurante Popular e do cemitério, a Administração Municipal diz contar com a parceria da Polícia Militar, garantindo a presença de viaturas em rondas periódicas na região circunvizinha dessas áreas. Ao mesmo tempo, estuda a viabilidade técnica e orçamentária para implantação de uma vigilância fixa nesses locais públicos com maior fluxo de pessoas.

“Medidas emergenciais, como reforço de portas e acessos, estão sendo providenciadas, até que as obras de reforma e adequação do Restaurante Popular sejam realizadas”, finaliza a prefeitura.

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Jornalista é morto a tiros no interior de Minas Gerais

20:54 |





Rodrigo Neto tinha 38 anos e era pai de um filho de seis anos 


Bandidos atiraram em pontos vitais de repórter.  



 - Por Zé Vinícius, do jornal Vale do Aço -  

IPATINGA – O repórter do jornal VALE DO AÇO e também da Rádio Vanguarda, Rodrigo Neto de Faria, de 38 anos, foi vítima de uma cruel execução, no início da madrugada desta sexta-feira (09), no bairro Canaã.










O corpo foi alvejado por três tiros em regiões vitais. 


O crime aconteceu num local frequentado normalmente por muitas famílias, um ponto de venda de churrasquinhos, na avenida Selim José de Sales, onde o profissional ia com frequência. Quando entrava em seu veículo, à meia-noite e quinze, dois indivíduos em uma moto se colocaram ao lado da porta do Toyota Corolla de sua propriedade, placa KHO-4615, e o garupa fez os disparos.

O próprio vendedor de churrascos tentou salvar a vida de Rodrigo, levando-o ao Hospital Municipal de Ipatinga, após ser socorrido por amigos, mas não houve tempo. Uma testemunha chegou a ser também alvo do atirador, mas escapou.



Foram encontrados três projéteis calibre 38 no local do crime: um no asfalto, um dentro do veículo e o último na calçada. Outros dois foram retirados do corpo da vítima. Rodrigo Neto recebeu três tiros: o primeiro foi na região da cabeça, entrou pela área frontal esquerda da testa, saindo próximo à orelha direita.  O segundo acertou na região torácica, abaixo do mamilo direito. O terceiro, na região escapular esquerda (nas costas, um palmo acima do quadril). As balas eram enjaquetadas, com maior poder de destruição, já que se expandem ao penetrar no alvo.



Churrasquinho para relaxar

De acordo com o proprietário do estabelecimento, durante toda esta semana Rodrigo Neto esteve no local após o expediente de trabalho. “Ele falava que vinha para tomar uma, para tirar o estresse, porque agora estava trabalhando também em um jornal, além da rádio. Estava muito feliz com as novidades”, contou Alberto Andrade, o ‘Baiano’.



Diferente dos dias anteriores, Rodrigo ficou até mais tarde na barraca de churrasquinho, na noite desta quinta (08). “Ele havia chegado pouco depois das 21h. Veio direto do jornal Vale do Aço, e ficou conversando com um amigo até acabar o movimento. Eu já havia desmontado a barraca, e estava guardando o material. A gente parou para assistir o jornal televisivo, que mostrava o julgamento do caso Bruno. E Rodrigo até comentou que o ex-goleiro não pegaria a pena máxima (o que de fato se consumou, sendo 22 anos de um total possível de 41). Depois esperamos ainda os gols da rodada. Ele foi ao banheiro, se despediu de mim e já ia embora”, contou Alberto.




“Pensei que eram bombinhas”






O corpo do repórter começou a ser velado às 14h desta sexta e será sepultado às 10h deste sábado, no cemitério Senhora da Paz. Foto: Lairto Martins.



‘Baiano’ ainda relatou à reportagem que quando ouviu os tiros pensou que fossem bombinhas. “Pelo barulho, pensei que eram bombinhas, uma brincadeira. Até que ouvi o ronco da moto arrancando em alta rotação. Quando me dei conta, já estava vendo o Rodrigo ferido no carro. A reação foi chamar o SAMU. Depois vi uma viatura passando na avenida e me joguei à frente dela. Um policial desceu, viu que o Rodrigo ainda estava vivo. 

Colocamos o Rodrigo no meu carro e levamos para o Hospital no Cidade Nobre”, explicou, ainda perplexo com o ocorrido. “A ficha ainda não caiu. Não consegui sair de casa, não consegui levantar depois. Ele não merecia isso”, comentou.
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Advogado de vocalista pede afastamento de delegado do caso da boate Kiss

13:22 |





A chefia de polícia do Rio Grande do Sul deve se manifestar até o final desta semana sobre o pedido de afastamento do delegado Marcelo Arigony das investigações sobre o incêndio na boate Kiss, que causou a morte de 240 pessoas na madrugada de 27 de janeiro. 



- Por Flávio Ilha, do UOL em Porto Alegre - 

O pedido foi encaminhado à polícia na segunda-feira (4) pelo advogado do vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos.



Coleta de provas 

A polícia fez a maior parte da coleta no próprio dia do incêndio, mas não descarta voltar ao local em busca de outras evidências se necessário para dirimir dúvidas



Depoimentos

Além dos músicos da banda Gurizada Fandangueira, clientes, funcionários e os donos da casa noturna seguem sendo ouvidos na delegacia



Prisões 

Quatro pessoas estão presas: dois músicos da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava na boate, e os sócios do estabelecimento, Elissandro Callegari Spohr e Mauro Hoffmann




Os sócios da Boate Kiss, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann.

Exame de documentação 

Polícia vai revisar alvará de funcionamento e o plano de prevenção de incêndio da boate Kiss Perícia O trabalho dos peritos foi iniciado no dia do acidente e só será concluído com a divulgação dos laudos técnicos. Pode ser concluída em 30, 60 ou 90 dias, segundo a polícia “Tive uma reunião rápida com o representante do chefe de polícia e encaminhei o pedido”, declarou o advogado Omar Obregon, que não revelou o conteúdo da petição. Segundo ele, Arigony estaria impedido de comandar as investigações pelo fato de não ser isento --o delegado perdeu uma prima na tragédia.



A solicitação vinha sendo articulada desde a semana passada com os outros advogados de defesa dos quatro suspeitos presos, que preferiram não endossar a ação.

Tecnicamente, o documento pede a suspeição do delegado por ele ter envolvimento pessoal direto com a tragédia --o que, em tese, poderia influenciar o resultado das investigações.

O pedido foi encaminhado à assessoria jurídica da polícia, que dará um parecer sobre o conteúdo.



O advogado anunciou que fará uma manifestação pública a partir das 14h desta terça-feira, em Santa Maria. Uma fonte da polícia informou ao UOL que o pedido não tem embasamento jurídico porque não há previsão legal de nulidade para inquéritos policiais, assim como ocorre com julgamentos. “Por isso esse tipo de ação é muito rara. Quando há suspeição por algum tipo de parentesco com juiz ou advogado, o próprio delegado pede afastamento automaticamente”, avaliou.






Imagem de 12 de janeiro com cinco jovens mortas do incêndio da boate Kiss. Da esquerda para a direita, Fernanda Malheiros, Andrise Nicoletti, Paula Gatto, Júlia Saul e Melissa Correa. A imagem foi feita na mesma casa noturna duas semanas antes da tragédia, e o autor da foto, João Barcellos, também está entre as vítimas. Melissa, Paula e Andrise eram alunas do terceiro semestre de Agronomia da Universidade Federal de Santa Maria, curso que perdeu oito alunos. O total de alunos da UFSM mortos na Kiss até agora é de 102. Foto:  João Barcellos/SiteZoom.



Além disso, segundo avaliação preliminar da polícia, Arigony sequer participa diretamente das investigações. “Por se delegado regional de Santa Maria, ele atua como uma espécie de porta-voz. Nada mais. Mesmo assim o pedido será analisado”, revelou a fonte policial.

O delegado Marcelo Arigony também se disse “tranquilo” em relação ao pedido “Há cinco delegados e muitos outros inspetores cuidando das investigações. Fazemos um trabalho com muita serenidade e tranquilidade, sem hipótese de distorções”, disse. “Estamos sendo totalmente transparentes", completou.



Logo depois da tragédia, o delegado postou fotos em seu perfil numa rede social mostrando fotos da banda usando fogos de artifício em shows e apontando a prática como causa do incêndio na boate Kiss.

Arigony também interrompeu uma entrevista coletiva, logo após a tragédia, para se juntar a um grupo de manifestantes que pedia justiça em frente à delegacia regional de Santa Maria. O delegado foi fotografado discursando com um megafone.



O vocalista da banda Gurizada Fandangueira, juntamente com o produtor do grupo, Luciano Bonilha Leão, e os sócios da boate Kiss, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, está preso na Penitenciária Estadual de Santa Maria desde o dia 28 de janeiro.

Os quatro, suspeitos de serem os responsáveis pelo incêndio na danceteria, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça na última sexta-feira (1º). Na segunda-feira, o coordenador das investigações esteve novamente no IGP (Instituto Geral de Perícias) para apressar a conclusão dos laudos toxicológicos sobre as vítimas, que servirão para embasar o indiciamento dos suspeitos por homicídio qualificado doloso – quando se assume o risco de matar.

Arigony disse que pretende remeter o inquérito à polícia na próxima segunda-feira (11).
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Professora perde R$ 10 mil em golpe da página clonada do Banco do Brasil

11:35 |



Fraudador fez transferências, saque e pagamentos em poucos minutos


Vítima não conseguiu bloquear conta junto ao SAC da instituição bancária.  



- Por Michelle Farias e Waldson Costa, do G1 - 

Alguns minutos de distração durante uma transação bancária, realizada pela internet durante o final de semana, resultaram em um prejuízo avaliado em R$ 10 mil na conta da professora universitária Raquel Parmegiani.

A paulista que vive em Maceió viu a conta bancária ser praticamente zerada após ser direcionada para uma página clonada de autoatendimento do Banco do Brasil (BB), na noite do último domingo (3).




Professora mostra página da instituição bancária que foi clonada por fraudadores 


(Foto: Waldson Costa/ G1).

Segundo ela, uma série de fatores contribuíram para o golpe. Primeiro a página verdadeira travou e a rackeada abriu solicitando dados de segurança e senhas. Depois, uma pessoa se identificando como como funcionário do banco ligou informando que a conta estava aberta devido ao problema do site, e que ela deveria ir até o caixa eletrônico fazer um procedimento para bloquear o acesso de terceiros. Ao seguir no caixa eletrônico o passo a passo solicitado pelo falso funcionário, a professora viu a série de saques, transferências e pagamentos com retiradas de dinheiro de sua conta.



“Eu achava que se tratava de um procedimento de segurança. Afinal, o banco possui todos os meus dados. Só que o pior foi que, ao perceber o golpe, liguei para o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do Banco do Brasil e mesmo conversando com um atendente ele expôs que não havia como bloquear minha conta", disse Raquel.



"Neste curto espaço de tempo, o fraudador realizou saques, transferências e pagamentos de boletos de IPVA", expôs a vítima, ao relatar o desespero que viveu ao ver o dinheiro sendo roubado diante da burocracia estabelecida pelo banco que não dava opção para que ela bloqueasse a conta.



“Depois de toda a situação, ao procurar o Banco do Brasil na segunda-feira (4), fui informada que teria que abrir um procedimento pela minha agência de origem, que fica no interior do São Paulo, para fazer o bloqueio. Meu pai vem resolvendo esse problema comigo por procuração. Até que tudo seja resolvido, o banco me pediu paciência e reconheceu falhas na segurança deles”, expôs a professora que, ao registrar o Boletim de Ocorrência e conversar com gerentes do BB, tomou conhecimento de outros casos semelhantes de golpes praticados via transação on-line.






Extratos mostram que transações do golpe ocorreram em sequência, em menos de vinte minutos 


(Foto: Waldson Costa/ G1).

Banco do Brasil

A assessoria do Banco do Brasil informou que os clientes que identificarem qualquer irregularidade na sua conta devem entrar em contato com o atendimento do banco ou procurar uma agência mais próxima. No caso de roubo ou crimes como o da professora Raquel, é preciso fazer um boletim de ocorrência e formalizar uma carta para ser apresentada ao gerente do banco.



Em posse do boletim de ocorrência e da carta, a pessoa deve procurar a sua agência para denunciar a fraude. Ainda segundo a assessoria, nesse caso específico, a professora deve ter acessado uma cópia da página do Banco do Brasil, facilitando a fraude.



Sobre os telefones de atendimento aos clientes, o Banco do Brasil garantiu que eles funcionam 24 horas por dia e durante toda a semana. A assessoria disse ainda que os serviços de bloqueio de cartão podem ser feitos pelo telefone.



Recomendação

De acordo com o delegado da Polícia Federal Antônio Miguel, crimes envolvendo instituições financeiras são comuns. O caso da professora Raquel chamou a atenção porque ela deve ter acessado outra página e, mesmo com todos os cuidados que ela afirmou ter tido, caiu no golpe.



“Pelo que ela está relatando, deve ter clicado em um link que deve ser uma cópia da página do banco. Inocentemente, ela desbloqueou algumas ações que impediam que o criminoso pudesse atuar”, afirmou o delegado.



Ainda segundo o delegado, é preciso ter atenção redobrada quando for acessar contas bancárias pela internet ou celular. “Os sites dos bancos são 100% seguros, os problemas são as páginas criadas por hackers que induzem as pessoas a caírem na fraude”, disse.

O delegado aconselha que, assim que for comprovada a fraude, o cliente deve procurar uma delegacia para fazer o boletim de ocorrência. Em seguida, deve procurar a sua agência bancária para comunicar a fraude.

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Prostituição - CPI do Tráfico de Pessoas quer convocar responsável por Belo Monte

20:44 |





CPI quer explicações sobre o funcionamento de um prostíbulo dentro do canteiro de obras da hidrelétrica 


A convocação será votada nesta terça-feira (5/3)



- Da Agência Brasil - 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas votará na terça-feira (5/3), às 10h, requerimento de convocação do diretor-presidente da Norte Energia S.A, Duílio Diniz de Figueiredo, responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.



Autor do requerimento, o presidente da CPI, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), quer explicações sobre o funcionamento de um prostíbulo dentro do canteiro de obras da hidrelétrica.



O local foi alvo de operação da Polícia Civil paraense por manter menores de idade, mulheres e travestis em cárcere privado e em condições degradante.



Acompanhado de membros da comissão, Jordy esteve no local na semana passada e disse que para chegar até o prostíbulo passou por cancelas com identificação da Norte Energia. “É um absurdo que uma obra desse porte, que recebe recursos públicos seja, no mínimo, conivente com esse tipo de prática”, disse. "É impossível que esse estabelecimento exista sem o conhecimento da Norte Energia, até porque no caminho de chegada até a referida ‘boate’, a comitiva da CPI passou por guaritas da empresa, que é área de atividade da obra".






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Pastor é preso por suspeita de abuso sexual de jovens em rito espiritual

22:34 |



Vítimas alegam que tiveram genitália tocada com óleo de unção 


José Elias, de 53 anos, está detido desde quinta-feira (28) em Franca (SP).



- Por Rodolfo Tiengo, do G1 - 

Um pastor de 53 anos está preso desde quinta-feira (28) por suspeita de abuso sexual a jovens frequentadoras de uma igreja evangélica do Jardim Redentor, em Franca (SP).

A prisão preventiva de José Elias da Cruz foi decretada a pedido da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), após receber denúncias de que o líder religioso se aproveitava das jovens – dentre elas duas adolescentes de 12 e 15 anos - enquanto realizava ritos espirituais em suas casas.

O inquérito policial sobre o caso deve ser concluído em dez dias antes de ser apresentado ao Ministério Público.

O pastor, que vive em Franca, mas é de Itaú de Minas (MG), nega as acusações.





Segundo a delegada Graciela Ambrósio, Cruz foi denunciado pelo pai das duas adolescentes depois que uma delas supostamente estranhou o modo como ele agia durante um rito em que prometia libertação espiritual. Ele alegou que o pastor passava a mão nos seios e no órgão genital delas durante uma unção com óleo, segundo Graciela.



“A família tinha uma relação de confiança com o pastor. As meninas frequentavam a igreja de segunda a domingo e ficavam em casa sozinhas ou iam para o grupo de oração na casa do pastor. Ele falava que tinha o dom de tirar o espírito da sensualidade”, disse.



De acordo com a delegada, a mais jovem das vítimas, de apenas 12 anos, era submetida ao mesmo rito desde o ano passado, mas apenas confirmou as denúncias depois que a irmã mais velha, de 15 anos, teve a mesma experiência. “Ele encontrava as meninas sozinhas, levava para o quarto, usava um óleo e falava que era para ungir. Com a menina de 12 anos era desde outubro do ano passado. Na última sexta-feira (22), também fez com a menina de 15. Então ela achou que não estava certo e contou para o pai dela.”

Desde o início das investigações sobre o caso, a DDM obteve denúncias de outras duas jovens, de 21 e 22 anos, que também disseram terem sido abusadas por Cruz. Graciela afirmou que até a conclusão do inquérito tentará descobrir outras possíveis vítimas. “As outras duas confirmam que ele fez a mesma coisa”.



No inquérito policial, o pastor é investigado por estupro de vulnerável, no caso da adolescente de 12 anos, e por posse sexual mediante fraude, no caso das outras três denunciantes.



Pastor nega denúncias

Procurado pelo G1, o advogado de defesa do pastor, Brás Porfírio Siqueira, afirmou que Cruz nega todas as alegações contra ele. Ele disse que aguarda o encerramento do inquérito para entrar com pedido de liberdade provisória. Caso não consiga, encaminhará à Justiça uma solicitação de habeas corpus. ”O pastor não fez nada. Ele nega todos os fatos. É a acusação delas contra a palavra dele”, afirmou Siqueira.

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Menina de 15 anos, que aparece em vídeo, fazia sexo com padre uma vez por mês há um ano. Veja o vídeo

14:51 |





As investigações sobre o caso do padre Emilson Soares Corrêa, já indiciado por estupro de uma menina de sete anos, ganharam novo personagem  

A menina de 15 anos que aparece em um vídeo — divulgado pelo EXTRA na última terça-feira — fazendo sexo com o religioso na casa paroquial da Igreja Nossa Senhora do Amparo foi depor ontem na delegacia.

Ela confirmou, em seu depoimento, que participou do flagra armado pelo pai das duas meninas que acusam o padre de estupro e afirmou que mantinha relações sexuais mensalmente com o padre desde os 14 anos. No relato, a menina afirma que ele oferecia pequenas quantias em dinheiro a ela.




Menina de 15 anos deixa delegacia após depoimento Foto: / Darlei Marinho / Extra

Ela disse claramente que aquela não foi a primeira vez. O relato da menor se aproxima muito do depoimento da outra menina, de 19 anos, também seduzida com presentes — afirmou a delegada Marta Dominguez, da Deam de Niterói.



Ela, porém, deixa claro que, apesar de a menina ser menor de idade, o ato sexual não configura crime:

— Ela tinha mais de 14 anos e não houve violência ou ameaça.



Embora o depoimento da menor não tenha produzido efeitos no inquérito, a situação do padre ficou mais complicada ontem.

Um novo relato da menina de 19 anos, que também aparece no vídeo, resultou em novo indiciamento do padre por estupro.

VEJA O VÍDEO:







A jovem relatou à delegada que o padre a convenceu a fazer sexo oral com ele quando ela tinha apenas 13 anos. O episódio teria acontecido na banheira de hidromassagem em formato de coração que o padre tinha em sua casa paroquial.

— O novo indiciamento deixa o padre em situação mais difícil. Se a denúncia for aceita pelo Ministério Público, ele pode incorrer em concurso material, pois cometeu o crime mais de uma vez — explicou a delegada.


- Por Rafael Soares/Extra.globo - 

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Investigação aponta uso de anestésico nas mortes em UTI no Paraná

12:44 |


A investigação que resultou na prisão de quatro médicos em Curitiba, suspeitos de provocar a morte de pacientes, trabalha com a hipótese de que as vítimas tenham morrido pelo uso de anestésicos, combinado com a diminuição da quantidade de oxigênio nos respiradores.

- Por Estelita Hass Carazzai/Folha.com - 



Segundo a Folha apurou, as denúncias que deram origem ao inquérito, feitas por funcionários e ex-funcionários do Hospital Universitário Evangélico, relatam que médicos injetavam Pavulon, um relaxante muscular utilizado para entubar pacientes.



Esse medicamento paralisa os músculos e, quando associado à baixa ventilação dos pulmões, pode provocar parada respiratória.






A médica Virginia Helena Soares de Souza, medica chefe da UTI do hospital Evangélico, escoltada por policiais. 


Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo/Folhapress.

Os advogados dos profissionais negam as acusações e afirmam que não há provas da materialidade do crime.



O advogado Elias Mattar Assad --que defende a chefe da UTI geral, Virgínia Helena Soares de Souza, e outros dois presos-- disse que todos os medicamentos usados no hospital precisam ser prescritos por um médico, controlados pela farmácia do hospital e registrados no prontuário.

Já o diretor técnico do hospital, Luiz Felipe Natel Mendes, afirmou que o pavulon é pouco utilizado atualmente.



Ontem, uma enfermeira cujo mandado de prisão temporária havia sido emitido na sexta-feira se apresentou à polícia. O nome dela não foi revelado. Agora, cinco pessoas estão presas pelo caso.



Assad fez um pedido de assistência à OAB para que entre com medidas contra a delegada do caso, Paula Brisola.

O defensor disse que ela negou acesso à totalidade dos autos. A Polícia Civil nega que isso tenha ocorrido.

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Padre de Niterói é flagrado fazendo sexo na casa paroquial e será indiciado por estupro de menina de sete anos

12:20 |



Padre também era padrinho da vítima.






 - Por Rafael Soares e Andrea Machado, do EXTRA - 

Não é só no Vaticano que a Igreja Católica vive às voltas com denúncias de escândalos sexuais.

Em Niterói, a Polícia Civil vai indiciar um padre por estupro de vulnerável. Ele teria abusado de uma menina, hoje com 10 anos, quando ela ainda tinha 7 anos.

Mas não foi só: de acordo com depoimentos prestados na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói, Emilson Soares Corrêa também manteve relações sexuais com outra menor, sua afilhada e irmã da outra vítima, desde quando ela tinha 13 anos.



Emilson, de 56 anos, era o responsável pela paróquia da Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, no bairro do Cubango. Uma das vítimas era coroinha da igreja e foi batizada, aos 13 anos, pelo padre, que também foi o padrinho de batismo.

A partir do batizado, "O padre passou a aliciá-la e tocá-la em suas partes íntimas em troca de presentes como sorvetes, chocolates e passeios", conforme relatou a vítima, hoje com 19 anos, à polícia.





O EXTRA teve acesso a um vídeo, feito pela vítima, que mostra Emilson fazendo sexo com uma adolescente em plena casa paroquial. Segundo a vítima, que armou a situação para denunciar o padre, a garota teria 15 anos.

A denúncia foi levada à delegacia pelo pai das meninas. Segundo ele, foi sua ex-mulher que flagrou a filha mais velha discutindo com o padre. Na ocasião, ela revelou à mãe que se relacionava sexualmente com o padrinho.

- Quando soube que minha filha mais velha estava sendo abusada, perguntei à mais nova se havia ocorrido algo com ela. Ela disse que durante um passeio a um sítio, quando tinha sete anos, o padre tocou em sua partes íntimas - contou ele.



Envolvimento emocional

Em petição enviada à delegacia, Emilson confessa ter mantido relações sexuais com a mais velha das duas irmãs, mas só a partir de quando ela completou 18 anos. Segundo o texto, ele "se sentiu envolvido emocionalmente" com a menina.



A delegada Marta Dominguez, que abriu o inquérito, explica que a denúncia só leva em consideração o estupro da irmã mais nova. Segundo ela, o caso da outra menina não se enquadra no crime: a vítima já tem mais de 14 anos, e não ficou provado que houve ameaça.



Sacerdote é suspenso pela Arquidiocese

Diante da denúncia, a Arquidiocese de Niterói informa que decidiu pela "suspensão temporária do sacerdote". Atualmente, o padre não é responsável por nenhuma paróquia. O órgão também alegou, em nota, que a acusação está sendo investigada e que "o próprio sacerdote levou a denúncia ao conhecimento do Ministério Público, para que apure a veracidade ou não da mesma".



A delegada Marta Dominguez disse que só aguarda um depoimento do pai das vítimas para encerrar o inquérito. O padre foi procurado em quatro números de telefone - inclusive aqueles citados em seu depoimento - mas não foi encontrado.

‘Pode haver estupro, mesmo sem sexo’, diz delegada Marta Dominguez



Qual denúncia será oferecida ao Ministério Público?

Ainda falta fechar o inquérito. Quero ouvir o pai das vítimas mais uma vez. Mas, em relação à irmã mais nova, houve estupro de vulnerável. No caso da mais velha, não é possível enquadrá-lo no crime.

Por quê?

Não há nenhuma prova que o padre tenha ameaçado ou violentado ela. Sem contar que ela afirma, em depoimento, ter filmado o padre fazendo sexo com ela quando já tinha mais de 18 anos.

O padre compareceu à delegacia para depôr?

Ele não depôs, mas no dia 12 de dezembro enviou uma petição confessando que havia feito sexo com a irmã mais velha, mas só quando ela já era maior, depois de 2012.

Ele pode ter feito sexo com a irmã mais nova?

Ela fez exame de corpo de delito e, no resultado, comprovou-se que ela ainda é virgem. Mas o relato da menina, em que ela afirma que o padre tocou em suas partes íntimas, já basta para a concretização do crime.



O flagrante

O pai das vítimas, em depoimento, diz que armou com a filha o flagrante do padre: ele afirma que "determinou que sua filha mantivesse relação sexual com o acusado e filmasse com o telefone celular".





A filmagem

No vídeo, filmado pela vítima, já com 19 anos, uma menina faz sexo com o padre na casa paroquial, nos fundos da igreja. Ao fundo, é possível ver uma reprodução da Santa Ceia. Segundo o denunciante, a menina que aparece no vídeo teria 15 anos.


A confissão

O pai das duas vítimas afirmou, em depoimento, que, no dia 22 de novembro do ano passado, chamou o padre em sua casa e, exigindo explicações, mostrou o vídeo. Ele relata que, na ocasião, o padre pediu perdão.



Na Arquidiocese

Em seu depoimento à polícia, o pai das vítimas também conta que levou o vídeo ao arcebispo de Niterói, Dom José Francisco Rezende Dias para que fossem tomadas providências em relação ao caso. Segundo o relato, o arcebispo estava acompanhado de dois advogados na ocasião. No final do diálogo, na saída da Arquidiocese, o pai afirma que "percebeu que estava sendo seguido por dois homens que se encontravam no local".



No Vaticano

Segundo o jornal italiano "La Repubblica", o Papa Bento XVI, que já anunciou sua renúncia para o mês de março, teria decido deixar a Igreja depois de receber um dossiê de mais de 300 páginas com detalhes de práticas de corrupção, promiscuidade e o mapeamento de uma rede de prostituição homossexual dentro do Vaticano.



VatiLeaks

Em janeiro de 2012, partes do documento já haviam sido roubados no episódio conhecido como VatiLeaks. A expressão é uma comparação com o fenômeno Wikileaks.
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Uma em cada três escolas brasileiras convive com o tráfico de drogas

09:41 |



Os últimos números da Prova Brasil, do MEC, mostram que o número chega a 36% em Minas Gerais, 47% em São Paulo e 53% no Distrito Federal.





Um alerta que vem da polícia de Belo Horizonte: o convívio com o tráfico de drogas é um problema sério enfrentado por uma em cada três escolas públicas no país.

Na entrada da escola, os personagens chamam a atenção, e policiais distribuem folhetos. “Vou te entregar umas dicas sobre drogas”, diz um deles.

“A gente precisa ter cuidado com isso que destrói a vida da gente”, diz Maria Carolina Rosa, estudante.



Na escola, a diretora que prefere não se identificar diz que o tráfico já faz parte do dia a dia. “Para ter dinheiro para a droga elas vêm e roubam, fazem vandalismo. Até vaso sanitário roubaram por causa de droga”, conta.



A conversa com os estudantes é para conscientizar e mobilizar a comunidade e evitar que um problema comum do lado de fora ganhe cada vez mais espaço no ambiente escolar.

Em média, mais de um terço das escolas públicas brasileiras convive com o tráfico de drogas nas proximidades. Foi o que mostraram os últimos números da Prova Brasil, do MEC.



Mais de 50 mil diretores de escolas públicas responderam o questionário e 35%, em média, disseram que há tráfico de drogas no entorno da escola. Em Minas Gerais, esse número chegou a 36%. Em São Paulo, 47%. No Distrito Federal, 53%.



O especialista em segurança pública Robson Sávio afirma que o caminho para enfrentar o problema são as parcerias, como o projeto com a PM. “O policial é um bom parceiro quando informa e esclarece os malefícios das drogas que causam danos à vida dos adolescentes, inclusive mostrando para as crianças que, na eventualidade de eles entrarem no processo das drogas, existem saídas possíveis”, ressalta.

Na sala de aula, o policial simula a oferta de drogas e a aluna não aceita. A cartilha com as dicas é para levar para casa, mas o sucesso da parceria também depende das famílias.

“É briga na porta de escola, é droga, é tudo de ruim. Os pais têm que estar sempre presentes e a polícia também”, diz Gislaine Cristina Rosa, diarista.

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MP investiga caso de trabalho escravo envolvendo Lojas Americanas

23:04 |



Cinco bolivianos foram flagrados em condições análogas às de escravos em uma oficina de costura que prestava serviço para varejista 

 - Por Vanessa Stecanella, da Agência Estado -

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) informaram nesta terça-feira, 19, que vão apurar a responsabilidade das Lojas Americanas no caso de cinco bolivianos flagrados em condições análogas às de escravos em uma oficina de costura em Americana (SP).





De acordo com fiscais do MTE e procuradores do MPT, os trabalhadores costuravam peças de vestuário infantil diretamente para a empresa HippyChick Moda Infantil Ltda., também de Americana. A única cliente da empresa seria a rede varejista Lojas Americanas, segundo o MPT.



Em nota, o MPT afirma que as roupas eram postas à venda nas Lojas Americanas, com a etiqueta "Basic+ Kids". A rede varejista possui o registro da marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) desde fevereiro de 2006, conforme consta do site da entidade na internet.

A fiscalização do trabalho encontrou na oficina "peças piloto" (modelo do vestuário que é reproduzido pelos costureiros) e etiquetas da marca.



Procurada, a Lojas Americanas informou, por meio de nota à imprensa, que repudia qualquer tipo de trabalho realizado em condições degradantes, e que desconhecia o que foi verificado pelo Ministério Público do Trabalho. "A Lojas Americanas informa ainda que cancelou as atuais relações comerciais com o fornecedor Hippychick", diz a nota.



Denúncia

A oficina foi denunciada ao Ministério do Trabalho e Emprego pela Polícia Federal, que um ano antes havia realizado diligência no local para verificar a situação dos vistos de permanência dos bolivianos. Ela foi montada de forma clandestina nos fundos do quintal de uma área residencial, na periferia da cidade. O dono, originário da Bolívia, mantinha parentes trabalhando em um barracão improvisado, com condições consideradas insalubres. A pequena fábrica têxtil recebia R$ 2,80 por cada peça produzida para a HippyChick.



No momento da fiscalização, que aconteceu no dia 22 de janeiro, nenhum trabalhador possuía registro em carteira de trabalho. Há indícios de aliciamento de mão de obra, fato que ainda está sob investigação. Segundo o MPT, os estrangeiros foram resgatados e receberam direito ao seguro-desemprego.



Nos dias 7 e 14 de fevereiro foram expedidas as carteiras de trabalho dos bolivianos e efetuadas as rescisões indiretas de contrato (com justa causa do empregador), com o pagamento de verbas salariais (proporcional de 13º, férias etc), FGTS e multa, e da indenização prevista no TAC, tudo por conta da HippyChick.



A HippyChick recebeu 23 multas do Ministério do Trabalho pelas irregularidades apontadas, dentre elas, reduzir trabalhadores a condições análogas às de escravo, terceirização ilegal, falta de segurança e saúde do trabalho etc.



De acordo com comunicado do MPT, os envolvidos podem ser multados, processados na Justiça do Trabalho e até responder por crime de redução de trabalhadores a condições análogas às de escravo, que prevê de 2 a 8 anos de reclusão.



As empresas que se utilizam de mão de obra escrava têm seu nome incluído na lista de trabalho escravo, mantida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que prevê a suspensão de financiamento e acesso ao crédito por instituições federais, como Caixa, BNDES e Banco do Brasil, além de serem submetidas a restrições comerciais com empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.

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Polícia prende um dos principais suspeitos de liderar os ataques em SC

12:07 |







Maykon Aurélio Saturnino foi preso em flagrante em uma cobertura de luxo  


No sábado (16), a mãe e a irmã do suspeito também foram detidas.



 - Por Fernanda Burigo, do G1 SC com informações da RBS TV - 

O suspeito de ser um dos principais mandantes dos ataques em Santa Catarina foi preso na madrugada desta terça-feira em Florianópolis.

Maykon Aurélio Saturnino, que completa 29 anos nesta terça, foi preso em flagrante em uma cobertura de luxo por volta das 4h.

A operação foi comandada pelo delegado Akira Sato, da Delegacia de Investigação Criminal (Deic). Até as 6h30 desta terça-feira, a Polícia Militar confirmava 111 ataques em 36 municípios catarinenses.



Assista à reportagem da TV RBS:







De acordo com Sato, Maycon é um dos principais responsáveis por efetuar a dinâmica dos ataques. "A prisão dele estava prevista para sábado, mas infelizmente não foi possível. Tínhamos indicativos que ele estava em um prédio no bairro João Paulo, mas não esperávamos aquele nível de condomínio, por isso também vamos investigar lavagem de dinheiro", afirma Sato. De acordo com o delegado, todo o prédio foi cercado às 2h. "Ele não tinha como fugir, até por ser uma cobertura muito alta. Então, às 4h ele se rendeu".



Maycon é cunhado de Rodrigo da Pedra, que comandava o tráfico no Morro do Horário e que foi transferido para um presídio federal no sábado (16), junto com outros 39 detentos. Também no sábado, a mãe e a irmã de Maycon foram presas suspeitas de envolvimentos com os ataques que ocorrem em Santa Catarina desde 30 de janeiro.





Segundo Sato, o suspeito foi preso em flagrante com munições de calibre não permitido e lança-perfume. Ainda na madrugada, ele foi encaminhado para a Deic. "Ele deve permanecer lá, onde não há visita íntima, acesso a nada", afirma o delegado.

De acordo com a polícia, até está terça-feira, 72 pessoas foram detidas por estarem envolvidas com os atentados. O delegado da Deic acredita que até o final desta semana seja finalizada a primeira etapa de prisões.










Transferência de presos

Uma ação conjunta entre o governo de Santa Catarina e o Governo Federal transferiu 40 presos vinculados a facções criminosas para presídios federais por volta das 10h30 de sábado (16). Um avião partiu da Base Aérea de Florianópolis em direção a Mossoró (RN), onde ficarão 37 detentos, e Porto Velho (RO), destino de outros três. Dos 40 presos transferidos, 22 saíram do presídio São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis.





Presos foram transferidos na manhã de sábado. Foto: James Tavares. 

Segundo a governo de Santa Catarina, também foram transferidos detentos de São José, Florianópolis, Joinville, Criciúma e Itajaí. Nos dias que antecederam a ação, o Departamento de Administração Prisional (Deap) já havia concentrado nessas unidades presos de outras regiões do estado para que fossem alvos desta transferência. Em entrevista coletiva na manhã deste sábado (16), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ressaltou que ainda poderão ser cedidas mais vagas em presídios federais.





Mandados de prisão

A Polícia Civil de Santa Catarina apresentou, no sábado (16), parte das pessoas presas na força-tarefa realizada nas últimas horas pela instituição no estado. Ao todo, a ação cumpriu 70 mandados de prisão dentre 97 expedidos pela Justiça.

Dos 70 mandados, 25 foram cumpridos com suspeitos que atuavam de fora dos presídios catarinenses. Os outros 45 mandados restantes envolvem presos, que, de dentro dos presídios, organizavam as ações que ocorriam do lado de fora. Entre os presos, estavam cinco advogados e familiares de criminosos que colaboravam com os atentados.



Entenda o caso

A segunda onda de atentados em Santa Catarina começou na noite de 30 de janeiro, no Vale do Itajaí. Até as 8h desta segunda-feira (18), a Polícia Militar havia confirmado 111 ataques.



Veículos foram incendiados e foram disparados tiros e jogados coquetéis-molotovs contra prédios públicos.

As ocorrências foram registradas em 36 municípios: Navegantes, São José, Florianópolis, Criciúma, Itajaí, Palhoça, Camboriú, São Francisco do Sul, Laguna, Araquari, Gaspar, Joinville, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Maracajá, Ilhota, Tubarão, Chapecó, Indaial, Brusque, Blumenau, Garuva, Bom Retiro, São Bento do Sul, Rio do Sul, Porto União, São João Batista, São Miguel do Oeste, Içara, Imbituba, Guaramirim, Campos Novos, Balneário Rincão, Itapoá, Água Doce e Rio Negrinho.



O policiamento foi reforçado em todas as regiões. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a suspeita é de que as ordens sejam comandadas por uma facção criminosa e partam de dentro dos presídios. As autoridades investigam a relação dos ataques com denúncias de maus-tratos no Presídio de Joinville e com transferências de detentos no sistema prisional do estado. Em Joinville e Florianópolis, são feitas escalas especiais de escolta para os ônibus do transporte coletivo.

Em novembro de 2012, quando aconteceu a primeira onda de atentados, durante sete dias foram confirmados 58 atentados em 16 municípios catarinenses. Os ataques cessaram depois do anúncio da saída do diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara.
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Mais duas pacientes relataram à polícia terem sofrido abusos de enfermeiro

21:26 |





Francisco das Chagas Coutinho teria abusado das moças na UTI da unidade de saúde  


Ele continua preso no Centro de Detenção Provisória por caso denunciado em janeiro.



- Por Thalita Lins/Correio Braziliense - 

O auxiliar de enfermagem Francisco das Chagas Coutinho, 47 anos, acusado de ter abusado de uma deficiente visual no Hospital Santa Helena, no fim do mês passado, voltou a ser denunciado nesta semana.

Na última quarta-feira, duas mulheres afirmaram à Polícia Civil que sofreram violência sexual cometida por Francisco. Os crimes teriam acontecido na mesma unidade de saúde da Asa Norte, mas em novembro de 2012.




A direção do Santa Helena informou, por meio de nota, que "tem prestado todo o auxílio possível às autoridades policiais responsáveis pela investigação"

Segundo o titular da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Rodrigo Pires, as vítimas alegam que foram atacadas quando estavam internadas na unidade de terapia intensiva (UTI) do local. Os investigadores autuaram o ex-funcionário do centro hospitalar por estupro de vulnerável, tendo em vista que as duas vítimas não tinham condições de se defender (leia O que diz a lei). O auxiliar de enfermagem está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) desde a confirmação do primeiro caso.




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Mãe de cantor sertanejo é assassinada em Goiânia

21:16 |





Vítima é mãe de Adriano, autor do sucesso 'Hoje a Jiripoca Vai Piá'  


Polícia acredita que ela tenha sido morta a pauladas; ex é suspeito. 

 - Do G1/TV Anhanguera -  

A mãe do cantor sertanejo Geovanny Bernardes de Sousa, mais conhecido como Adriano, da dupla André e Adriano, foi assassinada neste sábado (16), no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia. 



A polícia acredita que tenha sido morta durante a madrugada, a pauladas.

O corpo da aposentada Eva Bernardes foi encontrado na casa dela, por volta das 15h. Segundo a polícia, ela apresentava sinais de espancamento.





De acordo com a polícia, o suspeito do crime é o ex-namorado da mãe do cantor. Um documento dele foi encontrado ao lado do corpo da vítima.



Os vizinhos contaram que ouviram um som muito alto vindo de dentro da casa durante a madrugada. Para a polícia, o barulho pode ter sido proposital, para evitar que qualquer pedido de socorro da vítima fosse ouvido.






Dupla sertaneja (Foto: Reprodução/TV Anhanguera). 

André e Adriano tornaram-se conhecidos em 1999, quando lançaram a canção "A Jiripoca Vai Piá", composta pelo filho da vítima. A música foi regravada por diversos artistas nacionais, entre eles o  cantor Daniel.



A assessoria de imprensa da dupla informou que André e Adriano cancelaram o show que faria na noite deste sábado na cidade de Bebedouro, no interior de São Paulo. Adriano viajou para Goiânia, mas a família não soube informar o horário do velório e do enterro.
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