MPF-GO oferece nova denúncia contra Cachoeira e mais 16 pessoas

23:08 |



Justiça mandou recolher passaporte do contraventor e comunicou à Interpol 


Procuradores querem a prisão preventiva dele e de mais cinco envolvidos.

 - Por Gabriela Lima, do G1/GO - 




Cachoeira deixa a penitenciária da Papuda, em Brasília (Foto: Paulinho Di Rousseff/Futura Press).

O Ministério Público Federal (MPF-GO) ofereceu uma segunda denúncia contra Carlinhos Cachoeira e mais 16 pessoas e pediu a prisão preventiva dos seis supostos líderes do grupo que comandava a exploração de jogos ilegais no estado e no Distrito Federal. A Justiça Federal em Goiás acolheu em parte o pedido e determinou nesta quarta-feira (21) o recolhimento dos passaportes dos envolvidos, em um prazo de 48 horas. Também comunicou à Interpol (Polícia Internacional) que eles não podem deixar o país.



De acordo com a nota do MPF, nesse novo processo, os 17 supostos integrantes da organização criminosa irão responder pelo crime de depósito e exploração comercial de máquinas caça-níqueis, compostas por equipamentos eletrônicos sabidamente contrabandeados. Segundo o órgão, perícia feita nas máquinas apreendidas em poder da quadrilha durante a Operação Monte Carlo constataram que os equipamentos eram montados com peças contrabandeadas de países como China e Taiwan.



As 17 pessoas denunciadas nesse segundo momento também aparecem no primeiro processo.

São eles: Carlinhos Cachoeira, Lenine Araújo, Geovani Pereira, José Olímpio de Queiroga, Rosalvo Simprini, Raimundo Washington Queiroga, Francisco Marcelo Queiroga, Terezinha Francisca da Silva, Valmir José da Rocha, Antônio José Sampaio, Danilo Dias Dutra, Fernando César da Silva, Rita de Cássia Moreira da Silva, Arnaldo Rúbio, Paulo Roberto de Almeida Ramos, Thiago de Almeida Ramos.

Se condenados, os envolvidos podem pegar, por crime, penas de até quatro anos de reclusão, variando de acordo com o nível de participação nos esquemas da organização criminosa, além das penas previstas na primeira denúncia, quando 80 pessoas foram processadas.



Nova prisão

O pedido de prisão preventiva, segundo o MPF, seria para evitar uma possível fuga e leva em consideração "o poderio econômico dos acusados, a existência de outras ações penais, a influência econômica e política exercida por eles, bem como a situação de fuga de Geovani Pereira da Silva". De acordo com a investigação, Geovani seria o contador da quadrilha.



Antes de decidir sobre os seis pedidos de prisão presentiva, o juiz responsável pelo caso, Alderico Rocha Santos, deverá ouvir a defesa dos envolvidos. Nenhum dos 17 denunciados nesse novo processo podem deixar a cidade onde reside sem autorização prévia do juiz.

Liberação

Carlinhos Cachoeira deixou o complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, nesta quarta-feira após quase noves meses preso. Ele foi condenado, na terça-feira (20), pela juíza da 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a cinco anos de prisão em regime semiaberto pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influência, por tentar fraudar o sistema de bilhetagem do transporte público de Brasília. Os crimes foram apontados pela investigação da Operação Saint Michel.

O bicheiro foi solto porque tem o direito de recorrer da decisão em liberdade até o trânsito em julgado da ação (quando não há mais possibilidade de recurso). Mas a decisão que liberou Cachoeira não previa nenhuma medida restritiva.



Antes da determinação do recolhimento dos passaportes, o advogado do contravento, Nabor Bulhões, havia confirmado ao G1 que não havia nenhum impedimento legal caso o cliente quisesse viajar. A reportagem não conseguiu contato com a defesa após o anúncio do MPF.

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MP requer pena de 80 anos para Carlinhos Cachoeira

16:35 |



O procurador Daniel Resende Salgado, do Ministério Público de Goiás (MPF-GO), requereu à Justiça que o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, seja condenado a 80 anos de prisão. 

- Por Versanna Carvalho, do G1 GO - 

A informação foi confirmada ao G1 nesta segunda-feira (19) pelo juiz federal Alderico Rocha Santos, que comanda o processo referente à Operação Monte Carlo na 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia.




Carlinhos Cachoeira (Foto: Reprodução / TV Globo).  

De acordo com o juiz, o procurador alega que Cachoeira teria cometido vários crimes de corrupção, de violação de sigilo e de quadrilha. Uma das supostas tentativas de corrupção do grupo de Cachoeira, teria sido cometida pela mulher do contraventor, Andressa Mendonça, e foi denunciada pelo próprio juiz no dia 30 de julho deste ano. Na ocasião, o magistrado afirmou ter sido chantageado em troca de um alvará de soltura para o companheiro.



Por outro lado, o juiz afirma que a defesa de Cachoeira busca a absolvição do homem citado pelo inquérito da Polícia Federal como o chefe da máfia dos jogos caça-níqueis em Goiás.



Segundo o juiz, o prazo para a defesa do contraventor apresentar as alegações finais do processo antes da proclamação da sentença da Justiça Federal termina nesta segunda. “Se a defesa se apresentar, terei 30 dias para decidir qual será a sentença para o réu”, explica Alderico Rocha Santos.

No entanto, o advogado de Carlinhos Cachoeira, Antônio Nabor Bulhões, contestou o prazo.

" O prazo terminaria hoje, mas o Ministério Público, que tinha cinco dias para se manifestar, levou 12 dias. De qualquer forma, apresentarei as alegações amanhã", disse o defensor.



Carlinhos Cachoeira está preso desde o dia 29 de fevereiro deste ano, desde que a Operação Monte Carlo se tornou pública.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do MPF-GO, que informou que se manifestará ainda nesta tarde por meio de um comunicado que deverá ser enviado à imprensa e publicado no site da instituição.

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Cachoeira vira líder dos presos na cadeia

12:38 |



Bicheiro acolhe queixas contra agentes e ajuda detentos da Penitenciária da Papuda  

Preso há mais de 200 dias na Penitenciária da Papuda, o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, importou para dentro da prisão a experiência e liderança que usou para comandar um esquema que movimentou R$ 84 bilhões nos últimos dez anos e envolveu uma rede de parceiros, segundo a CPI.





Apontado como chefe da máfia dos caça-níqueis pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público (MP), Cachoeira tornou-se líder informal dos detentos do presídio: centraliza queixas contra a direção e os agentes, declama direitos humanos e faz as vezes de assistente social de presos e de seus familiares.



A ascensão do bicheiro na cadeia alertou o sistema de inteligência da Secretaria de Segurança do DF, que o colocou em isolamento. Nas últimas semanas, o Estado ouviu relatos de carcereiros e advogados que reconstituem o papel do contraventor dentro do presídio.



Cachoeira ocupa hoje sozinho uma cela. Antes do preso famoso, o local era ocupado por um detento com problemas mentais, que acabou por deixar um rastro de sujeira e odor forte. Passa quase todo o tempo sem camisa, com o corpo 16 quilos mais magro à mostra. A bermuda, levada pela família, quase não para, está frouxa.



Cachoeira não fica quieto. Caminha de um lado para o outro, conversa, planeja e garante: "Na próxima segunda, saio daqui". Sempre foi elétrico. As investigações da PF mostram que o dia do empresário começava bem cedo - por volta das 6h já começava a ligar para os aliados - e terminava tarde. Dormia pouco e, agora na cadeia, tem tido dificuldades para cair no sono e conta com a ajuda de medicamentos.



No início da prisão, Cachoeira chegou a dividir cela com outros réus da operação Monte Carlo. Quase nove meses depois da operação, apenas ele e Gleyb Ferreira da Cruz, braço direito de Carlinhos, permanecem presos.



Na Papuda, o empresário ainda resiste a algumas "regras", como abaixar a cabeça para agentes e autoridades. Tido como arrogante por uns e boa praça por outros, Cachoeira responde a processos internos por desacato e não é estranho responder às ordens dos agentes ou mesmo instigar outros presos a questionarem os comandos. Contudo, seu olhar já começa a mirar o chão de cimento.



Congelados

O empresário se recusa a comer a quentinha da Papuda. Alimenta-se de produtos congelados vendidos na unidade penitenciária ou trazidos por familiares. Recebe quinzenalmente a visita da mulher Andressa Mendonça, atribuindo a ela o papel de "primeira dama dos presos". Cabe a Andressa, a musa da CPI, atender aos pedidos dos detentos e seus familiares que vão de cestas básicas a orientações jurídicas.



Entre as celas, os dois protagonizam juras de amor e brigas. Em uma das discussões, Andressa jogou a aliança no chão e bradou que não teria medo de largá-lo. "Já deixei o pai dos meus filhos", disse referindo-se ao atual senador Wilder Morais (DEM-GO), que assumiu o cargo depois da cassação de Demóstenes Torres.



Cachoeira também recebe constantemente a visita da ex-mulher Andreia Aprígio, com quem tem três filhos. A advogada é dona do Laboratório Vitapan, que segundo as investigações lavava dinheiro da organização criminosa.



O advogado de Cachoeira, Nabor Bulhões, afirma que o empresário não tem qualquer liderança na cadeia. "É uma pessoa muito preocupada com os outros e ele nem teria como prestar qualquer assistência," destaca. Seu cliente também não teria problemas de mau comportamento. "Houve um caso isolado e que já foi esclarecido em que Carlos estava apenas tentando preservar os outros presos de assistirem um programa de televisão muito violento."



Na última semana, o Tribunal Regional Federal concedeu mais um habeas corpus para Cachoeira. Porém, ele permanece preso por força de uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) na operação Saint Michel. Agora o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve analisar novo pedido de liberdade da defesa. A prisão é insustentável, segundo a defesa, e fere o princípio da isonomia.

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CPMI do Cachoeira decide prorrogar trabalhos

00:42 |





Será decidido dia 30 de outubro por quanto tempo será prorrogada a CPMI do Cachoeira  

 - Da Rádio Câmara -  

Os representantes dos partidos na comissão decidiram que os trabalhos não devem terminar dia 4 de novembro como previsto, mas não existe acordo quanto ao período extra. De acordo com o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo, do PMDB da Paraíba, até lá a CPMI vai trabalhar apenas na análise dos dados já colhidos, sem novas reuniões ou votações.



"Os partidos entenderam que, por estarmos vivendo um período eleitoral, nós não poderíamos contaminar nenhuma discussão de apresentação de relatórios ou outras discussões e requerimentos nesse momento que antecede as eleições de segundo turno"



O Psol e o PDT já estão colhendo assinaturas para que a prorrogação seja de 180 dias, o máximo permitido regimentalmente. PPS, PSDB e Democratas apoiam a iniciativa, mas não têm maioria na comissão. O senador Álvaro Dias, do PSDB do Paraná, afirmou que é preciso tempo para analisar os dados de 29 empresas-laranjas já encontradas. De acordo com o líder do PPS, deputado Rubens Bueno, do Paraná, os partidos da base do governo querem um prazo muito restrito, que não permitirá que sejam apuradas todas as linhas abertas pelas investigações até agora.



"Tem as empresas-laranjas cujos sigilos fiscal e bancário têm de ser quebrados pra CPMI saber onde foram parar dezenas de milhões de reais na campanha de 2010, que envolve governos estaduais, envolve governo federal e aí tá todo mundo preocupado quem é que vai atingir. Então o fato é o seguinte: tem que encaminhar para o Ministério Público porque a CPMI não quer cumprir com o seu papel de investigar"



Para o vice-presidente da comissão, deputado Paulo Teixeira, do PT de São Paulo, é preciso saber antes quanto trabalho terá de ser feito.



"Nós vamos ver quais requerimentos nós vamos aprovar e, assim, nós vamos definir uma data e não o contrário. A prorrogação já é definição consensual entre nós. Nós precisamos de mais tempo, mas o tempo que nós precisamos, nós precisamos fazer uma definição do trabalho que nos resta."



No dia 31 de outubro a CPMI retoma os trabalhos com uma reunião administrativa, onde devem ser votados em bloco os requerimentos para novos depoimentos e quebras de sigilo, além de outros pedidos de informação.

 - Por Vania Alves, da Rádio Câmara - 




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Relatório sairá da gaveta e pode definir futuro político de Carlos Leréia

11:45 |





O futuro político do deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) está nas mãos do colega e relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG)   

 - Por Adriana Caitano, do Correio Braziliense - ,

Um parecer da Corregedoria da Câmara recomendando a cassação do tucano aguarda encaminhamento para o Conselho de Ética da Casa há três meses, e agora foi limitado ao resultado da CPI. 



A decisão de livrar Leréia da Justiça pode também forçar sua absolvição política. Mas Cunha, que acompanhou o trabalho da Corregedoria, já dá sinais de que o caso não será ignorado. Na última terça-feira, quando prestou depoimento ao colegiado e reafirmou a amizade com o bicheiro, Leréia intrigou o relator. “São vínculos comprometedores. É uma relação muito semelhantes à de Demóstenes Torres com Cachoeira”, declarou, comparando a situação à do ex-senador cassado em julho, justamente por conta da ligação com o contraventor.



A comissão de sindicância da Corregedoria analisou por três meses a possível relação dos deputados Leréia, Sandes Júnior (PP-GO) e Rubens Otoni (PT-GO) com Carlinhos Cachoeira e concluiu que apenas o tucano deveria ser investigado por quebra de decoro.

“Ficou claro que eles (Leréia e o bicheiro) mantinham não só uma relação muito próxima de amizade, mas também de negócios”, afirmou o relator do caso de Leréia na comissão, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS). “A diferença em relação ao Demóstenes é que o Leréia não mentiu nem negou em momento algum sua ligação com Cachoeira”, acrescentou.

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Tourinho solta Cachoeira, mas Saint-Michel mantém bicheiro na prisão

10:40 |



O desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, concedeu nova liminar em Habeas Corpus para soltar Carlos Cachoeira, 


preso na Papuda  

 - Do Blog da Ana Maria Campos -  

O magistrado considerou que há excesso de prazo para mantê-lo preso preventivamente e determinou a imediata liberação do contraventor em respeito à "dignidade da pessoa humana".




Cachoeira, no entanto, não pode ser liberado da cadeia porque há outra ordem de prisão em vigor decretada pela 5ª Vara Criminal de Brasília na Operação Saint-Michel. 



A investigação dos promotores do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do DF, relacionada a tráfico de influência para obter o negócio de bilhetagem eletrônica no transporte público coletivo do DF, já resultou em denúncia contra Cachoeira e outras sete pessoas.



Esta é a terceira liminar concedida por Tourinho a Cachoeira em razão da prisão decretada pela Justiça Federal de Goiás na Operação Monte Carlo, relacionada ao suposto envolvimento dele num esquema de corrupção de autoridades e de jogos de azar.



Se dependesse do desembargador federal, Cachoeira já estaria em liberdade, mas o Tribunal de Justiça do DF rejeitou habeas corpus impetrado pela defesa do contraventor na Operação Saint-Michel. O advogado dele, Nabor Bulhões, deve entrar com novo pedido na 2ª Turma Criminal do TJDFT.



Na liminar despachada ontem, Tourinho Neto afirma que o juiz Daniel Guerra Alves, da 11ª Vara Federal de Goiânia, tem deixado de cumprir diligências requeridas pela defesa o que estaria retardando a conclusão da instrução criminal da denúncia contra Cachoeira ajuizada pelo Ministério Público Federal de Goiás.



Diz o desembargador: "Esse excesso de prazo para a conclusão da instrução é irrazoável, abusivo, ofendendo de modo intolerável o ordenamento pátrio, ferindo a dignidade da pessoa humana".



Com o impedimento pela Justiça do DF de liberar Cachoeira, o Ministério Público Federal terá tempo para tentar mais uma vez cassar a liminar de Tourinho no Superior Tribunal de Justiça (STJ).



Cachoeira está preso preventivamente desde 29 de fevereiro e já tentou várias medidas judiciais para deixar a prisão. Até agora em vão. O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Distrito Federal sustentam que a liberdade de Cachoeira representa risco pelo poder que ele detém como o chefe de uma organização criminosa que corrompeu autoridades públicas e arrecadou muito dinheiro.

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Demóstenes é afastado do Ministério Público de Goiás

22:32 |



Corregedoria-geral abriu processo para apurar 'violação de deveres funcionais', em razão do envolvimento do ex-senador com Cachoeira  

 - Por Vannildo Mendes, de O Estado de S. Paulo - 

O Ministério Público (MP) de Goiás determinou nesta quarta-feira, 10, o afastamento do ex-senador Demóstenes Torres (GO) da função de procurador estadual que ele voltou a exercer desde que teve o mandato de senador cassado, há três meses. 

A medida, imposta pelo corregedor-geral Aylton Flávio Vechi, decorre da abertura de processo administrativo disciplinar, instaurado para apurar "violação de deveres funcionais" em razão do envolvimento do ex-senador com o esquema investigado pela Operação Monte Carlo e comandado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira.



O processo, que correrá em caráter sigiloso, pode resultar em punições que vão da advertência à demissão do cargo. Nesse caso, Demóstenes será aposentado compulsoriamente e ainda pode sofrer ação posterior para perda da aposentadoria. Para o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o afastamento é um ato indevido e com viés político, mas ele ressalvou que não é mais defensor do ex-senador desde que ele retornou ao MP goiano.




Demóstenes Torres. Foto: Dida Sampaio/AE. 

Flagrado em escutas telefônicas comprometedoras e acusado de pôr o mandato a serviço da organização comandada por Cachoeira, Demóstenes foi cassado em 11 de julho por quebra de decoro. No dia seguinte, ele reassumiu o cargo de procurador em Goiás, do qual estava afastado há 13 anos. Desde então, tem enfrentado a rejeição dos colegas. A Corregedoria-Geral instaurou a seguir a primeira reclamação disciplinar para coletar "elementos de prova" e apurar "eventual infringência do dever funcional", necessários à abertura do processo.



A Corregedoria trouxe para análise os autos do processo de cassação que tramitou no Senado e da ação penal que corre na Justiça Federal contra o esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais, comandado por Cachoeira. "Tal apreciação revelou a necessidade de instauração de processo administrativo disciplinar", anotou o corregedor-geral. O afastamento de Demóstenes se dará enquanto durar o julgamento.

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Deputado Carlos Alberto Leréia avisa que não irá à CPMI do Cachoeira

12:31 |



Em discurso na Câmara, em maio, Leréia admitiu amizade com Cachoeira e disse que 


queria falar na CPI 

- Por Adriana Caitano, do Correio Braziliense - 




Alvo de uma investigação que está prestes a ser encaminhada para o Conselho de Ética da Câmara sobre seu envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) vinha insistindo para ser chamado a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira desde que a citação do nome dele no inquérito do caso veio à tona, em maio.


Foto: Edson Santos/Agência Câmara.

Convidado, finalmente, para comparecer à sessão de hoje da CPI, Leréia chegou a dizer que estava disposto a responder a todas as perguntas que lhe fizessem, mas acabou recuando. No fim da tarde de ontem, o deputado enviou um ofício à comissão atribuindo a ausência a “importantes e inadiáveis compromissos pessoais anteriormente assumidos”.



Em abril, após uma série de denúncias sobre a relação do deputado tucano com o esquema do contraventor, o PSol pediu que a Corregedoria da Câmara abrisse uma investigação contra ele. Leréia recusava-se a dar entrevistas e explicações sobre as revelações. Integrantes do PSDB chegaram a dar como certa a expulsão dele do partido. Pressionado, em 3 de maio ele subiu à tribuna do plenário da Casa para dizer que queria ser convocado ou convidado à CPI “imediatamente”.

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