Google busca parceria com mídia do país

11:27 |





O Google reúne hoje, em São Paulo, alguns dos principais "publishers" do país, em busca do aprofundamento de "parcerias" e com a justificativa de "dar apoio para sobreviverem à disrupção que está acontecendo" no setor.



 - Da Folha.com - 

Entre outros executivos, vêm para o evento no Brasil a vice-presidente de Parcerias Estratégicas do Google, a americana Bonita Stewart, 55, que cita sua experiência anterior em setores que enfrentarem "disrupção" como motivo para sua presença.



"Estou aqui pessoalmente porque sei que os 'publishers' estão atravessando uma grande mudança", diz.



"Trabalhei em setores que atravessaram mudanças tremendas e posso compartilhar a experiência na indústria automobilística, por exemplo."



O evento coincide com a investida do Google em vários países da Europa, para conter a reação de jornais e revistas que questionam o uso de seu conteúdo pelas ferramentas de agregação e busca.




Bonita Stewart, vice presidente do Google, no escritório do Google em São Paulo. 


Foto: Avener Prado/Folhapress. 

Na França, o Google fechou um acordo criando um fundo para os jornais franceses. São € 60 milhões, com o argumento de estimular inovação. "Não é nossa intenção criar um fundo similar [no Brasil]", diz Stewart, ao ser questionada se levantaria proposta semelhante, hoje.



"Foi um acordo que vínhamos trabalhando com a França desde 2011."



Sobre a saída dos jornais brasileiros do agregador Google News, vista como similar à cobrança europeia por respeito à propriedade intelectual do conteúdo, a executiva não questiona diretamente, mas argumenta que nos EUA "os 'publishers' querem os cliques" levados pela ferramenta, "porque abrem novos consumidores para eles".



Em contraponto aos conflitos na Europa, ela aponta as parcerias com jornais norte-americanos como modelo para o Brasil.



"Você pode pegar qualquer grande 'publisher' nos EUA e estaremos no caminho da parceria, da inovação, fazendo isso juntos."



Ela relata manter reuniões "todo mês" com jornais para desenvolver estratégias de negócios. "Temos encontros de executivos, gastamos muito tempo trabalhando com os 'publishers'", diz. "Planejamos juntos, executamos juntos, e eles também vêm a nós com ideias inovadoras."



Menciona o "Washington Post" como exemplar da estratégia do Google de "examinar todas as formas de monetização, aplicando nossa tecnologia", nos EUA. No "Post", foi um estudo de caso em que o jornal quis trabalhar especificamente sua força de venda direta.



Stewart aponta duas áreas em que vem crescendo a inovação nos EUA.



"Em aparelhos móveis, muitos dos nossos 'publishers' fazem 'responsive design' [projeto ágil, referência ao esforço de criar sites de fácil navegação] em HTML5. Vamos apoiar. Acreditamos que aparelhos móveis virão numa variedade de plataformas [não só no Android, o sistema do Google]."



Outra "tendência que usa tecnologia de base do Google", diz, é a chamada "native advertising" [publicidade natural, que não se diferencia da experiência usual do consumidor no site]. "Como você vê, não faltam 'publishers' buscando inovação."



Sérgio Maria, diretor de Parcerias Estratégicas na América Latina, diz que havia contatos no país, mas agora todas as tecnologias passaram a ser tratadas por uma só equipe. "O Google reuniu tudo. Então podemos nos reaproximar dos 'publishers' nesse novo conceito."

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Jornalista é morto a tiros no interior de Minas Gerais

20:54 |





Rodrigo Neto tinha 38 anos e era pai de um filho de seis anos 


Bandidos atiraram em pontos vitais de repórter.  



 - Por Zé Vinícius, do jornal Vale do Aço -  

IPATINGA – O repórter do jornal VALE DO AÇO e também da Rádio Vanguarda, Rodrigo Neto de Faria, de 38 anos, foi vítima de uma cruel execução, no início da madrugada desta sexta-feira (09), no bairro Canaã.










O corpo foi alvejado por três tiros em regiões vitais. 


O crime aconteceu num local frequentado normalmente por muitas famílias, um ponto de venda de churrasquinhos, na avenida Selim José de Sales, onde o profissional ia com frequência. Quando entrava em seu veículo, à meia-noite e quinze, dois indivíduos em uma moto se colocaram ao lado da porta do Toyota Corolla de sua propriedade, placa KHO-4615, e o garupa fez os disparos.

O próprio vendedor de churrascos tentou salvar a vida de Rodrigo, levando-o ao Hospital Municipal de Ipatinga, após ser socorrido por amigos, mas não houve tempo. Uma testemunha chegou a ser também alvo do atirador, mas escapou.



Foram encontrados três projéteis calibre 38 no local do crime: um no asfalto, um dentro do veículo e o último na calçada. Outros dois foram retirados do corpo da vítima. Rodrigo Neto recebeu três tiros: o primeiro foi na região da cabeça, entrou pela área frontal esquerda da testa, saindo próximo à orelha direita.  O segundo acertou na região torácica, abaixo do mamilo direito. O terceiro, na região escapular esquerda (nas costas, um palmo acima do quadril). As balas eram enjaquetadas, com maior poder de destruição, já que se expandem ao penetrar no alvo.



Churrasquinho para relaxar

De acordo com o proprietário do estabelecimento, durante toda esta semana Rodrigo Neto esteve no local após o expediente de trabalho. “Ele falava que vinha para tomar uma, para tirar o estresse, porque agora estava trabalhando também em um jornal, além da rádio. Estava muito feliz com as novidades”, contou Alberto Andrade, o ‘Baiano’.



Diferente dos dias anteriores, Rodrigo ficou até mais tarde na barraca de churrasquinho, na noite desta quinta (08). “Ele havia chegado pouco depois das 21h. Veio direto do jornal Vale do Aço, e ficou conversando com um amigo até acabar o movimento. Eu já havia desmontado a barraca, e estava guardando o material. A gente parou para assistir o jornal televisivo, que mostrava o julgamento do caso Bruno. E Rodrigo até comentou que o ex-goleiro não pegaria a pena máxima (o que de fato se consumou, sendo 22 anos de um total possível de 41). Depois esperamos ainda os gols da rodada. Ele foi ao banheiro, se despediu de mim e já ia embora”, contou Alberto.




“Pensei que eram bombinhas”






O corpo do repórter começou a ser velado às 14h desta sexta e será sepultado às 10h deste sábado, no cemitério Senhora da Paz. Foto: Lairto Martins.



‘Baiano’ ainda relatou à reportagem que quando ouviu os tiros pensou que fossem bombinhas. “Pelo barulho, pensei que eram bombinhas, uma brincadeira. Até que ouvi o ronco da moto arrancando em alta rotação. Quando me dei conta, já estava vendo o Rodrigo ferido no carro. A reação foi chamar o SAMU. Depois vi uma viatura passando na avenida e me joguei à frente dela. Um policial desceu, viu que o Rodrigo ainda estava vivo. 

Colocamos o Rodrigo no meu carro e levamos para o Hospital no Cidade Nobre”, explicou, ainda perplexo com o ocorrido. “A ficha ainda não caiu. Não consegui sair de casa, não consegui levantar depois. Ele não merecia isso”, comentou.
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Político tem pedido de danos morais contra jornalista e editora negado

12:26 |





O deputado federal Valdemar da Costa Neto do PR teve negado pedido de danos morais contra um jornalista e contra a editora Abril  por reportagem publicada na revista Veja.



A reportagem falava sobre a existência de um esquema de superfaturamento de obras, cobrança de propina e tráfico de influência junto ao Ministério dos Transportes, com imputação da prática de crimes de corrupção passiva e peculato. Na matéria havia narração de supostos encontros e cobranças de propina.



A editora e o jornalista afirmaram que se limitaram a veicular as informações com base no que consta em investigações, atuando dentro de uma linha editorial respeitável e séria, amparada em dados concretos...



O juiz da 5ª Vara Cível de Brasília decidiu que não há dano moral a ser reparado. “A narração dos fatos não excede o legítimo dever de informação, de modo que não ataca ou vilipendia à pessoa do autor, reproduzindo apenas as apurações. Assim a matéria se limitou a reproduzir e repassar aos leitores os acontecimentos. Se limitou àquilo que teria sido narrado pelas suas fontes, cujo sigilo é comum nesse tipo informativo.

Os réus não agiram com animus ofendendi, mas sim com animus narrandi. 

Não se pode olvidar que os réus agiram em exercício regular dos direitos constitucionais e fundamentais de acesso à informação e de liberdade de pensamento”.



Processo: 2011.01.1.153750-6

Fonte: TJDFT - 19/01/2013

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Morre o jornalista Ottoni Guimarães Fernandes Júnior

08:56 |





Ottoni Guimarães era diretor da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e teve infarto.  


O enterro deve ocorrer na próxima quarta-feira (2).

O jornalista Ottoni Guimarães Fernandes Júnior morreu neste domingo (30). Ele era diretor internacional da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

De acordo com a EBC, o jornalista morreu após sofrer um infarto. Ele estava em em El Calafate, na Patagônia. O enterro deve ocorrer na próxima quarta-feira (2).



Em nota, a presidente Dilma Rousseff lamentou a morte do jornalista. "Ottoni  será sempre lembrado como um dos brasileiros que ousaram sonhar e realizar, em prol do nosso povo", escreveu.

O Instituto Lula também enviou nota informando que Ottoni Fernandes Júnior "foi um incansável lutador pela democracia e justiça social no Brasil."

O texto do Instituto Lula, assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela mulher dele, Marisa Letícia, classifica o jornalista como "um militante do jornalismo ético e democrático".



Perfil

Ottoni Guimarães Fernandes Junior, natural de Jaú (SP), era jornalista e ao longo de sua carreira atuou como Secretário Executivo da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Diretor Geral da Gazeta Mercantil, editor-chefe de IstoÉ e editor de Exame.

Foi comentarista da TV Gazeta em Brasília e apresentador do Programa Primeira Página, coprodução da TV Nacional e Gazeta Mercantil, em Brasília. Desde março de 2012, exercia a função de Diretor Internacional da Empresa Brasil de Comunicação.



Ex-guerrilheiro, Ottoni militou na Ação Libertadora Nacional (ALN) durante os primeiros anos da ditadura militar, até ser preso em 1970. Em 2004, o jornalista lançou o livro O Baú do Guerrilheiro – Memórias da Luta Armada, com memórias dos anos de prisão.

*Com informações da Agência Brasil e EBC

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Datena negocia ao vivo na TV e soluciona sequestro na Grande São Paulo

11:43 |





O apresentador José Luiz Datena negociou ao vivo, em seu programa na Band, com um homem que mantinha a família em cativeiro, numa casa em Diadema, na Grande São Paulo  

 - Por Maurício Stycer, do UOL -  

Por mais de 20 minutos, conversou por telefone com o homem, chamado Joel, que ameaçava a mãe e a mulher  com uma faca.   




Homem se entrega após fazer reféns e negociar ao vivo com o apresentador Datena. 


Reprodução/Band 28.nov.2012. 

“Sou contra esse tipo de coisa”, disse Datena. “Mas a polícia pediu e eu percebi que era um cara de bem”. 

Procurando tranquilizar o sequestrador, o apresentador disse que acompanharia o seu caso, depois que ele liberasse as reféns. Em diversas ocasiões, Datena frisou que só aceitou o papel de negociador a pedido da polícia.



A transmissão do caso levantou a audiência do “Brasil Urgente”. No momento de maior pico, alcançou 9 pontos no Ibope. Na véspera, a média de audiência foi de 5 pontos. Cada ponto equivale a 60 mil residências na Grande São Paulo.   Solucionado o sequestro, Datena pediu para deixar o programa, afirmando que estava esgotado. E repetiu mais de uma vez que era contra agir como agiu. “Fiz uma coisa que normalmente não faço e isso me custou muito caro. Estou me sentindo muito mal”, afirmou ao passar o bastão para Marcio Campos.



“É uma carga emocional muito grande. Quando eu digo que é difícil fazer esse programa, ninguém acredita. Vocês vão me desculpar porque é uma coisa que eu realmente não faço. Eu preciso deixar o programa. Não estou me sentindo muito bem”, acrescentou Datena   A negociação foi dramática. “Você tem que confiar no seu amigo aqui. Você tem que confiar em mim como eu estou confiando em você”, disse Datena.



“A responsabilidade é toda sua, Datena”, respondeu Joel, a certa altura.   Joel se apresentou como mestre de obras.  “Assisto seu programa. Sou seu fã”, disse a Datena no início da conversa. “Joel é o nome do meu filho”, respondeu o apresentador, iniciando a negociação. “Não sou marginal, Datena”, disse ele. “Eu sei, Joel”, respondeu.   Consciente da gravidade da situação em que se envolveu, Datena mais de uma vez disse ao sequestrador:  “Eu coloquei em risco a minha carreira”. Também se explicou: “Tô falando porque senti que você é um cidadão honesto, de bem. Se não, você vai me deixar numa situação muito ruim”, pediu.



Em um momento, o sequestrador disse que temia “virar estatística”, ao que Datena o assegurou: “Não vou deixar virar estatística. Estou te prometendo que vou acompanhar o seu caso. Só te peço, pelo amor de Deus, que você saia daí”.   Joel também manifestou preocupação com a polícia de Diadema. Disse que não queria se entregar a policiais da cidade. Para assegurá-lo, Datena pediu à câmera da Band que mostrasse a placa do carro da policia presente no local. Era de São Paulo. “Está vendo?”, perguntou Datena ao sequestrador, que estava acompanhando o próprio caso pela TV.   Em diversos momentos, no esforço de convencer Joel a se entregar, Datena apelou para a religião. “Vamos sair com a mamãe e a irmãzinha. Ouça sua mãe que é Deus que está falando através dela”, disse ao sequestrador.




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Filho de Joelmir, Mauro Beting, lê carta em homenagem ao pai

09:57 |





Mauro estava no ar pela Rádio Bandeirantes quando soube da morte do pai 


‘Explicar quem é Joelmir Beting é desnecessário’, disse.

- Do G1 - 

O filho de Joelmir Beting, o também jornalista Mauro Beting, estava no ar pela Rádio Bandeirantes quando recebeu a notícia sobre a morte de seu pai. Ele conteve as lágrimas e fez uma homenagem lendo uma carta no início da madrugada desta quinta-feira (29).

Joelmir morreu no início da madrugada desta quinta, aos 75 anos. Ele estava internado desde o dia 22 de outubro no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e, no domingo (25), sofreu um acidente vascular encefálico hemorrágico (AVE).

Leia abaixo a íntegra da carta:



Nunca falei com meu pai a respeito depois que o Palmeiras foi rebaixado. Sei que ele soube. Ou imaginou. Só sei que no primeiro domingo depois da queda para a Segunda pela segunda vez, seu Joelmir teve um derrame antes de ver a primeira partida depois do rebaixamento. Ele passou pela tomografia logo pela manhã. Em minutos o médico (corintianíssimo) disse que outro gigante não conseguiria se reerguer mais”.

No dia do retorno à segundona dos infernos meu pai começou a ir para o céu. As chances de recuperação de uma doença autoimune já não eram boas. Ficaram quase impossíveis com o que sangrou o cérebro privilegiado. Irrigado e arejado como poucos dos muitos que o conhecem e o reconhecem. Amado e querido pelos não poucos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.




Meu pai.

O melhor pai que um jornalista pode ser. O melhor jornalista que um filho pode ter como pai.

Preciso dizer algo mais para o melhor Babbo do mundo que virou o melhor Nonno do Universo?

Preciso. Mas não sei. Normalmente ele sabia tudo. Quando não sabia, inventava com a mesma categoria com que falava sobre o que sabia.



Todo pai é assim para o filho. Mas um filho de jornalista que também é jornalista fica ainda mais órfão.

Nunca vi meu pai como um super-herói. Apenas como um humano super. Só que jamais imaginei que ele pudesse ficar doente e fraco de carne. Nunca admiti que nós pudéssemos perder quem só nos fez ganhar.

Por isso sempre acreditei no meu pai e no time dele. O nosso.

Ele me ensinou tantas coisas que eu não sei. Uma que ficou é que nem todas as palavras precisam ser ditas. Devem ser apenas pensadas. Quem fala o que pensa não pensa no que fala. Quem sente o que fala nem precisa dizer.

Mas hoje eu preciso agradecer pelos meus 46 anos. Pelos 49 de amor da minha mãe. Pelos 75 dele.



Mais que tudo, pelo carinho das pessoas que o conhecem, logo gostam dele. Especialmente pelas pessoas que não o conhecem, e algumas choraram como se fosse um velho amigo.

Uma coisa aprendi com você, Babbo. Antes de ser um grande jornalista é preciso ser uma grande pessoa.

Com ele aprendi que não tenho de trabalhar para ser um grande profissional. Preciso tentar ser uma grande pessoa. Como você fez as duas coisas.

Desculpem, mas não vou chorar. Choro por tudo. Por isso choro sempre pela família, Palmeiras, amores, dores, cores, canções.

Mas não vou chorar por algo mais que tudo que existe no meu mundo que são meus pais. Meus pais, que também deveriam se chamar minhas mães, sempre foram presentes. Um regalo divino.

Meu pai nunca me faltou mesmo ausente de tanto que trabalhou. Ele nunca me falta por que teve a mulher maravilhosa que é dona Lucila. Segundo seu Joelmir, a segunda maior coisa da vida dele. Que a primeira sempre foi o amor que ele sentiu por ela desde 1960. Quando se conheceram na rádio 9 de julho. Onde fizeram família. Meu irmão e eu. Filhos do rádio.

Filhos de um jornalista econômico pioneiro e respeitado, de um âncora de TV reconhecido e inovador, de um mestre de comunicação brilhante e trabalhador.



Meu pai.

Eu sempre soube que jamais seria no ofício algo nem perto do que ele foi. Por que raros foram tão bons na área dele. Raríssimos foram tão bons pais como ele. Rarésimos foram tão bons maridos. Rarissíssimos foram tão boas pessoas. E não existe outra palavra inventada para falar quão raro e caro palmeirense ele foi.

Mas sempre é bom lembrar que palmeirenses não se comparam. Não são mais. Não são menos. São Palmeiras. Basta.

Como ele um dia disse no anúncio da nova arena, em 2007, como esteve escrito no vestiário do Palmeiras no Palestra, de 2008 até a reforma: “explicar a emoção de ser palmeirense a um palmeirense é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… é simplesmente impossível!.



A ausência dele não tem nome. Mas a presença dele ilumina de um modo que eu jamais vou saber descrever. Como jamais saberei escrever o que ele é. Como todo pai de toda pessoa. Mais ainda quando é um pai que sabia em 40 segundos descrever o que era o Brasil. E quase sempre conseguia. Não vou ficar mais 40 frases tentando descrever o que pude sentir por 46 anos.

Explicar quem é Joelmir Beting é desnecessário. Explicar o que é meu pai não estar mais neste mundo é impossível.

Nonno, obrigado por amar a Nonna. Nonna, obrigado por amar o Nonno.

Os filhos desse amor jamais serão órfãos.



Como oficialmente eu soube agora, 1h15 desta quinta-feira, 29 de novembro. 32 anos e uma semana depois da morte de meu Nonno, pai da minha guerreira Lucila.

Joelmir José Beting foi encontrar o Pai da Bola Waldemar Fiume nesta quinta-feira, 0h55.

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Morre em SP o jornalista Joelmir Beting

09:53 |







Ele estava internado desde o dia 22 e no domingo (25) sofreu um AVE  


Joelmir tinha 75 anos e mais de 55 anos de carreira.

 - Do G1 - 

Morreu no início da madrugada desta quinta-feira (29) o jornalista Joelmir Beting, aos 75 anos. Ele estava internado desde o dia 22 de outubro no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e, no domingo (25), sofreu um acidente vascular encefálico hemorrágico (AVE).

Nesta quarta-feira (28), o hospital Albert Einstein informou que o jornalista estava em coma irreversível.



O corpo de Joelmir Beting será velado a partir das 8h, no Cemitério do Morumbi, na Zona sul. O velório vai ser aberto ao público. A cremação ocorrerá no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, às 16h, numa cerimônia restrita à família.



Seu filho, o também jornalista Mauro Beting, divulgou na rede social Facebook o horário da morte do pai, e escreveu: “um minuto de barulho por Joelmir Beting: 21 de dezembro de 1936 - 0h55 de 29 de novembro de 2012”.

Mauro estava no ar, na Rádio Bandeirantes, quando soube da morte do pai, e leu uma carta.




Joelmir Beting e sua mulher, em NY.(Foto: Alcyr N. da Silva/Folhapress). 

Joelmir atuava como comentarista de economia no grupo Bandeirantes. Ele tinha mais de 55 anos de carreira.



Joelmir Beting nasceu em Tambaú, interior de São Paulo, em 21 de dezembro de 1936. Em 1957, começou a estudar sociologia na Universidade de São Paulo (USP) para fazer carreira no jornalismo. Em 1957, iniciou carreira na editoria de esportes. Trabalhou nos jornais “O Esporte” e “Diário Popular” e também na rádio Panamericana, que posteriormente virou Jovem Pan.



Em 1962, sociólogo formado, trocou o jornalismo esportivo pelo econômico. Em 1968, virou editor de economia do jornal “Folha de S.Paulo”. Em 1970, lançou sua coluna diária, que foi publicada durante anos por uma centena de jornais brasileiros, com o timbre da Agência Estado.




Morre o jornalista Joelmir Beting. (Foto: Reprodução Globo News)

Em 1991, o profissional iniciou nova fase no jornal “O Estado de S.Paulo”. A coluna foi mantida até 30 de janeiro de 2004. No mesmo ano que ela foi lançada, em 1970, Joelmir também começou a passar informações diárias sobre economia nas rádios Bandeirantes, CBN, Jovem Pan e Gazeta e nas redes de TV Bandeirantes, Gazeta, Record e Globo, até 2003.



Em março de 2004 voltou ao grupo Bandeirantes. Permaneceu até hoje como comentarista econômico nas rádios Band News FM e Bandeirantes, e também do Jornal da Band, na TV. Também era um dos âncoras do programa de entrevistas “Canal Livre”. Na Rede Globo, trabalhou por 18 anos.

Ele escreveu ainda dois livros: "Na prática a teoria é outra" e "Os juros subversivos".

Joelmir Beting deixa dois filhos: o publicitário Jean Franco e o jornalista esportivo Mauro.






A presidente Dilma Roussef assinou Nota de Pesar pelo falecimento do jornalista Joelmir Beting:




Nota de pesar da presidenta Dilma Rousseff pelo falecimento do jornalista Joelmir Beting



O jornalista Joelmir Beting foi um mestre em uma das missões primordiais do jornalismo: a de explicar as notícias mais complexas de uma forma simples, nunca simplória. Beting aliava um conhecimento profundo da economia brasileira com uma comunicação didática. Usava comparações de uso corrente para fazer com que todo brasileiro pudesse compreender e formar sua própria opinião sobre os fatos.

Como colunista de jornais, na TV e rádios, Beting abriu caminhos para um jornalismo econômico sob o ponto de vista do cidadão, não de autoridades, nem de corporações. Suas lições merecem ser seguidas. Neste momento de pesar, solidarizo-me com os familiares e amigos deste grande jornalista.






Dilma Rousseff


Presidenta da República Federativa do Brasil












Nota da Ministra da Comunicação Social,
Helena Chagas


           


Com
muita tristeza, recebi a notícia da morte de Joelmir Beting, um dos meus
mestres na trajetória do jornalismo. A sociedade perde hoje aquele que soube,
como nenhum outro, falar de economia de um jeito que todos entendiam. Três
qualidades se destacaram na vida de Joelmir: credibilidade, seriedade e
simplicidade. Há ainda outra: pioneirismo. Ele foi o primeiro a ter uma coluna
em jornal, onde a economia era tratada de maneira simples e didática, para que
as pessoas a entendessem da maneira que ela influía em suas vidas diárias. Foi
o primeiro, também, a levar para a TV e o rádio esta mesma maneira de falar
sobre economia.


Joelmir
deixa aos futuros jornalistas o legado dos mestres. E à sua mulher, filhos e
demais familiares um patrimônio moral e intelectual que ficará para sempre. A
eles, transmito minha solidariedade neste momento de dor. Assim como a todos os
seus colegas da TV Bandeirantes.


 Helena Chagas


Ministra-chefe da Secretaria de Comunicação
Social da Presidência da República





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Joelmir Beting está em coma irreversível, diz hospital

15:11 |





Jornalista sofreu acidente vascular encefálico no domingo (25). 


Segundo boletim médico, ele está em coma e respira por aparelhos. 

 - Do G1 - 

O jornalista Joelmir Beting, de 75 anos, está em coma irreversível, informou nesta quarta-feira (28) o Hospital Israelita Albert Einstein.

Internado desde 22 de outubro no centro médico de São Paulo, para tratamento de doença autoimune, ele sofreu um acidente vascular encefálico hemorrágico no domingo (25).

Segundo boletim médico divulgado nesta quarta pelo centro médico, ele respirava com auxílio de aparelhos.




Joelmir Beting e sua mulher em Nova York; coma é irreversível (Foto: Alcyr N. da Silva/Folhapress).

O jornalista está clinicamente estável, mas seu estado de saúde é considerado grave.

Joelmir é natural de Tambaú, pequena cidade do interior de São Paulo. Sociólogo de formação, trabalha com jornalismo há mais de 50 anos, principalmente na área econômica. Atualmente, trabalha no Grupo Bandeirantes.

Confira, abaixo, a íntegra do boletim:



BOLETIM MÉDICO

(São Paulo, 28 de novembro de 2012, 13h)

O Sr. Joelmir Beting (jornalista) segue internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em estado de coma, decorrente de acidente vascular encefálico (AVE) hemorrágico e respira com auxílio de aparelhos.

O paciente está clinicamente estável, porém seu estado é grave e irreversível.

Médico Responsável

Dr. Antônio Carlos Lopes – cardiologista, clínico geral

Superintendente

Dr. Miguel Cendoroglo Neto
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O ímã do jornalismo

12:35 |






 - Por Carlos Alberto Di Franco - 

Gay Talese, um dos fundadores do New Journalism (novo jornalismo), uma maneira de descrever a realidade com o cuidado, o talento e a beleza literária de quem escreve um romance, é um crítico do jornalismo sem alma e sem graça. Seu desapontamento com a qualidade de certa mídia pode parecer radical e ultrapassada. Mas não é. Na verdade, Talese é um enamorado do jornalismo de qualidade. E a boa informação, independentemente da plataforma, reclama competência, rigor e paixão.



Segundo Talese, a crise do jornalismo está intimamente relacionada com o declínio da reportagem clássica. “Acho que o jornalismo e não o Times, está sendo ameaçado pela internet”. “E o principal motivo é que a internet faz o trabalho de um jornalista parecer fácil. Quando você liga o laptop na sua cozinha, ou em qualquer lugar, tem a sensação de que está conectado com o mundo. Em Pequim, Barcelona ou Nova York…Todos estão olhando para uma tela de alguns centímetros. Pensam que são jornalistas, mas estão ali sentados, e não na rua.



O mundo deles está dentro de uma sala, a cabeça está numa pequena tela, e esse é o seu universo. Quando querem saber algo, perguntam ao Google. Estão comprometidos apenas com as perguntas que fazem. Não se chocam acidentalmente com nada que estimule a pensar ou a imaginar. Às vezes, em nossa profissão, você não precisa fazer perguntas. Basta ir às ruas e olhar as pessoas. É aí que você descobre a vida como ela realmente é vivida.”



A crítica de Gay Talese é um diagnóstico certeiro da crise do jornalismo. Os jornais perdem leitores em todo o mundo. Multiplicam-se as tentativas de interpretação do fenômeno. Seminários, encontros e relatórios, no exterior e aqui, procuram, incessantemente, bodes expiatórios. Televisão e internet são, de longe, os principais vilões. Será? É evidente que a juventude de hoje lê muito menos. No entanto, como explicar o estrondoso sucesso editorial do épico “O Senhor dos Anéis” e das aventuras de Harry Potter?



Os jovens não consomem jornais, mas não se privam da leitura de obras alentadas. O recado é muito claro: a juventude não se entusiasma com o produto que estamos oferecendo. O problema, portanto, está em nós, na nossa incapacidade de dialogar com o jovem real.  Mas não é só a juventude que foge dos jornais. A chamada elite, classes A e B, também tem aumentado a fileira dos desencantados. Será inviável conquistar toda essa gente para o mágico mundo do jornalismo? Creio que não. O que falta, estou certo, é ousadia e qualidade.



Os jornais, equivocadamente, pensam que são meio de comunicação de massa. E não são. Daí derivam erros fatais: a inútil imitação da televisão, a incapacidade para dialogar com a geração dos blogs e dos videogames e o alinhamento acrítico com os modismos politicamente corretos. Esqueceram que os diários de sucesso são aqueles que sabem que o seu público, independentemente da faixa etária, é constituído por uma elite numerosa, mas cada vez mais órfã de produtos de qualidade.



Num momento de ênfase no didatismo e na prestação de serviços – estratégias úteis e necessárias-, defendo a urgente necessidade de complicar as pautas. O leitor que precisamos conquistar não quer o que pode conseguir na TV ou na internet. Ele quer qualidade informativa: o texto elegante, a matéria aprofundada, a análise que o ajude, efetivamente, a tomar decisões. Quer também mais rigor e menos alinhamento com unanimidades ideológicas.



A fórmula de Talese demanda forte qualificação profissional. “A minha concepção de jornalismo sempre foi a mesma. É descobrir as histórias que valem a pena ser contadas. O que é fora dos padrões e, portanto, desconhecido. E apresentar essa história de uma forma que nenhum blogueiro faz. A notícia tem de ser escrita como ficção, algo para ser lido com prazer. Jornalistas têm de escrever tão bem quanto romancistas”.  Eis um magnífico roteiro e um formidável desafio para a conquista de novos leitores: garra, elegância, rigor, relevância.



O nosso problema, ao menos no Brasil, não é de falta de mercado, mas de incapacidade de conquistar uma multidão de novos leitores. Ninguém resiste à matéria inteligente e criativa. Em minhas experiências de consultoria, aqui e lá fora, tenho visto uma florada de novos leitores em terreno aparentemente árido e pedregoso. O problema não está na concorrência dos outros meios, embora ela exista e não deve ser subestimada, mas na nossa incapacidade de surpreender e emocionar o leitor. Os jornais, prisioneiros das regras ditadas pelo marketing, estão parecidos, previsíveis e, consequentemente, chatos.



A revalorização da reportagem e o revigoramento do jornalismo analítico devem estar entre as prioridades estratégicas.  É preciso encantar o leitor com matérias que rompam com a monotonia do jornalismo declaratório. Menos Brasil oficial e mais vida. Menos aspas e mais apuração. Menos frivolidade e mais consistência. Além disso, os leitores estão cansados do baixo-astral da imprensa brasileira. A ótica jornalística é, e deve ser, fiscalizadora. Mas é preciso reservar espaço para a boa notícia. Ela também existe. E vende jornal. O leitor que aplaude a denúncia verdadeira é o mesmo que se irrita com o catastrofismo que domina muitas de nossas pautas.



Perdemos a capacidade de sonhar e a coragem de investir em pautas criativas. É hora de proceder às oportunas retificações de rumo. Há espaço, e muito, para o jornalismo de qualidade. Basta cuidar do conteúdo. E redescobrir uma verdade constantemente negligenciada: o bom jornalismo é sempre um trabalho de garimpagem.



Carlos Alberto Di Franco é diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciência Sociais – IICS e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, é diretor da Di Franco – Consultoria em Estratégia de Mídia. E-mail: difranco@iics.org.br




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‘Estado’ e USP montam a Corrupteca, maior biblioteca digital sobre corrupção

18:57 |





Usuário poderá acessar tudo o que foi publicado sobre tema corrupção no 'Estado' desde a fundação do jornal, em 1875  


Corrupteca reunirá trabalhos acadêmicos de 1.643 universidades e centros de pesquisa. 

- Por Laura Greenhalgh, de O Estado de S. Paulo - 

Fruto de parceria inédita entre a Universidade de São Paulo e o jornal O Estado de S. Paulo, a partir desta quinta-feira, 1, todo cidadão brasileiro com acesso à internet poderá frequentar a Corrupteca - traduzindo, a maior biblioteca digital especializada em corrupção do mundo.



E não só: ao ingressar via online na biblioteca, o usuário poderá acessar tudo o que foi publicado sobre o tema corrupção no Estado desde a fundação do jornal, em 1875. 

Além da parceria entre universidade e o jornal, o terceiro pilar deste acervo documental é a Open Archives Initiative (OAI), entidade que se dedica a interligar conteúdos digitais do meio acadêmico, subvencionada por instituições americanas como a Andrew W. Mellon Foundation, a Coalition for Networked Information, a Digital Library Federation e a National Science Foundation.



Voltada para um fenômeno de alta incidência no Brasil e em várias partes do mundo, a Corrupteca nasceu em discussões acadêmicas no Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas da USP (Nupps), por sua vez ligado à reitoria da universidade e dirigido pelo cientista político José Alvaro Moisés. Portanto, será por meio do endereço eletrônico do núcleo - nupps.usp.br/corrupteca - que o ingresso será feito, a partir desta quinta. Ao entrar no site, o usuário da biblioteca também poderá ser direcionado ao Acervo Estadão, com acesso irrestrito para assinantes.





Democracia  

"O tema da corrupção vem se impondo aos pesquisadores do Nupps, levando-nos a perguntar: afinal, qual é a qualidade da democracia brasileira? Notamos que, embora a corrupção praticada pelos políticos seja crescentemente condenada pelos cidadãos, ainda assim persistem sinais de sua aceitação como prática social. E por quê?", indaga Moisés.



Estas e outras questões, imbricadas num fenômeno que atravessa todas as esferas da vida política e administrativa do País, com impacto até nos índices de criminalidade, poderão a partir de agora ser espelhadas com o que anda acontecendo em escala global: a Corrupteca reunirá trabalhos acadêmicos de 1.643 universidades e centros de pesquisas de 63 países, em diferentes idiomas, focalizando o mesmo fenômeno em níveis diversos.



Assim, ao mesmo tempo em que já aparecem os primeiros estudos cruzando corrupção e Primavera Árabe, também se está juntando a produção jornalística em torno do julgamento do mensalão, o que por sua vez levará a novos estudos acadêmicos, ampliando a teia do conhecimento. É o que será feito a partir da hemeroteca digital da Corrupteca, que é o Acervo Estadão.



O desenvolvimento tecnológico do projeto ficou a cargo do pesquisador brasileiro Giovanni Eldasi, especialista em acervos digitais de excelência e um dos autores do protocolo da OAI, que vem balizando a formação de bibliotecas acadêmicas online pelo mundo. "Atuava na Europa como diretor de sistemas de uma rede internacional de universidades quando tomei contato com essa tendência de abertura dos acervos das instituições", conta Eldasi.



De volta ao Brasil, foi incumbido de criar a Biblioteca Digital da Universidade Gama Filho, no Rio, que hoje soma 39 milhões de textos gratuitos vindos dos 63 países participantes da iniciativa. "Agora lançamos a Corrupteca, que contará com um laboratório de inovação tecnológica em funcionamento já em 2013. Ou seja, esta biblioteca atingirá grau de excelência em poucos meses."





Para todos

Ao conectar o mundo por intermédio de um tema-chave e dar acesso a parte do Acervo Estadão, todo digitalizado, a Corrupteca nasce como um instrumento de trabalho para estudantes, jornalistas, acadêmicos, operadores da Justiça, líderes sociais, representantes políticos, empreendedores. Ou seja, mesmo sendo uma biblioteca 100% especializada. a ideia é atender o público na sua diversidade.



"Em uma única ferramenta de busca, encontra-se informação e produção científica sobre distintas práticas da corrupção, em diferentes épocas", diz Eldasi. Para tanto, a tecnologia empregada é a Web 3.0, ou Web Semântica, que funciona por significados em vez de dados.



Num trabalho multidisciplinar entre as áreas da ciência política, do direito e da história, criou-se no Nupps uma espécie de "ontologia da corrupção", que serve de filtro para garantir precisão ao material pesquisado. Um exemplo: se "lavagem de dinheiro" é uma expressão de uso recente, a busca semântica consegue resgatar casos em que esta prática já acontecia, mas sob outros nomes.



E assim, ao atravessar décadas e décadas de cobertura do Estado, a Corrupteca revelará também uma evolução da linguagem, desde os tempos das "malfeitorias" do Império. "O Grupo Estado acolheu de imediato a proposta do Nupps, alinhada com os objetivos do nosso acervo, cuja digitalização colocou conteúdos históricos à disposição do País", resume Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo do Grupo Estado.

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Por que os jornais brasileiros estão morrendo?

20:12 |



Caminho sem volta   






O Jornal da Tarde teve sua última edição publicada hoje, 31 de outubro de 2012, 


após 46 anos de história. 

A Gazeta Mercantil, fundada em 1920, deixou de circular em 2009. No ano seguinte, o Jornal do Brasil, após 119 anos de existência, migrou por completo para a internet. A Newsweek também. A revista norte-americana não terá mais versão impressa em 2013.

O caminho parece apocalíptico para as publicações impressas. Só parece. Assim como o rádio foi considerado ultrapassado com o advento da TV.



O que os fechamentos de publicações impressas – e rumores de outros – demonstra é que é preciso renovar. E renovar, nunca foi (e não será) tarefa fácil. Assis Chateubriand, pioneiro com a transmissão de televisão brasileira – com a TV Tupi em 1950 – morreu em 1968, tentando entender as modificações do ex-colega Walter Clark numa então ascendente TV Globo. Neste caso, o próprio meio se modificou.



A tal renovação também pegou de jeito o pessoal da Kodak, empresa pioneira no segmento de processos fotográficos. A companhia norte-americana não acreditou no mercado de fotos digitais. Resultado: a empresa que nasceu em 1888 pediu falência no início de 2012.




Os fatos acima revelam que a hibridização e modificação dos meios é algo comum na História.



Afinal, qual foi o erro do Jornal da Tarde? Para justificar a extinção do periódico a família Mesquita alegou foco estratégico. O objetivo, dizem, é investir na marca Estadão, “principal do Grupo”, conforme afirma Francisco Mesquita Neto, diretor presidente do Grupo Estado.





“Para cada 100 mil jornais que são impressos, 60 mil são vendidos e 40 mil são jogados fora”, disse o empresário Nelson Tanure, à época da extinção do JB.



Quando o Notícias Populares foi descontinuado pelo Grupo Folha, as justificativas foram parecidas. O jornal que tinha circulação de 110 mil exemplares nos anos 90, vendia 20 mil em 2001, ano de sua morte.



Ok, o público parece não estar mais interessado no impresso. Também pudera, manchete da Folha de desta quarta-feira traz a informação de que o ciclone Sandy matou 39 pessoas. Informação atualizada na madrugada elevou o número de vitimas para 51. O impresso parece obsoleto quando comparado com a internet.



“Quando o delírio digital obrigou os jornais brasileiros a se reinventar, o Grupo Estado contentou-se em adotar os paradigmas emitidos pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) e resolveu transformar o JT num veículo insignificante, periférico, popularesco”, reflete Alberto Dines, jornalista e escritor, em artigo reproduzido no Adnews. Tal pensamento pode ser uma luz para as publicações atuais. Se a informação quente é facilmente noticiada por qualquer veículo de comunicação, talvez seja o momento de ter foco. De inovar. De renovar.

- Do Ucho.info/Adnews - 
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"Jornal da Tarde" deixará de circular após 46 anos

22:31 |



O Grupo Estado anunciou o fechamento do "Jornal da Tarde", após 46 anos de sua fundação   


Grupo Estado fala em reduzir custos. 

Circula nesta quarta-feira (31) a última edição do "Jornal da Tarde", um produto do Grupo Estado, após 46 anos de sua fundação.

O jornal teve uma tiragem média de 37.778 exemplares por dia em agosto, segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC).

A meta ao fechar o "JT", segundo a empresa em nota no site do "Estado de S. Paulo", "leva em conta o objetivo de investir na marca Estadão com uma estratégia multiplataforma integrada (papel, digital, áudio e vídeo e mobile), para levar maior volume de conteúdo a mais leitores, sem barreira de distância e custos de distribuição".




Capa da edição de 29 de outubro de 2012 do JT. (Reprodução).  

"Hoje, o meio jornal é a segunda mídia mais importante para a publicidade, com o dobro de participação do terceiro colocado. Daí a estratégia de focar no Estadão, principal marca do Grupo, e de investir em uma plataforma digital mais robusta e avançada", diz Francisco Mesquita Neto, diretor presidente do Grupo Estado.



Segundo funcionários, por decisão da Justiça, eles terão estabilidade no emprego até 4 de dezembro, quando haverá outra audiência; até lá, uma comissão negociará benefícios para quem for demitido.



Migração

A nota diz ainda que o "Jornal do Carro" será incorporado pelo "Estadão".

A partir de 7 de novembro, o novo "Jornal do Carro" passa a circular encartado no "Estadão", ampliado e com novas seções.

Será a nova marca dos Classificados de Autos do Estadão também às quintas, sábados e domingos, e também uma plataforma multimídia de alcance nacional.



"O JT deixará de existir, mas suas principais contribuições permanecem no seu irmão mais velho, o Estadão", diz a nota.



Segundo matéria publicada hoje (29/10) no site do jornal Estado de São Paulo, o JT deixará de existir, mas suas principais contribuições permanecem no seu irmão mais velho, o Estadão.

Os leitores do JT - que nos últimos anos se aproximaram do universo de leitores do Estadão - já podem perceber esta proximidade por meio da vibração e qualidade do caderno de Esportes, do olhar atento do Metrópole e da criatividade e prestação de serviços do Divirta-se, marca original do JT, que circula toda sexta-feira no Estadão.




Capa do dia 9 de dezembro de 1994 noticia a morte do músico Tom Jobim. O Grupo Estado anunciou o fechamento do "Jornal da Tarde", após 46 anos de sua fundação. A última edição do periódico circulará na quarta-feira (31). Publicado pela primeira vez em 4 de janeiro de 1966, o jornal acolheu inúmeros jornalistas consagrados em sua equipe, entre eles, Luis Nassif, Fernando Morais, Odir Cunha, José Maria de Aquino e Celso Kinjô 



Ao longo de seus 46 anos de circulação, o JT foi polo de inovação e criatividade e, com seus premiados jornalismo e design gráfico e sua prestação de serviços, influenciou gerações de leitores e de profissionais da comunicação.

"O Grupo Estado agradece aos leitores do Jornal da Tarde por todos os anos de convivência, aos anunciantes, pelo apoio com que sempre nos prestigiaram, e a todos os profissionais que participaram dessa história: jornalistas, colunistas, publicitários, equipe de arte, integrantes das áreas comercial e administrativa, e das áreas de produção e distribuição", disse Mesquita Neto.



Para 2013, a promessa da empresa é de "um portal com o melhor conteúdo do setor, dicas de compra e exclusiva tabela de preços online, revistas sazonais e eventos, além do já existente programa aos sábados na rádio Estadão ESPN (FM 92,9 e AM 700)."



"O Estadão é o jornal número um na Grande São Paulo e, com essas mudanças, vai ficar ainda mais forte", diz Francisco Mesquita Neto.




A edição do dia 16 novembro de 1985 noticiou a eleição de Jânio Quadros para a Prefeitura de São Paulo. 


O Grupo Estado anunciou o fechamento do "Jornal da Tarde", após 46 anos de sua fundação. 


A última edição do periódico circulará na quarta-feira (31).



 - Com informações de Fabrício Calado, do UOL e O Estado de São Paulo -




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