Mudança de regra para aposentadoria exige poupança até 30% maior

20:44 |



Governo aprovou diminuição da meta atuarial de 6% para 4,5% ao ano; queda começará este ano e vai até 2018 


Investidor pode poupar 31,5% a mais para aposentadoria pesquisando taxas.  



 - Por Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios/Estadão -  

Poupar para a aposentadoria vai exigir um esforço financeiro maior a partir deste ano. A redução gradual da meta atuarial dos fundos de pensão - ou seja, a previsão de rentabilidade dos planos fechados de aposentadoria - de 6% para 4,5%, fará com que o investidor tenha de reservar uma quantia mensal maior para ter o mesmo valor acumulado. Para se ter uma ideia do impacto, para quem começar a poupar agora por um período de 30 anos, o valor mensal deve ser elevado em pouco mais de 30%.



Cálculos do consultor financeiro e professor da Fipecafi, Silvio Paixão, mostram que, com uma previsão de rentabilidade de 6%, um investidor que poupasse R$ 1 mil por mês, chegaria ao final de 30 anos com R$ 974.513,07 - sem considerar os efeitos da inflação. Já com uma meta atuarial de 4,5%, esse valor a ser economizado mensalmente sobe para R$ 1.304,46 - uma alta de 30,4%.



Os números do professor mostram que o impacto da mudança é maior para períodos mais longos. Veja a tabela:









"Quanto maior o prazo, maior a perda e, portanto, maior deve ser o esforço da contribuição nos prazos mais longos para acumular o mesmo valor no período", diz Paixão. 




Ele comenta que no cálculo não foram considerados os efeitos da inflação. O efeito dos impostos também não foi levado em consideração, pois dependem do perfil tributário de cada pessoa.



Os números do professor mostram que o impacto da mudança é maior para períodos mais longos. Veja a tabela:



Entenda

Os fundos de pensão são planos de previdência fechados, organizados por empresas para os funcionários. Tais fundos perseguem metas de rentabilidade, chamadas de atuariais. Até agora, esta meta era de 6% ao ano, algo fácil de ser atingido no passado quando os títulos públicos pagavam 12% ao ano ou mais. Com a queda da taxa básica de juros (Selic) até o patamar de 7,25% ao ano, tal meta ficou difícil de ser atingida.



O Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), órgão ligado ao Ministério da Previdência Social, aprovou então a redução gradual da meta atuarial dos fundos de pensão de 6% para 4,5% ao ano até 2018.



A medida vale a partir de 2013. A cada ano, a meta terá um corte de 0,25 ponto porcentual. A meta atuarial consiste no rendimento real (descontada a inflação medida pelo IPCA), necessário para que o fundo consiga pagar seu beneficiários ao longo do tempo.



"A decisão reflete o cenário atual de juros mais baixos da economia brasileira", informou o ministério, em comunicado.



Para o secretário de políticas de Previdência Complementar do ministério, Jaime Mariz, é necessário que os fundos criem alternativas de investimentos e não se concentrem apenas em títulos públicos.

(Com informações da Reuters)
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‘Clima’ em Brasília pode piorar expectativas para economia

19:50 |


O ministro da Fazenda Guido Mantega está de volta ao trabalho. Durante sua ausência, a presidente Dilma Rousseff teve que lidar com um clima mais azedo entre o secretário executivo do ministério, Nelson Barbosa, e o secretario do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Eles se revezaram na cadeira durante as férias  do ministro.



A volta de Mantega não representa exatamente uma volta à normalidade. Dilma não está mais com aquela segurança toda de que o “pibão” vai ser realizar em 2013. O que se sente em Brasília, segundo uma fonte muito próxima à Presidência da República, é que Dilma está mais preocupada com o “climão” entre Barbosa e Arno, ou com o que ele pode causar, do que com o futuro de seu ministro.




O secretário executivo do ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Foto: Antonio Cruz/ABr. 

No período em que ficaram no comando da Fazenda, os dois executivos deram declarações que demonstram claramente divergências sobre a condução da política econômica, principalmente da política fiscal. Numa eventual saída de Mantega, se ela viesse mesmo a acontecer, a presidente teria que administrar mais essa “crise caseira”, entre os nomes possíveis para assumir a cadeira.



O que está cristalino para muitos analistas é que a política econômica está carente de liderança, mesmo com a presidente Dilma assumindo para si a centralização das decisões. O retorno de Guido Mantega não significa, nem de longe, uma retomada dessa liderança.



Olhando a briga de fora,  está o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Seu nome já apareceu nas cotações para possíveis substitutos de Mantega na Fazenda. Mas Tombini parece preferir falar pouco do que se comprometer com a agitação entre os colegas de governo. Até porque, ele já tem seus próprios desafios – explicar melhor o que pretende fazer para conter a inflação.



Um reflexo desse ambiente é a deterioração das expectativas para a economia, o que não é bom para ninguém. O que pode ser um sinal do contágio desse “climão” apareceu no relatório Focus, instrumento de pesquisa utilizado pelo Banco Central para colher as expectativas dos analistas do mercado financeiro. Esta semana ele trouxe uma mudança considerável na projeção da inflação para 2013.



É a terceira vez consecutiva que o IPCA esperado sofre alta, mas desta vez o salto foi maior – saiu de 5,53% para 5,65% ao ano. Para o PIB, houve um pequeno ajuste, mas para baixo – de 3,20% para 3,19%. Claro que os resultados recentes da economia colaboram muito para os cálculos, mas a economia não é livre das interpretações e percepções sobre o futuro, independentemente do que dizem os números.



O “climão” em Brasília precisa ser dissolvido para que não espante quem realmente pode ajudar o país a alcançar um PIB acima de 3% em 2013: os investimentos.

 - Por Thais Herédia/Do G1 -

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Governo publica lei que permite baratear conta de luz

11:17 |





Plano prevê que energia fique 20,2% mais barata a partir de fevereiro  


Lei renova concessões e elimina encargos da conta de luz.  

 - Por Fábio Amato, do G1 - 

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei 12.783, que renova concessões do setor de energia e permite o barateamento da conta de luz dos brasileiros. A lei foi publicada na edição desta segunda-feira (14) do "Diário Oficial da União".

De acordo com cálculos do governo federal, as medidas previstas na lei vão levar a uma redução média de 20,2% na tarifa de energia a partir de fevereiro. O texto publicado apresenta seis vetos em relação ao aprovado pelo Congresso.



A lei permite ao governo prorrogar, por até 30 anos, concessões de geração (usinas hidrelétricas e térmicas), transmissão e distribuição de energia que vencem entre 2015 e 2017. Em troca, esses concessionários tiveram que aceitar receber, já a partir de 2013, uma remuneração até 70% inferior pelo serviço prestado.



Uma parte da redução na conta de luz vem através dessa medida. A outra vem da eliminação, da conta de luz, de dois dos encargos setoriais incidentes: a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e a Reserva Geral de Reversão (RGR). Já a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) será reduzida a 25% de seu valor atual, e assume o custeio de programas contidos nos outros dois.

A energia produzida pelas usinas cujas concessões estão sendo prorrogadas, mais barata por conta do corte na remuneração desses agentes, será transformada em cotas e repartida entre todas as distribuidoras do país. Dessa maneira, segundo o plano do governo, o barateamento na conta de luz vai poder chegar a todos os brasileiros.



Briga

O plano do governo foi aceito por todas as concessionárias atingidas pela medida, com exceção de usinas hidrelétricas administradas pela Cesp, Cemig e Copel, empresas controladas, respectivamente, pelos governos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.



A recusa das três empresas levou o governo a anunciar, em dezembro, que a redução na conta de luz ficaria em 16,7%, menor que os 20,2% previstos anteriormente. E a acusações de que os governos desses estados, controlados PSDB, partido que faz oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT), haviam recusado a proposta para prejudicar o plano.



Cesp, Cemig e Copel negam que a decisão seja política. As empresas alegam que se recusaram a participar do plano porque as remunerações e indenizações oferecidas pelo governo para suas usinas eram muito baixas.

Mais tarde, representantes do governo federal informaram que medidas adicionais seriam adotadas para permitir a redução de 20,2% anunciada pela presidente Dilma.



De acordo com a lei, as concessões que não foram prorrogadas serão licitadas novamente, sob as mesmas regras de agora, ou seja, com remuneração mais baixa pela prestação do serviço.



As atuais concessionárias poderão continuar a frente dos empreendimentos após o vencimento, até que a outra empresa, vencedora do novo leilão, assuma. Se não aceitarem, o governo pode contratar agente para administrá-los durante a transição.

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IPI de veículos começa a subir nesta terça e de móveis, em fevereiro

11:08 |





O Ano-Novo começa com a recomposição gradual do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros de pequeno porte  

 - Da Folha.com - 


A partir de hoje, modelos populares, com motor 1.0, que estavam com alíquota zerada, passam a recolher 2% de imposto. 

Em abril (até junho), o imposto subirá para 3,5%. A previsão do governo é que a alíquota cheia de 7% seja restabelecida em julho.



Carros com motores de 1.0 a 2.0 (flex), que até ontem estavam com alíquota de 5,5%, agora terão imposto de 7% até março. O percentual será reajustado para 9% em abril e pode voltar a 11% em julho.



Há cerca de duas semanas, o Ministério da Fazenda anunciou que a retomada seria gradativa para não retirar os estímulos a uma recuperação econômica ainda lenta.



Essa é a terceira prorrogação do benefício desde seu anúncio, em 21 de maio.





O desconto no IPI para máquinas de lavar permanecerá --está mantida a alíquota de 10%, ante os 20% incidentes regularmente.



A desoneração para móveis também foi prorrogada.





Em janeiro, móveis e painéis terão IPI zero, passando para 2,5% entre fevereiro e junho. A previsão é que em julho retornem à alíquota cheia de 5%.



A renúncia fiscal estimada para 2013 com o desconto do IPI é de R$ 2,063 bilhões no caso dos veículos, R$ 550 milhões na linha branca (máquinas de lavar e tanquinho) e R$ 650 milhões nos móveis.

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Dilma tem 1º déficit de contas públicas e fica longe da meta fiscal

08:57 |





Despesas fecharam R$ 5,5 bi acima das receitas; governo terá de abater gastos do PAC  



 - Por Adriana Fernandes e Anne Warth, de O Estado de S. Paulo - 

Em meio à desaceleração do crescimento e ao aumento das desonerações tributárias, o governo perdeu o controle dos gastos e chegou ao final de 2012 com enorme dificuldade para o cumprimento da meta fiscal. Pela primeira vez no governo Dilma Rousseff, as contas do setor público fecharam um mês no vermelho. As despesas da União, Estados, municípios e estatais ficaram R$ 5,5 bilhões acima das receitas em novembro.






O resultado negativo quebrou uma sequência de 31 meses sucessivos de superávits, acendendo a luz amarela para o quadro de deterioração da política fiscal. O último déficit, de R$ 158,6 milhões, foi em março de 2010, ainda no governo Lula. O resultado negativo de novembro é o maior desde dezembro de 2008, quando as contas públicas fecharam com déficit de R$ 20,9 bilhões.



O tamanho do rombo sinalizou que a equipe econômica terá de abater um volume maior de despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para cumprir a meta de superávit primário – economia feita para o pagamento das despesas com juros da dívida pública – fixada para este ano, de R$ 139,8 bilhões. A política fiscal permite esse abatimento por se tratar de despesas com investimentos.



Oficialmente, o governo informou que pretende abater R$ 25,6 bilhões dos gastos com o PAC. Mas, com o déficit de novembro, as contas públicas teriam de registrar um superávit de quase R$ 32 bilhões em dezembro para que a meta ajustada fosse cumprida com esse volume de abatimento previsto.



A maior dor de cabeça para o governo está justamente no fato de que as despesas pagas do PAC somaram até novembro apenas R$ 28,4 bilhões. Pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o governo pode abater até R$ 40,6 bilhões de despesas do PAC, mas é pouco provável que consiga gastar todo esse dinheiro até o final do ano, o que diminui a margem para o abatimento.






Acumulado

Com o resultado de novembro, o superávit acumulado no ano caiu para R$ 82,69 bilhões, o que corresponde a apenas 1,93% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado, o superávit primário somava o equivalente a 3,11% do PIB.



Para piorar o quadro fiscal, além da elevação das despesas e das desonerações, o Ministério da Fazenda aprovou o aumento da liberação de endividamento dos Estados para gastos com investimentos, o que afetou o resultado das contas dos governos regionais e aumentou o buraco a ser coberto pelo governo federal para o cumprimento da meta.



Até novembro, as contas dos Estados e municípios apresentaram um superávit de R$ 24,6 bilhões, patamar muito distante da meta de R$ 42,8 bilhões a ser cumprida pelos prefeitos e governadores. A Fazenda se comprometeu a cobrir a diferença.



Para o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, o déficit de novembro decorre do crescimento das despesas em ritmo muito maior do que as receitas. Ele ponderou, no entanto, que se deve analisar esse resultado no contexto da conjuntura econômica deste ano e, por isso, na sua avaliação, o desempenho fiscal foi favorável em 2012.



"O cenário se configurou adverso. Tivemos ajustes da projeção do PIB e o contexto influenciou a área fiscal, tanto pelo lado das receitas, quanto pelas despesas", disse.



Pelos dados do Tesouro Nacional, enquanto as receitas do governo cresceram até novembro 6,4%, as despesas avançaram 12,4%. O secretário do Tesouro, Arno Augustin, evitou ontem comentar a possibilidade de o governo ter de fazer um abatimento na meta superior aos R$ 25,6 bilhões previstos, mas garantiu que a meta fiscal ajustada será alcançada.



Ele antecipou que o superávit do governo central (Tesouro, BC e Previdência) em dezembro será de dois dígitos. Segundo ele, a arrecadação e o repasse de dividendos das estatais para os cofres públicos serão maiores em dezembro, enquanto as despesas serão menores.

- Colaboraram João Villaverde e Renata Veríssimo -

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Salário mínimo será de R$ 678 em 2013, anuncia governo

18:56 |



Reajuste de 9% foi anunciado nesta segunda pela ministra Gleisi Hoffmann  


Governo também informou que participação nos lucros terá isenção de IR. 

 - Do G1 - 



O Palácio do Planalto anunciou nesta segunda-feira (24) que, a partir de 1º de janeiro de 2013, o valor do salário mínimo será de R$ 678, o que representa um reajuste de 9% em relação aos atuais R$ 622.

O anúncio foi feito pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, após reunião com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.


R$ 678,00



O valor do salário mínimo é calculado com base no percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano retrasado mais a reposição da inflação do ano anterior pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).



Em 2011, a variação do PIB foi de 2,73%, e a inflação de 2012 medida pelo INPC, de 6,1%.

O Orçamento de 2013 - ainda não aprovado pelo Congresso - previa alta do mínimo para R$ 674,96. A proposta original do governo era de aumento de R$ 622 para R$ 670,95, mas o cálculo da inflação foi reajustado, e isso elevou o valor.



A ministra também informou que a presidente assinou uma medida provisória que isenta de imposto de renda o valor que os trabalhadores recebem referente à participação nos lucros e resultados (PLR) das empresas. A isenção é para valores de até R$ 6 mil.



O decreto com o valor do novo mínimo e a medida provisória sobre a PLR serão publicados na edição da próxima quarta (26) do "Diário Oficial da União", informou o Planalto.



"Na verdade, é um bom anúncio de Natal para o trabalhador, né? Reconhecendo o esforço que todos os trabalhadores fizeram e o resultado que o país teve neste ano. As medidas vão ser publicadas no 'Diário' de quarta-feira. Mas a presidenta fez muita questão que isso fosse divulgado hoje", afirmou a ministra Gleisi Hoffmann.

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CNT aponta principais problemas dos portos e aguarda investimentos do governo

23:06 |


 - Por Jorge Wamburg -   

Os principais problemas dos portos brasileiros são o excesso de
tributação, tarifação e burocracia, além do elevado custo de mão de obra
e deficiências nos acessos terrestres, de acordo com pesquisa divulgada
hoje (12) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em que
foram ouvidos 212 agentes marítimos que operam nos principais portos do
país, em 15 estados.



Entretanto, os investimentos de R$ 31 bilhões, nos próximos 3 anos,
anunciados pelo governo na semana passada foram considerados muito
importantes para melhorar a situação pela entidade, pois “mostra que o
governo está preocupado com o setor, o que é fundamental”., de acordo
com o vice-presidente da entidade, Meton Soares. Mas, segundo ele, a
entidade vai analisar o programa de investimentos previstos até 2015
para depois se pronunciar oficialmente sobre o que pode resultar em
melhorias nos portos brasileiros.


Já o diretor Executivo da CNT, Bruno Batista, disse que é preciso
esperar para ver se o governo realmente cumprirá a promessa de investir
em três anos 10 vezes mais do que aplicou nos portos nos últimos 10
anos, quando os gastos foram de R$ 3,1 bilhões.

Um exemplo da
ineficiência citado na pesquisa, causada pela falta de investimentos
governamentais em operação e gestão, é o custo médio de movimentação de
um contêiner no Brasil: “esse valor chega a US$ 200, enquanto nos
principais portos europeus é de US$ 110 e nos asiáticos, US$ 75”
, aponta
o relatório.



Apesar disso, conforme a pesquisa, o Brasil pode ser considerado um país
privilegiado para o desenvolvimento da atividade, por possuir um
litoral com 7.367 km de extensão linear. Graças a isso, diz o estudo,
“em 2011, 95,9% do volume total de cargas exportadas passaram pelos
portos nacionais”
. Apesar disso, os investimentos públicos em transporte
marítimo caíram do ano passado para este ano: em 2012, somaram, até
outubro, R$ 273,2 milhões; em todo o ano de 2011, alcançaram R$ 566,4
milhões; até outubro de 2012, haviam sido investidos R$ 99,6 milhões em
obras de dragagem, contra R$ 508,6 milhões durante todo o ano de 2011



Segundo Meton Soares, os portos brasileiros podem melhorar com uma série
de medidas que devem ser tomadas pelo poder público, como a melhoria do
espaço operacional no cais de atracação, que 53,3% dos entrevistados na
pesquisa da CNT consideraram inadequado. Há problemas também com os
procedimentos diferenciados adotados nos 13 principais portos do país, o
que causa dificuldades para as operações dos navios e cargas.



Durante a apresentação da pesquisa, uma das questões mais criticadas foi
a dificuldade para a implantação do programa Porto sem Papel, cujo
objetivo é desburocratizar os procedimentos administrativos e, assim,
diminuir o tempo das operações portuárias. De acordo com o
vice-presidente da Federação Nacional dos Agentes Marítimos (Fenamar),
Valdemar Rocha Júnior, “em vez de eliminar o papel, o programa criou
mais papel e provocou mais demora no nosso trabalho”
.



Isso ocorre, segundo Valdemar, porque os diversos órgãos envolvidos na
operação dos portos não dispensam papel e carimbo para liberar os
documentos necessários e isso piora a situação, pois é preciso “fazer
tudo duas vezes, preenchendo os documentos do Porto sem Papel e depois
os papéis exigidos por esses órgãos”.  O agente considerou esse fato um
problema cultural do país e disse que o problema só poderá ser
resolvido, talvez, “se a Casa Civil (da Presidência da República
determinar que seja cumprido o que prevê o Porto sem Papel”.



Segundo a pesquisa da CNT, 57,5% dos agentes marítimos entrevistados
afirmaram que o Porto sem Papel já foi implantado no porto onde atuam,
mas 57,4% afirmaram que não gerou celeridade nas operações, contra 41,0%
que opinaram o contrário, havendo 1,6% de outras opiniões. Já em
relação do tempo de espera (nas operações), 75,4% responderam que o
tempo não foi reduzido, 20,5 disseram que sim e 4,1 opinaram diferente.
Quanto ao trabalho do agente, 7,4% acharam que foi reduzido pelo
programa, mas 86,1 disseram que não, e 6,5% deram outras opiniões. O
resultado da pesquisa, segundo Meton Soares e Valdemar Rocha Junior,
mostrou que a coexistência do Porto sem Papel com a continuidade do
papel criou confusão e mais demora nos trabalhos portuários.
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INSS começa hoje a depositar segunda parcela do 13º salário; total é de R$ 11,7 bi

11:46 |





A Previdência começa nesta segunda-feira (26) a depositar a segunda parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas. 

- Do UOL - 

Os primeiros a receber serão aqueles que ganham até um salário mínimo (R$ 622) e cujo número de inscrição no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) termina em 1, desconsiderando-se o dígito.



Para quem recebe acima do mínimo, os pagamentos começarão a ser feitos na próxima segunda-feira, dia 3 de dezembro.

Todos os depósitos serão feitos até 7 de dezembro, sexta. 

É possível conferir o valor exato do 13º salário no site da Previdência.  No total, serão pagas parcelas para cerca de 25,8 milhões de beneficiários. Estima-se que o pagamento da segunda parcela do 13º  injete cerca de  R$ 11,7 bilhões na economia.



A primeira parcela do 13º deve ser depositada para todos os trabalhadores até o dia 30 de novembro, mas aposentados e pensionistas do INSS receberam o primeiro pagamento em agosto. Tanto a primeira quanto a segunda parcelas do décimo terceiro têm o Imposto de Renda (IR) retido na fonte.



Pessoas que recebem amparo previdenciário do trabalhador rural, renda mensal vitalícia, amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, auxílio suplementar por acidente de trabalho, pensão mensal vitalícia, abono de permanência em serviço, vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora e salário-família não têm direito a décimo terceiro derivados desses benefícios.

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Fabricantes de TVs de plasma são multadas em R$ 5 milhões

01:37 |





Fabricantes de TVs são multadas por propaganda enganosa 


Elas não davam informação clara sobre qualidade da imagem, diz órgão. 

 - Do G1 - 

Sete empresas fabricantes de televisores de plasma foram multadas em R$ 5 milhões nesta segunda-feira (22) por publicidade enganosa, informou o Ministério da Justiça.

Foram multadas pelo pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) a Gradiente (R$ 240 mil), a LG (R$ 1,85 milhão), a Panasonic (R$ 790 mil), a Philips (R$ 290 mil), a Samsung (R$ 910 mil), a Semp Toshiba (R$ 25 mil) e a Sony (R$ 900 mil).



Segundo o órgão, a multa está sendo dada porque as empresas não prestavam informações claras ao consumidor sobre a qualidade de imagem anunciada na oferta nem que o produto poderia apresentar manchas na tela caso fosse utilizado de forma ininterrupta durante um longo período – efeito conhecido como "burn in".



O processo de investigação, que teve início em 2006, é resultado de uma denúncia feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.



A aplicação da multa levou em consideração os critérios do Código de Defesa do Consumidor e a quantidade de televisores comercializados por cada empresa. O valor das multas deve ser depositado em favor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos do Ministério da Justiça e será aplicado em projetos voltados à proteção do meio ambiente, patrimônio público e defesa dos consumidores.



Para incentivar a venda do produto, alguns televisores eram testados em aparelhos de DVD a fim de garantir qualidade digital na transmissão das imagens. “O mercado de consumo maduro pressupõe que as relações de consumo sejam pautadas pela boa-fé, transparência, lealdade e respeito ao consumidor. É dever do fornecedor garantir a informação clara e ostensiva sobre dos produtos e serviços que comercializa”, ressalta Amaury Oliva, diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor.



Empresas

A Samsung diz que não foi notificada sobre a multa, por isso não irá se pronunciar.

A Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD), holding que detém a marca Gradiente, informou que irá se pronunciar após conhecer mais detalhes do processo.

A Philips do Brasil informou que recorrerá, "pois sempre respeitou seus consumidores informando da maneira mais clara possível todos os recursos de seus televisores de plasma".

As demais empresas ainda não se pronunciaram sobre a multa ou não foram encontradas pelo G1.

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Tombini na Fazenda?

13:40 |



Com as eleições municipais na reta final, a partir da próxima semana, as atenções deverão se voltar para a reforma ministerial que tende a ser feita pela presidente Dilma Rousseff 

- Por Vicente Nunes, do Correio Braziliense - 

A expectativa é de que o Palácio do Planalto aproveite a dança das cadeiras para dar maior agilidade a projetos de investimentos, de forma a romper a onda de desconfiança que tomou conta do empresariado e está custando caro ao país.



Ainda que a presidente Dilma já tenha demonstrado, reiteradas vezes, o seu apreço pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, começam a surgir, dentro do governo, defensores de uma mudança no comando da chefia da equipe econômica. E o nome mais citado para o cargo é o do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que seria substituído por Luiz Awazu Pereira, hoje diretor de Assuntos Internacionais da instituição.




Alexandre Tombini poderá assumir o Ministério da Fazenda. Foto: Calecob. 

A justificativa para a troca na Fazenda seria a necessidade de o governo assumir uma postura mais amigável com o capital. Mantega, no entender de alguns colegas, realmente fez um trabalho importantíssimo nos últimos anos. Demonstrou grande competência em momentos críticos para o país, como no fim de 2008, quando houve o estouro da bolha imobiliária dos Estados Unidos e o Brasil mergulhou na recessão. Nos últimos meses, porém, ele passou a ser visto como símbolo do que os empresários classificam de “bravatas do governo”.



Toda a política de enfrentamento aos bancos, às concessionárias de energia, às empresas de telefonia, na avaliação de técnicos do governo, está associada ao ministro da Fazenda, que não se faz de rogado. Ele não só defende publicamente a intervenção do Estado em setores considerados estratégicos para o controle da inflação, como faz ameaças claras, inclusive contra o capital estrangeiro todas as vezes em que o dólar ameaça cair para abaixo de R$ 2.



O que pesa contra Mantega é o baixo crescimento da economia nos dois primeiros anos da administração de Dilma Rousseff, mesmo com todos os estímulos ao consumo anunciados por ele. Uma ala do governo admite, inclusive, que a recuperação da atividade no terceiro trimestre deste ano, quando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deve ter sido superior a 1%, foi um voo de galinha. Nos trimestres seguintes, os resultados voltarão a ser decepcionantes, justamente porque o principal ponto para a retomada consistente da produção está emperrado: os investimentos.



Pulso forte

No jogo da confiança, o dado mais evidente de que o governo está perdendo feio a partida é o que se refere à taxa básica de juros (Selic). Desde agosto do ano passado, quando a crise mundial se agravou e ficou claro que a recuperação da economia global levará ao menos cinco anos, o Banco Central já cortou 5,25 pontos percentuais da Selic, de 12,50% para 7,25%, mas nada mudou. O empresariado prefere “queimar” o dinheiro na mão, do que destiná-lo à abertura e à ampliação de fábricas. Teme ser surpreendido mais à frente com uma nova bravata ou medida intervencionista.



Para os donos do capital, ninguém duvida que a presidente Dilma tem pulso forte para conduzir o país. Mas o que se espera dela e de seus auxiliares são sinais claros de manutenção das regras e não de ameaças, de que tudo pode mudar para que os objetivos do governo sejam alcançados. O ideal, no entender dos empresários, é que Dilma os pegue pela mão, os ajude a atravessar a rua e dê a garantia de que, num mundo tão incerto, o Brasil é um país que respeita as regras, que está de portas abertas aos investimentos que vão assegurar a criação de empregos e manter o processo de distribuição de renda.



Terceira onda da crise

Tombini no comando da Fazenda, lembram os auxiliares da presidente que defendem a substituição de Mantega, seria o sinal mais transparente de mudança na relação do governo com o capital privado. Para eles, o Brasil, que ainda está em uma situação confortável quando comparado ao restante do mundo, não pode perder a oportunidade de se afastar da terceira onda da crise que se desenha no horizonte.



A primeira crise, em 2008, envolveu os bancos, que estavam atolados de créditos imobiliários podres. A segunda engolfou os países superendividados ou com as finanças combalidas, a chamada crise soberana. A próxima ameaça vem da área social. Como o mundo não vai crescer, o desemprego, que bate recorde e atinge, sobretudo, os mais jovens, continuará aumentando. A falta de emprego será conjugada com a redução do bem-estar que sempre marcou os países ricos, já que os governos estão reduzindo salários de servidores e de aposentados e pensionistas.



Urnas não perdoam

Com as eleições de 2004 entrando no radar, Dilma aumentará a pressão para que a economia mostre resultados melhores. De nada adiantará os elevados níveis de popularidade de agora se o mercado de trabalho der sinais de fadiga. Não se pode esquecer que, em setembro último, o total de vagas abertas no mercado formal foi o menor para o mês em 11 anos. Portanto, é melhor reagir logo, antes que a fatura se torne um fardo nas urnas.

Fonte: http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=114991

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Jovens arcarão com impostos maiores por saúde e previdência no país

14:16 |



Os meninos de hoje — nem seus pais — não imaginam o Brasil que deverão carregar nas costas quando forem adultos   

Eles terão que dar um duro danado para sustentar uma massa grande e crescente de idosos, produzindo mais, arcando com impostos maiores do que recolhe a atual geração e, pior, pagando mais caro pela Previdência Social e a saúde.



Ou seja, se o quadro de hoje está ruim, pode ser pior. É que o chamado bônus demográfico, que o país experimenta desde os anos 1970 e é capaz de atenuar essa fatura, está acabando, sem que tenha sido aproveitado devidamente.

O fenômeno — estrutura etária que toda nação experimenta uma única vez na sua história, em que a quantidade de mão de obra disponível (adultos) é proporcionalmente bem maior que a de dependentes, composta por idosos, crianças e adolescentes— é ideal para promover o desenvolvimento do país. Por isso, é também chamado de “janela de oportunidades”. Essa força de trabalho extraordinária é vital para construir as riquezas que vão garantir o bem-estar da população no futuro, quando os mais velhos serão a maioria da população.

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Banco Central decreta intervenção no banco BVA

18:50 |





Instituição tem situação econômico-financeira comprometida, diz BC  


Banco tem 0,17% dos ativos do sistema financeiro e 0,24% dos depósitos.  

 - Do G1 - 

O Banco Central informou que foi decretada nesta sexta-feira (19) intervenção no Banco BVA S.A., com sede na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em decorrência do "comprometimento da sua situação econômico-financeira e do descumprimento de normas que disciplinam a atividade da instituição".



O banco BVA detém, segundo a autoridade monetária, 0,17% dos ativos do sistema financeiro e 0,24% dos depósitos, com sete agências localizadas nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Procurado, o banco disse que não se pronunciaria sobre o assunto.



"O Banco Central está tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, nos termos de suas competências legais de supervisão do sistema financeiro. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas punitivas de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis", acrescentou o BC.



Nos termos da lei, acrescentou a autoridade monetária, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.



De acordo com balanço da instituição financeira, o lucro líquido registrado no exercício de 2011 foi de R$ 63,2 milhões, contra R$ 89,4 milhões no ano anterior. Os ativos encerraram o exercício em R$ 6,74 bilhões, alta de 48,8%.



Avaliações de agências de risco

A agência de classificação de risco Fitch informou em nota, divulgada nesta sexta-feira, que a intervenção do BC no BVA não deverá procurar qualquer impacto no sistema bancário brasileiro.

"Esse é um banco pequeno, focado no 'middle market', cujos ativos totais de empréstimos representam menos de 1% do total de ativos de todo o sistema bancário", diz a nota.



Diante da demora em divulgar os resultados financeiros semestrais, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou, no final de setembro, o rating de força financeira do banco BVA S.A. para E de E+, bem como seus ratings de depósito de longo prazo em escala global, em moedas local e estrangeira, para Caa1 de B2.



"O rebaixamento dos ratings do BVA incorpora a incerteza sobre seu desempenho financeiro dado o atraso da publicação dos relatórios financeiros semestrais. Os últimos relatórios financeiros publicados para o ano fiscal de 2011 reportaram um enfraquecimento da qualidade dos resultados, também afetados pelos altos custos operacionais e de crédito, à medida que a qualidade de ativos deteriorou, apesar de um crescimento de crédito robusto e rápido", disse a Moody's, em nota.

No relatório, a agência mostrou-se "preocupada que as tendências identificadas no desempenho do BVA em 2011 persistam, com efeito negativo sobre a rentabilidade e, particularmente, sobre adequação de capital".



Outra intervenção

A intervenção no BVA acontece após o próprio BC ter decretado, em setembro deste ano, a liquidação extrajudicial do Banco Cruzeiro do Sul S.A. e do Banco Prosper S.A. No caso do Cruzeiro do Sul, uma auditoria divulgada no dia 14 de agosto apontou um rombo de R$ 2,236 bilhões nas contas do banco. Antes de ser liquidado, o Cruzeiro do Sul também passou por um processo de intervenção, por meio do Regime de Administração Especial Temporária (Raet).

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Cadastro Positivo é regulamentado

22:10 |



Lei disciplina a formação e consulta a banco de dados com informações de consumidores que têm histórico positivo de pagamentos  


Para Fazenda, regulamentação tem cuidado com proteção ao consumidor. 

 - Do Estadão - 

A Lei do Cadastro Positivo, que possibilitará a queda de juros para o consumidor, foi regulamentada nessa quinta-feira, 18. O Diário Oficial da União de hoje traz o decreto que regulamenta a Lei 12.414. Ela havia sido sancionada em junho de 2011 e dependia de regulamentação.





Na prática, o Cadastro Positivo é um banco de dados com informações de consumidores que têm histórico favorável de pagamentos. 

A lei estabelece que dados poderão ser usados e de que forma.

Contudo, o Conselho Monetário Nacional (CMN) terá ainda que aprovar uma resolução para definir como os bancos vão passar a informação do histórico de crédito para as empresas que fornecem o cadastro positivo.



A expectativa é que, colocada em prática, a lei vai favorecer a queda dos juros bancários para bons pagadores. O diretor de programas da Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda, Esteves Colnago, destaca que a experiência internacional mostra que o juro cai com o funcionamento do cadastro positivo.



"O consumidor pode pagar mais barato ou ter mais facilidade porque a empresa conhece ele e sabe que é bom pagador", disse ele. O diretor evitou, no entanto, fazer previsões do potencial de redução dos custos no País. "Como vai ser no Brasil? É difícil de mensurar", ponderou.



O diretor destaca ainda que a aprovação do CMN não deve acontecer na próxima reunião que será realizada ainda nesse mês.



Funcionamento

Colnago explicou que a regulamentação da lei mantém a chamada responsabilidade solidária para os bancos que prestarem as informações que serão fornecidas pelas empresas de cadastro positivo.



Dessa forma, o consumidor que autorizou o uso do seu histórico pode acionar na Justiça a empresa que fornece o serviço de cadastro positivo - a fonte de informação (que pode ser o banco) e o consultante da informação - se os seus dados forem usados indevidamente ou estiverem errados. A partir daí, o banco terá que provar que não é culpado e depois de pedir o direito de regresso aos responsáveis.



Uma das preocupações dos bancos eram ações na Justiça por conta do uso indevido das informações repassadas às empresas de cadastro positivo. O diretor informou que os bancos tentaram aprovar uma emenda que acabava com a responsabilidade solidária para eles, deixando responsável só as empresas de cadastro positivo e aquelas que usam a informação. A emenda foi vetada, no entanto, pela presidente Dilma Rousseff.



'Surpresa boa'

O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, classificou de "surpresa boa" a regulamentação do cadastro positivo.

Pellizzaro avaliou que o funcionamento dos chamados "bureaux de crédito" ajudará na redação dos juros dos cartões de crédito e de outros financiamentos para os bons pagadores.



Segundo o presidente da CNDL, o cadastro positivo fortalecerá a ampliação dos cartões de crédito de rede ou de grupo de lojas no País. "Esses cartões serão favorecidos pelo cadastro positivo. Eles vão montar um histórico dentro da loja", disse. Pellizzaro destacou que esperava a divulgação da regulamentação apenas depois das eleições do segundo turno e que a presidente Dilma Rousseff está comprometida com medidas para melhorar as relações de crédito no País.



"O governo conseguiu chegar a um nível de oferta de crédito, mas não conseguimos ultrapassar esse patamar porque as ferramentas não estão adequadas. O cadastro positivo é, sem dúvida, a principal ferramenta", disse.



Para a CNDL, a regulamentação atendeu expectativas dos lojistas em relação à captura das autorizações dos consumidores para o uso do cadastro positivo. Segundo Pellizzaro, a regulamentação protege os consumidores de desvios das informações para outros fins que não a concessão do crédito. A principal proteção prevista na regulamentação, destacou ele, é a que estabelece que as informações do cadastrado só poderão ser acessadas pelas empresas (consulentes) que mantiverem ou pretendam manter relação comercial ou de crédito. Pela regra, a empresa terá de declarar ao gestor do banco de dados que mantém ou pretende manter essa relação.



"A empresa que consultar o bureau tem que ter alguma relação de crédito", disse. Na avaliação do dirigente, essa regra evita, por exemplo, que uma empresa use as informações do cadastro para contratar ou não um empregado. "Quando a empresa declara, ela assume os riscos e poderá ser responsabilizada se a informação for usada indevidamente", disse.



Para o presidente da CNDL, os órgãos de defesa do consumidor, que sempre apresentaram restrições ao cadastro positivo, vão perceber a extensão dos benefícios proporcionados pelo funcionamento do cadastro positivo. "Foi criado por alguns órgão de defesa do consumidor um bicho-papão que não existe. Muito pelo contrário, achamos que o cadastro vai trazer só benefícios ao consumidor", ponderou.



Proteção

O dirigente destacou ainda que a regulamentação exige que o consumidor dê autorização para ter o seu nome no cadastro positivo. Ele também pode retirar o nome no momento que quiser. "O consumidor está protegido", disse. Essa autorização pode ser dada por meio físico ou eletrônico. No segundo caso, o bureau de crédito tem que fazer a autenticação da assinatura digital. Segundo Pellizzaro, as empresas que consultam o cadastro podem funcionar como coletores das autorizações. Mas não podem condicionar o crédito a essa autorização.



Para Pellizzaro, o Brasil tem hoje bureaux de crédito (Serasa, SPC e Boa Vista) com condições de atender as exigências previstas na regulamentação para o oferta de serviço de cadastro positivo. Ele informou que esses bureaux já estão coletando as autorizações desde que a lei foi sancionada, em junho do ano passado. "Eles estão preparados", afirmou.

 - Por Sandra Manfrini e Adriana Fernandes, da Agência Estado - 



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Caixa Econômica anuncia a redução de 25% nas tarifas bancárias

22:14 |



 Depois do Banco do Brasil, a Caixa anunciou nesta quarta-feira (10/10) a redução de tarifas de serviços  

- Da Agência Brasil - 

Tanto no caso de pessoas físicas quando no de jurídicas, a diminuição chega a 25%, informou o banco. Os novos valores entram em vigor na próxima segunda-feira (15/10).






“A redução de tarifas alcança clientes antigos e novos, independentemente de seu relacionamento com a Caixa”, destaca o banco. Para os novos clientes, a instituição lançou a ação promocional de isenção da tarifa de confecção de cadastro, no valor de R$ 30 para pessoas físicas e de R$ 28,5 para pessoas jurídicas.



No caso dos serviços prioritários, foram reduzidos os valores de dez tarifas de pessoas físicas e jurídicas. Entre as mudanças está a tarifa de emissão da segunda via do cartão de débito, que passou de R$ 7 para R$ 5,35. O fornecimento de folhas de cheque também ficou mais barato (de R$ 1,2 para R$ 1,05), assim como a ordem de pagamento (de R$ 25 para R$ 23,8). De acordo com a Caixa, para a cesta padrão de serviços voltada a pessoas físicas, que envolve os serviços de saque, extrato e transferência de valores entre contas na própria instituição, a tarifa foi reduzida em 5%, passando de R$ 10 para R$ 9,5.



Em abril deste ano, a Caixa, lançou o programa de redução de taxas de juros. De acordo com o banco, com o programa, de março a agosto deste ano, a carteira de crédito da Caixa cresceu de R$ 268,8 bilhões para R$ 316 bilhões, expansão de 17,5%. “A participação da Caixa no mercado de crédito subiu de 13% para 14,3%, sem interferência negativa na inadimplência, que tem se mantido estável nos últimos 12 meses”, diz o banco. Em abril, o Banco do Brasil também anunciou redução de taxas de juros e as instituições públicas foram seguidas pelas privadas nessa estratégia.



Na última segunda-feira (8/10), o Banco do Brasil anunciou a redução de tarifas de sete pacotes de serviços e de 24 tarifas prioritárias, a partir de segunda-feira. O vice-presidente de Negócios de Varejo do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, evitou dizer se a decisão de reduzir tarifas foi uma determinação do governo. “Existe um clamor da sociedade por preços mais baratos e a gente, por ser banco público, resolveu ajustar”, destacou.

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BC dividido derruba juros para 7,25% ao ano, menor taxa da história

22:06 |





Por cinco votos a favor da redução e três contra, o Banco Central derrubou os juros básicos da economia (definidos pela taxa Selic) em 0,25 ponto percentual, de 7,50% ao ano para 7,25%, o menor valor da história 

 - Por Victor Martins, do Correio Braziliense - 

Em nota, o BC informou que o balanço de riscos para a inflação é favorável para o corte de juros. Alertou ainda para a recuperação da atividade econômica e para a complexidade do cenário internacional.

O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 7,25% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela manutenção da taxa Selic em 7,50% a.a.

Considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear.



Votaram pela redução da taxa Selic para 7,25% a.a. os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini, Presidente, Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Luiz Awazu Pereira da Silva e Luiz Edson Feltrim.



Votaram pela manutenção da taxa Selic em 7,50% a.a. os seguintes membros do Comitê: Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo e Sidnei Corrêa Marques.

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Receita libera hoje consulta a lote de R$ 1,5 bilhão do IR

09:51 |





A Receita Federal libera, a partir das 9h desta segunda-feira (8), a consulta ao lote multiexercício do Imposto de Renda Pessoa Física, com declarações do 5º lote do exercício de 2012 e residuais de 2011, 2010, 2009 e 2008   

- Do UOL Economia - 


Neste lote estão incluídos 1.574.219 contribuintes, que devem receber R$ 1,5 bilhão em restituições. 


O dinheiro cai na conta do banco que o contribuinte indicou, na segunda-feira da próxima semana (dia 15). 




Declarações 

Para o exercício de 2012, serão creditadas restituições para um total de 1.542.538 contribuintes, totalizando R$ 1,4 bilhão, já acrescidos da taxa Selic de 4,29%.

Para o exercício de 2011, serão creditadas restituições para um total de 17.759 contribuintes, totalizando R$ 33,4 milhões, já acrescidos da taxa Selic de 15,04 % (maio de 2011 a outubro de 2012).

Quanto ao lote residual do exercício de 2010, serão creditadas restituições para um total de 5.799 contribuintes, totalizando R$ 13,5 milhões já acrescidos da taxa Selic de 25,19% (maio de 2010 a outubro de 2012).

 Com relação ao lote residual do exercício de 2009, serão creditadas restituições para um total de 4.196 contribuintes, totalizando R$ 8,6 milhões, já atualizados pela taxa Selic de 33,65%, (período de maio de 2009 a outubro de 2012). Referente ao lote residual de 2008, serão creditadas restituições para um total de 3.927 contribuintes, totalizando de R$ 6,6 milhões, já atualizados pela taxa Selic de 45,72%, (período de maio de 2008 a outubro de 2012).



Regras

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá pedi-la por meio da internet.

Caso a restituição não seja creditada no banco, o contribuinte poderá entrar em contato com qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento da instituição por meio do telefone:

 4004-0001 (capitais), 

0800-729-0001 (demais localidades) 

0800-729-0088 (pessoas com deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. 



Malha fina

Os contribuintes que não entraram nas relações de restituições liberadas até o momento podem verificar no extrato da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2012 eventuais pendências e se existem motivos para a retenção em malha fina.

O documento está disponível no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC). Para acessá-lo, é necessário usar o código de acesso gerado na própria página da Receita, ou o certificado digital emitido por autoridade habilitada. Para gerar o código, o contribuinte precisará informar o número do recibo de entrega das declarações de Imposto de Renda dos dois últimos exercícios.

(Com informações de InfoMoney e Agência Brasil)

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Bradesco reduz juros do cartão de crédito

09:49 |





Bradesco cortou em cerca de 50% as taxas das compras parceladas e do rotativo  

 - Do Estadão -

Sob pressão do governo, os maiores bancos de varejo do País reduzem os juros do cartão de crédito. Nesta segunda-feira, foi a vez do Bradesco, que cortou em cerca de 50% as taxas das compras parceladas e do rotativo. No início de setembro, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal anunciaram medidas semelhantes. Em agosto, o Itaú criou uma nova modalidade de cartão, na qual o juro máximo caiu à metade.



Apesar do movimento, as taxas permanecem elevadas se comparadas a outras modalidades de financiamento e mesmo ao juro básico da economia (Selic). No Bradesco, por exemplo, o juro máximo do rotativo caiu para 6,9% ao mês, de 14,9% antes. Nas compras parceladas, o recuo foi de 8,9% para 4,9% ao mês. Em termos anuais, o rotativo custa, no pior cenário, 122%. Nas compras parceladas, o juro máximo alcança 77,5% ao ano.



Segundo a instituição, os juros ficaram desta forma:



De acordo com dados do Banco Central (BC), em agosto a taxa média de juros para as pessoas físicas estava em 36,2% ao ano. A taxa Selic está em 7,5% ao ano.

O diretor executivo do Bradesco, Marcelo Noronha, disse que a diferença entre as taxas decorre do nível de inadimplência do cartão de crédito. "Entre os clientes que entram no rotativo, a inadimplência alcança 28%", afirmou. A inadimplência total na modalidade, observou ele, é de 8,3%, segundo o BC.



"Precisamos estimular esse meio de pagamento e de financiamento para que não tenha a imagem maculada por taxas históricas de dois dígitos. Os bancos têm de fazer sua parte, dar sua contribuição", disse Noronha.



O elevado custo das operações no cartão de crédito está na mira do governo. Em recente entrevista ao Estado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chamou de "escorchantes" os juros da modalidade. Por isso, representantes do setor privado estão discutindo com o governo uma agenda que abra caminho para uma redução consistente dos juros. Uma das propostas em análise é o fim do parcelamento sem juros no cartão.



Na avaliação de pelo menos uma das grandes instituições financeiras do País, o parcelado distorce os juros da modalidade. O argumento é de que os inadimplentes acabam financiando os clientes que dividem a compra em várias parcelas sem juros. Para a conta fechar, a taxa do rotativo tem de ser altíssima.



Mas nem todos os bancos concordam. "Não queremos tirar opções do cliente", disse Noronha, do Bradesco. "Apenas concordamos com a ideia de que não se pode ter exagero." Para ele, compras acima de 12 parcelas sem juros se encaixam nessa definição.



Nos últimos cinco anos, a base de cartões de crédito no Brasil praticamente dobrou: em junho de 2012, eram 183,5 milhões, ante 92,4 milhões em junho de 2007.



Santander, Caixa, Itaú e BB informaram que continuam analisando o mercado de crédito para definir se vão reduzir os juros dos cartões.

- Por Leandro Modé e Luiz Guilherme Gerbelli, de O Estado de S. Paulo -




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Bancos querem fim do parcelamento no cartão de crédito

11:26 |





Em resposta às críticas, bancos querem fim do parcelamento no cartão


Brasileiros estão usando cada vez mais o dinheiro de plástico. Dos que rolam parte das dívidas todos os meses, 30% caíram na inadimplência.

 - Por Vicente Nunes - 

Os bancos querem suspender o parcelamento, sem juros, de compras efetuadas por meio de cartões de crédito. Essa será uma das condições impostas ao governo pelas instituições financeiras para que reduzam os encargos cobrados no crédito rotativo, que, em média, estão em 10,7% ao mês ou 238% ao ano.



Segundo representantes do setor, o parcelamento é definido livremente pelos lojistas e os prazos, de até 24 meses, para pagamento impõem um custo pesado às administradoras de cartões. Para convencer o governo de que não estão restringindo benefícios aos consumidores, os bancos sinalizarão, em encontros com representantes do Banco Central e do Ministério da Fazenda nos próximos dias, que os juros do rotativo podem cair, gradualmente, para cerca de 6% ao mês.



O sistema financeiro passou a se movimentar nos últimos dias para estancar as críticas disparadas pelo governo contra os cartões de crédito.

Primeiro foi a presidente Dilma Rousseff, em rede nacional de rádio e tevê, a gritar contra os juros excessivos cobrados pelos bancos nesse sistema de pagamento. Ela foi taxativa: “Não vou descansar enquanto os juros dos cartões não caírem para níveis civilizados”.



Depois, foi a vez do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ressaltar os exageros praticados pelo sistema financeiro.



Por último, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou serem inaceitáveis os “juros escorchantes” dos cartões.




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Redução da conta de luz não afeta preço da gasolina, afirma Mantega

18:52 |

Ministro da Fazenda descartou aumento no preço dos combustíveis para compensar perda de arrecadação  

- Por Renata Veríssimo e Iuri Dantas, da Agência Estado -  

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira que a redução do custo de energia, anunciada pela presidente Dilma Rousseff, é fundamental para o País e beneficiará todos os setores, como indústria, comércio e agricultura. 

Além disso, segundo o ministro, vai permitir que o consumidor tenha uma sobra de recursos para fazer outras aquisições.



Mantega informou que o impacto desinflacionário da medida será de 0,50 a 1 ponto porcentual. O ministro disse que o cálculo inclui impacto direto e indireto da redução do custo da energia sobre a inflação. "Será muito importante para 2013, que somada a outras medidas de desoneração vão permitir a redução do preço e a redução do custo no País. Estamos numa cruzada no Brasil para reduzir os custos", afirmou o ministro.



Ele negou que haja intenção do governo de aproveitar o impacto da redução da energia na inflação para aumentar o preço dos combustíveis, especialmente da gasolina. "Não tem nada a ver um com o outro. Não está no horizonte", disse o ministro   Mantega disse ainda que a queda no custo da produção permitirá elevar os investimentos e o consumo. O ministro afirmou que em 2013, o Brasil será um dos poucos países no mundo com crescimento econômico acima de 4%. O ministro não deu detalhes, mas informou que novas medidas de estímulo ainda serão anunciadas.



Custo Brasil

Já o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que a medida ataca o Custo Brasil, e que os empresários vão repassar essa queda do custo de energia para os preços. Assim como Mantega, ele projeta uma queda no IPCA de 0,5 a 0,6 ponto porcentual, como impacto direto da redução do preço da conta de energia para o consumidor.



Ele acredita também que o pacote de hoje poderá ajudar a reduzir a inflação por meio da diminuição de outros custos para empresas e consumidores. Citou como exemplo a tarifa de condomínio, que embute o gasto de energia.



Para Barbosa, a concorrência no mercado vai fazer com que esse ganho da indústria seja transferido para os preços nos setores mais competitivos e de maneira mais rápida.



Disse que setores mais intensivos de uso de energia, como siderurgia, setor químico, petroquímico e de máquinas e equipamentos tendem a transferir mais rapidamente esse corte de custo de energia para seus produtos.



Ele prevê que o pacote de energia vai impactar no crescimento econômico já em 2013, porque o corte na tarifa equivale a uma redução na taxa de juros e aumenta a renda disponível das famílias e das empresas. "Uma das grandes preocupações dos empresários é o fato do Custo Brasil ser muito alto. E essa redução do preço da energia ataca justamente o Custo Brasil", observou.
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Brasil ainda é campeão de uma das inflações mais pesadas do mundo

20:34 |





Assombrado por um passado de instabilidade econômica, baixos níveis de poupança e de investimento, o Brasil amarga ainda hoje uma das inflações mais pesadas do mundo  

 - Por Victor Martins, do Correio Braziliense -   

E pior: ao mesmo tempo em que os preços persistem em elevação, o país cresce a taxas minguadas.

Nem mesmo o advento do Plano Real, responsável por transformações sociais poderosas nos últimos anos, tem sido capaz de parar determinados preços — alguns chegaram a ser reajustados em aproximadamente 1.000% nestes 18 anos de estabilidade econômica, algo impensável em nações civilizadas.

Técnicos do governo apontam a indexação da economia, o crescimento da carga tributária e o baixo desemprego como os principais culpados pelo Brasil ainda ser o país da carestia.



Para quem olha de fora, parece um absurdo o brasileiro ter visto o preço da carne de boi e de frango subir 340,83% em 18 anos. Nesse mesmo período, os pescados dispararam 520,53%; os serviços, 534,94%, a conta de telefone, de TV a cabo e internet, 724,47%; os combustíveis domésticos, 835,98%. 





Na média do país, o custo de vida aumentou 309,7% no período, ou seja, mais que triplicou. Nesse mesmo espaço de tempo, os preços no Japão caíram 1%; nos Estados Unidos subiram 64%; na Alemanha, que viveu a pior inflação da história da humanidade, aumentaram 35%. “O governo está brincando com a inflação. Se a presidente Dilma Rousseff não acordar para a realidade, corre o risco de perder a sua reeleição”, alerta um ex-diretor do Banco Central (BC).

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