- Da Folha.Uol -Operação Grilo sequestra 41 milhões de reais
A Polícia Federal investiga um suposto esquema fraudulento de apropriação de terras públicas do Estado de Minas Gerais ricas em minério de ferro e suspeita do envolvimento da mineradora Vale.
Desde às 06h de terça-feira (20), a Polícia Federal, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal realizam a operação policial “Grilo”, cumprindo mandados de prisão, de busca e apreensão e de sequestro de bens em municípios localizados, na região do Norte de Minas.
Segundo a Polícia Federal a operação demonstrou que integrantes de uma organização criminosa estão patrocinando grilagem de extensões de terras públicas, posteriormente vendidas a mineradoras para exploração de jazidas de minério de ferro.
A Polícia Federal revelou ainda que no esquema, servidores públicos vinculados à Autarquia Estadual (ITER/MG) legitimavam a posse de terras devolutas, que depois eram vendidas a pessoas físicas ou jurídicas intermediárias que negociavam a terra a altos preços com grandes mineradoras, entre elas, a
Vale.
A Justiça Estadual de Minas expediu 22 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão temporária, além do seqüestro dos 41 milhões de reais, pagos em espécie por determinada mineradora por uma extensão de terras.
Vale envolvidaA PF e os Ministérios Públicos Federal e estadual querem saber as razões de a Companhia Vale ter pago R$ 41 milhões a supostos integrantes de uma quadrilha que fraudava títulos de terras públicas.A Vale diz desconhecer o inquérito.
A Operação Grilo, deflagrada na terça-feira (20/9), resultou no afastamento do secretário de Regulação Fundiária, Manoel Costa, a pedido do Ministério Público do Estado.A quadrilha, segundo a PF, contava com a colaboração de pelo menos dois funcionários do Iter (Instituto de Terras de Minas Gerais), autarquia do governo estadual, subordinada ao secretário Manoel Costa.
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