- Da Folha.com - O presidente do CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), emprega no gabinete parentes de políticos e aliados: ali estão lotadas uma filha do ex-governador José Maranhão, a mãe do deputado federal Hugo Motta e uma prima do ex-senador Ney Suassuna.O senador emprega ainda a mulher de Carlos Magno, coordenador de comunicação de sua campanha em 2010.
Os funcionários ganham de R$ 2.000 a
R$ 12,8 mil.
Ilanna Motta, a mãe do deputado, e
Maria Alice Maranhão, filha do ex-governador, estão lotadas no gabinete do senador no Estado e são dispensadas de comprovar presença. Já
Silvia Lígia Suassuna, prima do ex-senador, é assessora de Vital em Brasília.
Vital do Rêgo disse que não há influência política na contratação dos funcionários: "Todas as pessoas do meu gabinete exercem funções setoriais em nosso Estado"
O presidente da CPI também contratou como funcionária fantasma em seu gabinete. Maria Eduarda Lucena dos Santos, que se diz coautora do hit "Ai, Se Eu te Pego", cantado por Michel Teló. A Justiça concedeu liminar em favor dela e das amigas bloqueando o dinheiro arrecadado com a música até que se decida a autoria.
Maria Eduarda, 20, disse à reportagem que quem responde pelo cargo é seu pai, o jornalista Adelson Barbosa, para realizar trabalhos que ele e outros dois jornalistas deveriam executar: publicar reportagens favoráveis ao senador na imprensa local.Barbosa trabalha no “Correio da Paraíba” e afirmou que o senador não poderia nomear três pessoas ao convidar ele e mais dois jornalistas para o trabalho. “Ele sugeriu colocar uma pessoa e a gente divide o valor”, explicou. “Poderia ser no meu nome, ou no de um dos outros dois. Só que eu não podia, porque o Senado exigia não ter outro vínculo (de trabalho). Minha filha é estudante e sugeri que fosse no nome dela.”
Ela foi contratada em fevereiro de 2011 como assistente parlamentar com
salário de R$ 3.450. E é dispensada de comprovar presença.OUTRO LADO
"Não estou me lembrando dela [Maria Eduarda], não", disse Vital do Rêgo.
Informado de quem se tratava, ele disse que ela serve ao gabinete, mas não soube dizer o que a estudante faz. E negou que o pai receba, pela filha, para o assessorar.
Sobre as demais nomeações, o senador disse que não há influência política. As outras contratadas dizem que a situação é legal.