- Da Folha.Uol - O processo que apura os R$ 100 mil jogados da janela de um carro por um aliado do senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, às vésperas do primeiro turno das eleições passadas, chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal).
De acordo com o andamento processual, a petição 2006/83 deu entrada na Corte no dia 22 de agosto e foi distribuída para o ministro-relator Carlos Ayres Britto. No dia 25, foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República para manifestação, onde permanece sem nenhum despacho.
O Tribunal Regional Eleitoral em Roraima informou que a petição foi enviada ao STF no dia 15 de agosto para providências, uma vez que o congressista tem foro privilegiado.
O dinheiro jogado para fora do carro estava em poder do empresário e colaborador Amarildo da Rocha Freitas, irmão do ex-deputado federal Urzeni Rocha (PSDB-RR).
Em depoimento, Freitas afirmou que recebeu um envelope das mãos de Jucá momentos antes de ser abordado pela polícia, sem saber que se tratava de dinheiro.
Falou ainda que, ao sair do escritório do senador, notou que estava sendo seguido por agentes federais, assustou-se e acabou jogando o envelope para fora. A quantia continua retida.
A Procuradoria Regional Eleitoral em Roraima, que apurou inicialmente o caso, chegou a informar à época que Jucá negou que fosse proprietário do dinheiro, "mas passada a eleição, foi solicitada a restituição pela assessoria da campanha do senador alegando que o dinheiro era do comitê".
OUTRO LADO
Em nota, a assessoria do senador Romero Jucá informou que ele desconhece o processo que está em análise no STF, "pois até o momento não foi nem sequer notificado de sua existência".
Disse ainda que "houve uma representação eleitoral que trata sobre o caso ajuizada no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima e que foi julgada improcedente".
"As contas do comitê financeiro foram julgadas e aprovadas, assim como as contas de campanha do senador Romero Jucá", encerrou a nota.