Juízes fazem paralisação nacional contra desfalque de 28% nos salários

18:53 |



Magistrados de todo o País anunciaram que vão parar de hoje até a próxima quinta, 8, para chamar atenção para a desvalorização da carreira 

 - Do Estadão - 

Juízes de todo o País anunciaram que vão paralisar os trabalhos a partir desta quarta-feira, 7, até a próxima quinta, 8, para chamar atenção à desvalorização da carreira. 

Segundo as associações dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e Nacional dos Juízes da Justiça do Trabalho (Anamatra), a categoria sofreu perda salarial de 28,86% desde a implantação da parcela única, em 2005. Neste intervalo de tempo, apenas um reajuste salarial, de 9%, foi aprovado.



Ainda hoje, os presidentes das associações devem se reunir com as lideranças do Congresso - presidência do Senado, da Câmara e do Supremo Tribunal Federal (STF).



Além da paralisação nacional, os juízes também se negaram a participar da Semana Nacional de Conciliação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mutirão anual promovido por tribunais de todos os ramos da Justiça brasileira. O objetivo do evento é desafogar o número de processos com audiências marcadas incentivando as negociações entre as partes envolvidas. Os magistrados da União, de acordo com a Anamatra, apoiam a prática da conciliação.



O presidente da Anamatra, Renato Santana, estima que 90% dos juízes do Trabalho e Federais não trabalham em todo o País desde a manhã desta quarta. Segundo ele, o número de adesões varia entre as regiões.

"Há cerca de 1,3 mil varas do Trabalho no Brasil, que realizam aproximadamente 15 mil audiências por dia. Dessas reuniões, ao menos 5 mil acordos são selados diariamente e é este o número de decisões que deixarão de ser tomadas durante cada dia de paralisação", calcula o presidente da associação.



Todas as audiências marcadas para a quarta e para a quinta foram canceladas, exceto aquelas consideradas - pelos próprios juízes dos casos - de urgência. Para a categoria, a população sofre um impacto simbólico, uma vez que todas as audiências canceladas foram remarcadas.



A greve foi decidida em assembleias que aconteceram de forma simultânea nos Estados ao longo das últimas semanas, explica Santana. A última reunião, entre as categorias de base da Anamatra, aconteceu na sexta, 26 de outubro. Segundo o presidente da associação, os juízes federais, filiados à Ajufe, definiram a greve antes, há cerca de 30 dias. "A ideia não é causar um prejuízo para a população, mas sim chamar a atenção para os trabalhadores que estão com perda de 30% no poder de compra. A desvalorização é muito alta", argumenta Santana.



As associações Ajufe e Anamatra dizem estar abertas ao diálogo institucional, na busca de uma solução que reponha as perdas inflacionárias destes últimos sete anos, desde a implantação da parcela única em 2005. Neste intervalo de tempo a categoria teve uma reposição salarial, de 9%.



Semana Nacional de Conciliação

O mutirão anual, que visa desafogar o número de processos de conciliação na Justiça - começa nesta quarta, 7, e segue até o dia 14. Os magistrados federais e do Trabalho, por conta da paralisação nacional, não participarão desta edição do evento.



Segundo Santana, esta negativa é uma resposta interna, dentro do Poder Judiciário, para mostrar que os juízes estão descontentes com o impasse salarial. "O evento está confirmado e já tomamos medidas para que o desfalque no número de juízes federais e do trabalho não atrapalhe o atendimento ao público", afirma o  conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e coordenador do movimento gestor pela conciliação, José Roberto Neves Amorim.



 A participação dos magistrados acontece de forma voluntária, exceto para aqueles do núcleo dos Centros de Conciliação, de acordo com o CNJ. Cada tribunal disponibiliza, explica Amorim, um número médio de juízes para o evento. O número deste ano não foi estimado pelo coordenador do movimento.



 A ausência dos juízes, porém, deve interferir no número de audiências - já marcadas previamente - e, como consequência, o número de processos conciliados. "Caso o processo não tenha solução definida durante o mutirão, o documento continua na Justiça sem alterações, como estava antes", esclarece o coordenador do movimento. Durante a última edição, a Semana da Conciliação selou acordo de 165 mil processos, afirma Amorim.



O mutirão tem início previsto para as 11h desta quarta e a abertura nacional será realizada na próxima manhã, também às11h, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, com a presença do presidente do CNJ, o ministro Carlos Ayres Britto, que também preside atualmente o STF.

 - Por Gheisa Lessa, do O Estado de S. Paulo - 

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Policiais de Goiás novamente em greve

13:00 |








Policiais de Goiás retomam hoje paralisação encerrada em 29 de agosto 


A alegação é de que o governo estadual não cumpriu o prometido. 


Secretaria de Segurança avisa que descontará dias parados.

 - Por Clara Campoli, do Correio Braziliense - 

Recomeça hoje a greve da Polícia Civil de Goiás, que abrange 19 municípios e 26 delegacias do Entorno. Cerca de 400 agentes e escrivães da região devem aderir à paralisação, e a atividade policial será reduzida a 30%.

O Instituto Médico Legal (IML) também participa do movimento nos trabalhos realizados em conjunto com a força policial. Uma reunião do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás será realizada hoje, às 10h, para decidir as diretrizes do movimento.



A greve começou em julho de 2012 e, depois de 49 dias paralisados, os policiais civis de Goiás decidiram retomar o trabalho em 29 de agosto.

A categoria reivindica aumento salarial.

Com a promessa de reestruturação da carreira e um plano de bônus salarial, eles decidiram suspender a paralisação.



“Estamos retornando a greve agora, uma vez que o governo não cumpriu o acordo que foi inicialmente acertado com o governador”, explicou o agente Silveira Alves, presidente do Sindicato.

A partir de amanhã, em Goiás, apenas ocorrências de crimes hediondos e de flagrantes serão registradas. Atualmente, o salário dos agentes e peritos goianos é de R$ 2,9 mil. O que eles querem é o mesmo reajuste que os delegados receberam, o que aumentaria os ganhos deles para R$ 7.250, em início de carreira.





Segundo a SSPJ, os projetos de lei foram encaminhados à Procuradoria-Geral do Estado e tramitarão normalmente na Assembleia Legislativa agora que o período eleitoral se encerrou.



O Estado promete cortar os pontos dos profissionais que não trabalharem, pois existe uma decisão judicial sobre a ilegalidade da greve e, no acordo firmado com o governo, as categorias se comprometeram a repor as horas paradas anteriormente.



Agentes e escrivães prometem radicalizar nesta nova paralisação, com delegacias de portas fechadas por períodos de 12 horas, inviabilizando registros até de flagrantes.



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Eliana Calmon deixa CNJ sem conseguir processar juízes

11:11 |





Conhecida por ser rigorosa, ministra deixou o cargo de corregedora nacional de Justiça  

- Por Mariângela Galucci, de O Estado de S. Paulo - 

Em sua despedida do cargo de corregedora nacional de Justiça, a ministra Eliana Calmon fracassou nesta terça-feira, 4, na tentativa de abrir processos contra juízes e desembargadores suspeitos de envolvimento com omissões, irregularidades e atos de corrupção. Tida como rigorosa, Eliana será substituída a partir desta quinta na Corregedoria pelo ministro Francisco Falcão que, como ela, integra o Superior Tribunal de Justiça (STJ).




Eliana Calmon deixou cargo no STJ sem processar juízes. Foto: André Dusek/AE. 

Dez pedidos de vista feitos por integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) impediram que o órgão tomasse nesta terça providências em relação a suspeitas, por exemplo, de incompatibilidade de rendimentos com o patrimônio de magistrados.



Em um dos casos, Eliana disse nesta terça que um desembargador do Mato Grosso do Sul não conseguiu dar explicações plausíveis para sua movimentação patrimonial, entre 2003 e 2008, com créditos de R$ 33 milhões.



Numa outra investigação, a ministra defendeu a abertura de um processo contra um desembargador de Roraima suspeito de várias irregularidades, entre as quais, aquisição de bens incompatíveis com a renda e nomeação de filhas para cargos em comissão no Executivo.



Também foi adiada uma decisão sobre um pedido de providências para apurar a suposta omissão do ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio Luiz Zveiter em conceder escolta à juíza Patrícia Acioli. A magistrada foi assassinada há um ano em Niterói.

O adiamento foi pedido numa questão de ordem apresentada pelo advogado do desembargador, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. A defesa argumentou que haveria cerceamento de defesa se o julgamento ocorresse nesta terça já que na véspera tinha sido determinado o arquivamento da apuração em relação a uma outra juíza que também era suspeita de omissão no caso.



Com os pedidos de vista, ficam adiadas as decisões sobre a abertura de processos contra magistrados suspeitos de participar de irregularidades. Os casos serão assumidos pelo futuro corregedor, Francisco Falcão.



Durante os dois anos em que exerceu o cargo de corregedora, Eliana Calmon desentendeu-se com integrantes das cúpulas de tribunais. Um desses problemas ocorreu no ano passado e envolveu o então presidente do STF, Cezar Peluso. Dias antes, Eliana tinha dito que havia "bandidos de toga" no Judiciário.



Ao despedir-se no plenário do CNJ, Eliana Calmon disse que teve a oportunidade de "conhecer as entranhas do Judiciário". Ela destacou que durante a sua administração conseguiu um fato inédito: realizar uma inspeção no Tribunal de Justiça de São Paulo. "Decidi calçar as botas do soldado alemão e ir a São Paulo fazer a inspeção. Daquele dia em diante, coisas começaram a mudar, coisas destravaram lá dentro. Foi o último Estado no qual fiz a inspeção", declarou.



"Na parte disciplinar fui duríssima", disse Eliana, acrescentando que não aceita corrupção, principalmente de magistrado. A ministra contou que durante a sua atuação tentou mostrar que o juiz deve ser respeitado pelo que ele faz. "Ele é um prestador de serviço", afirmou. "Chega de falar que o juiz tem de ser reconhecido pela sociedade porque é juiz", disse.




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Policiais federais não aceitam aumento de 15,8% e protestam em Brasília

21:46 |


 - Da Agência Brasil -   

Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal (PF) não aceitaram o aumento de 15,8%, proposto pelo governo, e fizeram nesta segunda-feira (3/9) manifestação na frente da sede da Polícia Federal, em Brasília. 




Os funcionários da PF argumentam que o aumento de 15,8% não repõe as perdas da categoria, 


sem reajuste salarial desde 2006. Foto: Adauto Cruz/CB-DAPress.

Durante o protesto, o grupo de manifestantes hasteou bandeiras do movimento com o lema "SOS para a Polícia Federal" e manteve-se a decisão de continuar a greve por tempo indeterminado. Os funcionários paralisados pretendiam marchar até o Ministério da Justiça, mas o ato foi cancelado. Nesta terça-feira (4/9), está prevista uma nova manifestação, ainda sem local definido.



Os trabalhadores pedem reestruturação da carreira, com aumento do salário inicial de R$ 7,5 mil para R$ 11 mil, segundo o Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipol-DF). O sindicato ainda informou que 30% dos servidores da PF estão trabalhando normalmente, porém não tem estimativas de quantos trabalhadores estão parados.



Apesar de cerca de 250 mil funcionários públicos terem encerrado nesta segunda-feira (3/9) greve de aproximadamente dois meses, algumas categorias ainda mantêm a paralisação, segundo a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef).


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Justiça determina que 80% dos policias civis em greve retornem ao trabalho

23:46 |




A desembargadora do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Carmelita Brasil, determinou nesta quinta-feira (30/8), que 80% dos policias civis em greve retornem ao trabalho. 

- Por Roberta Abreu, do Correio Braziliense - 


O Tribunal determinou ainda que haja livre acesso da população e dos servidores nas delegacias. Os policias também estão proibidos de promover qualquer manifestação ou ato que feche vias públicas ou cause transtorno à livre circulação de veículos.

A multa para a violação de cada uma das ordens é de R$ 100 mil.

Na tarde desta quinta (30/8), os policias civis em greve decidiram manter a paralisação por mais sete dias e só autuar os flagrantes.

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Policiais Civis de Goiás encerram greve após 50 dias de paralisação

23:12 |




De acordo com o Sindicato dos Policias Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO), foi decido em assembleia nesta quarta-feira (29/8), o fim da greve dos policias civis, iniciada há 50 dias.

 - Do Correio Braziliense - 


A decisão foi por maioria absoluta, após o governo oferecer uma proposta de reestruturação das carreiras. Segundo o Sindpol-GO, nesta quarta (29) os plantões das delegacias voltaram a funcionar normalmente.



Ainda de acordo com o sindicato, a partir desta quinta-feira (30/8), o expediente das delegacias de polícia em todo o estado retomarão a rotina normal de trabalho.



Iniciada em 11 de julho, a paralisação interrompeu o funcionamento das delegacias especializadas e de distritos policiais em todo o Estado. Nestas unidades, apenas casos considerados essenciais, como autos de prisão em flagrante, foram atendidos.

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Policiais Rodoviários federais aceitam reajuste do governo e encerram greve

13:41 |



Policiais devem retomar trabalho nos postos rodoviários ainda nesta quarta  


FenaPRF acatou plano com reajuste de 15,8% 


e reestruturação da carreira.  

 - Do G1 - 

Policiais rodoviários federais fizeram acordo com o governo e decidiram, na noite desta terça (28), encerrar a greve deflagrada no último dia 18. Eles aceitaram o reajuste de 15,8% em três anos e um plano de reestruturação da carreira.




Posto da Polícia Rodoviária Federal em rodovia.

O Ministério do Planejamento confirmou a assinatura do acordo com a categoria. De acordo com a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), os policiais devem voltar ao trabalho nos postos das rodovias nesta quarta-feira (29).

Entre as reivindicações atendidas relacionadas à reestruturação da carreira estão, segundo a federação, o reconhecimento do nível superior para o cargo de policial rodoviário federal; o fim da limitação para a progressão na carreira, atualmente restrita a 50% da categoria; e a alteração da nomenclatura das classes na carreira de policial rodoviário federal - as novas classes passarão a ser denominadas primeira, segunda, terceira e classe especial.

A FenaPRF abrange os 24 sindicatos da categoria e representa cerca de 9 mil policiais.

A greve dos policiais rodoviários federais foi decidida no dia 18 de agosto, data a partir da qual a paralisação começou em alguns estados. Segundo a federação, a greve ganhou caráter nacional na última segunda-feira (27).



A categoria chegou a fazer vários protestos pelo Brasil, como no último dia 24, no Rio Grande do Sul, quando viaturas ficaram posicionadas de costas para a rodovia BR-290. Em Minas Gerais e no Distrito Federal, policiais que possuíam cargos de chefia entregaram os cargos como forma de protesto.

O presidente da FenaPRF, Pedro Cavalcanti, considerou que apesar do reajuste salarial ficar aquém das expectativas, o acordo teve saldo positivo. "O índice de aumento não atendeu nossa expectativa, mas conseguimos diversos outros objetivos que vínhamos pleiteando há muito tempo e isso foi fundamental para a nossa tomada de decisão, sendo o principal deles o reconhecimento de nível superior para o cargo de PRF", disse.



Fim das negociações

O governo deu prazo até esta terça-feira (28) para que os sindicatos decidissem sobre a proposta de reajuste oferecida pelo governo, de 15,8% "fatiado" em três vezes até 2015.

Na noite de terça, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, afirmou que "mais de 90%" dos servidores do Executivo iriam assinar acordo com o governo federal para encerrar a greve no serviço público federal.



Mendonça não especificou cada uma das categorias que chegaram a acordo com o governo, mas mencionou, entre os que assinaram a proposta, servidores de universidades federais, professores do ensino superior, funcionários da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e servidores do IBGE.

Segundo o ministério, as negociações realizadas depois do prazo estipulado pelo governo poderão continuar, mas um eventual acordo só será incluído no Orçamento de 2014. "[Com] quem decidiu não assinar, voltamos a discutir no ano que vem, com impactos em 2014", disse o secretário.

Desde março, quando começou a campanha dos servidores por reajuste salarial, o governo diz ter participado de mais de 180 reuniões com mais de 30 sindicatos.



Servidores que tiveram dias não trabalhados descontados da folha de pagamento do mês de agosto, que será paga em 1º de setembro, poderão negociar com o governo sob a condição de encerrarem a paralisação. No último dia 21, o Ministério do Planejamento divulgou o corte do ponto de 11.495 servidores públicos federais em greve.



Polêmica

Em meio a protestos de integrantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) contra o governo, cartazes foram fixados em postos da corporação, com a inscrição "Posto PRF fechado! Passagem livre para tráfico de drogas e armas: esta é a resposta do governo federal para a segurança pública!"



O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, mandou abrir uma sindicância para investigar quem são os autores das faixas, coladas depois que a categoria foi proibida de dar continuidade à operação-padrão.

"Me parece que [os cartazes] são claramente ofensivos à lei. Assinei hoje [no último dia 21] uma determinação para que se abra sindicância para apurar quem são os responsáveis. Comprovada a autoria, vamos aplicar as punições devidas e determinadas pela lei"”, afirmou Cardozo.

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Servidores federais de 18 categorias aceitam oferta e encerram greve

17:26 |



Em assembleia, sindicatos concordaram com o reajuste salarial de 15,8% proposto pelo governo  

 - Por Vannildo Mendes, do Estadão -  

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que representa os servidores administrativos de diversos ministérios e órgãos públicos integrantes do chamado "carreirão", anunciou que após assembleia realizada nesta terça-feira, 28, foi aceita a proposta de reajuste salarial de 15,8% oferecida pelo governo.



Estão incluídas pelo menos 18 categorias, envolvendo servidores dos ministérios da Saúde, Previdência, Trabalho, Cultura, Fazenda, Agricultura, Planejamento, Transportes, além de Arquivo Nacional, Imprensa Nacional, Museu do Índio e Embratur, entre outros.



O aumento será concedido ao longo de três anos (2013, 2014 e 2015), ao ritmo de 5% anual. Com isso, esse grupo de servidores decidiu que vai encerrar a greve e retornar ao trabalho.



Termina hoje o prazo dado pelo governo para que todas as categorias do serviço público federal comuniquem se aceitam a proposta de reajuste de 15,8%. Os que não aceitarem ficarão sem reajuste em 2013.



Na próxima sexta-feira (31), o governo envia ao Congresso a proposta de orçamento para o ano que vem, contemplando o reajuste das categorias que optaram pelo acordo. Algumas categorias, como a dos servidores da Polícia Federal, já decidiram rejeitar a proposta e ir para o confronto porque buscam reestruturação da carreira e outros benefícios que o governo não aceita negociar agora.

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Dilma é vaiada por professores e servidores federais no Rio

17:57 |





Cerca de 150 manifestantes protestaram contra proposta de reajuste oferecida pelo governo  

 - Por Antonio Pita, da Agência Estado - 

RIO - A presidente Dilma Rousseff e sua comitiva foram recebidos com vaias na tarde desta segunda-feira, 27, na chegada ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Cerca de 150 servidores públicos federais em greve ocupam neste momento duas faixas da Avenida Rio Branco, ao lado do Teatro Municipal, no centro do Rio, em protesto contra o governo federal.



Professores universitários, estudantes e servidores de diferentes categorias aguardavam a chegada da presidente Dilma Rousseff, que participará de uma solenidade no local para premiação de estudantes secundaristas.



A presidenta da República, Dilma Rousseff viajou para o Rio de Janeiro para participar, nesta segunda-feira (27/8), da cerimônia nacional de premiação da 7ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), ocorrida em 2011. Na ocasião, 500 estudantes serão contemplados com medalhas de ouro. A solenidade aconteceu às 15 horas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.



À frente do Teatro, a praça da Cinelândia foi fechada com grades e permanece cercada por policiais federais e seguranças privados, desde o final desta manhã, para evitar que os manifestantes se aproximem. A Polícia Militar, Batalhão de Choque, a guarda municipal e tropas do exército também reforçam a segurança no local. Um helicóptero da Polícia Federal sobrevoou a praça durante a chegada de Dilma.



Os servidores protestam contra a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo, e garantem que continuam em greve até a retomada das negociações.
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Servidores do STF aderem à greve, mas serviços essenciais serão mantidos

00:54 |


 - Da Agência Brasil - 


Os servidores do Supremo Tribunal Federal (STF) aderiram nesta quarta-feira (22/8) à greve que ocorre em órgãos do Judiciário, 


por tempo indeterminado. 


A paralisação não deve afetar os serviços essenciais da Corte e do julgamento do mensalão, segundo informações da representante do movimento grevista, Mônica Villarino.



De acordo com Mônica Villarino, os servidores do STF rejeitaram proposta do Poder Executivo, de reajuste de 15,8% dividido em três anos, em assembleia realizada ontem. “Somando o tempo que estamos sem reajuste, já serão nove anos [o último aumento salarial da categoria foi em 2006]. É um valor inviável, não cobre sequer a inflação”, argumentou.



A reivindicação da categoria é a aprovação do Projeto de Lei 6613, em tramitação desde 2009, que prevê reajustes de 56% na folha salarial dos servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União.



Pelo projeto, enviado ao Congresso Nacional pelo STF, o vencimento básico do analista judiciário no início de carreira será R$ 6.855,73 e, no fim de carreira, R$ 10.883,07. A esse valor é acrescida a Gratificação Judiciária (GAJ), que corresponde a 50% do vencimento básico do servidor, além de vantagens pecuniárias. Somadas as gratificações, a remuneração inicial do analista judiciário passará dos atuais R$ 6 mil para cerca de R$ 10 mil. O salário do mesmo cargo no final da carreira vai de R$ 10 mil para cerca de R$ 16 mil.



Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), a greve conta com a adesão dos tribunais de Justiça dos estados de São Paulo, Mato Grosso, do Rio Grande do Sul, da Bahia, de Santa Catarina, Minas Gerais, Alagoas, do Piauí, Maranhão e do Distrito Federal. Além deles, também estão em greve o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5) e o Ministério Público da União (MPU).

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Policiais civis de Goiás realizam paralisação de 100% das atividades

15:08 |




 - Do Correio Braziliense -  


O Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol-GO) anunciou a paralisação de 100% das atividades policiais 


nas delegacias do entorno do Distrito Federal 


por 12 horas nesta quarta-feira (22/8)   

O ato começou às 8h e deve prosseguir até às 20h. Os agentes não irão registrar nenhuma ocorrência nesse período.

De acordo com o diretor financeiro do Sinpol-GO, Francisco dos Santos, a intenção da paralisação é pressionar o governo de Goiás a atender as reivindicações da categoria. "Nós queremos pelo menos que eles façam uma proposta, pois já são 42 dias de greve e eles nem se mexeram".

O diretor ainda relata que cerca de 700 ocorrências deixam de ser registradas por dia nas delegacias por causa da greve. "Só registramos os casos mais sérios de homicídio", afirmou Santos.





Além do reajuste de salário, os policiais também pedem a abertura de concurso público para ocupar a defasagem de mais de 700 agentes.




A concentração  de greve foi em Goiânia, onde os policiais compareceram na Central de Flagrantes responsável pela Delegacia nos Plantões no Período Noturno e  Finais de Semana (Conforme Divisão Circunscricional de Competência da 1ª, 5ª, 8ª, 14ª  e 20ª Delegacia Distrital. Os policiais das Delegacias Especializadas se concentrarão em frente ao IML.

No dia da paralisação os policiais NÃO RECEBERÃO PRESOS OU OBJETOS APREENDIDOS E NÃO LAVRARÃO NENHUM PROCEDIMENTO das 08h à 20h.







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Servidores do Itamaraty paralisam atividades no Brasil e no mundo

12:11 |



Postos da Oceania, Ásia e Europa aderiram; emissão de visto está suspensa  


Protesto é por falta de proposta do governo às reivindicações, diz sindicato.

 - Do G1 - 

Funcionários do Itamaraty paralisaram as atividades, nesta quarta-feira (22), em protesto por não terem participado das rodadas de negociação sobre reajuste salarial no Ministério do Planejamento.

Segundo o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty), a falta de contraproposta por parte do Planejamento motivou o retorno à greve. O Itamaraty ainda não se pronunciou sobre a paralisação.



Em junho, os funcionários do Itamaraty já haviam aprovado greve, por tempo indeterminado, em assembleia com 300 servidores. Os trabalhadores, no entanto, retomaram as atividades.

Em nota divulgada na terça-feira (21), o Sinditamaraty informou que a paralisação afetará todos os serviços prestados pelo Itamaraty no Brasil e no exterior, incluindo a emissão de passaportes e vistos. Assistentes de chancelaria, diplomatas e oficiais de chancelaria são as categorias que estão sem trabalhar.



O governo estima em 70 mil o número de servidores - de diversas áreas - em greve no país. Segundo os sindicatos das categorias, 350 mil servidores federais paralisaram as atividades. De acordo com o Ministério do Planejamento, há 582,4 mil servidores ativos no Poder Executivo.



Postos e serviços afetados

O sindicato informou que, até a manhã desta quarta-feira, 19 postos já haviam aderido à paralisação, entre eles unidades localizadas na Oceania, Ásia e Europa. Os serviços suspensos são os de emissão de vistos, passaportes, certidão de casamento, nascimento e óbito.

Estão parados até o momento os seguintes postos: Consulado do Brasil em Beirute (Líbano), Embaixada do Brasil em Damasco (Síria), Consulado do Brasil em Roma (Itália), Delegação do Brasil da FAO em Roma (Itália), Consulado do Brasil em Mendoza (Argentina), Embaixada na Bulgária, Consulado do Brasil em Sidney (Austrália), Embaixada em Tel Aviv (Israel), Embaixada em Beirute (Líbano), Embaixada em Nova Deli (Índia), Consulado do Brasil em Madrid (Espanha), Consulado do Brasil em Barcelona (Espanha), Consulado em Porto (Portugal), Embaixada em Bruxelas (Bélgica), Embaixada em Londres (Inglaterra), Consulado em Frankfurt (Alemanha), Embaixada em Abuja (Nigéria), Embaixada em Buenos Aires (Argentina) e Consulado em Ciudad del Este (Paraguai).





Segundo o Sinditamaraty, ainda não há informação de quantos servidores vão aderir à greve. Na greve realizada em junho deste ano, 130 repartições brasileiras do exterior pararam suas atividades em protesto.



Reivindicações

De acordo com o Sinditamaraty, a categoria pede, entre outras coisas, equiparação salarial de assistentes e oficiais de chancelaria a carreiras correlatas. O salário inicial de um oficial de chancelaria é de R$ 6.299 e de um técnico de inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), carreira correlata, de R$ 11.941, segundo o sindicato.

Já um assistente de chancelaria recebe R$ 3.134 e sua carreira correlata na Abin, R$ 4.914.

O salário dos diplomatas (R$ 12.962) já está equiparado ao de oficial de inteligência da Abin.

A revisão salarial, segundo o sindicato, é para "recompor perdas dos últimos 25 anos, além da valorização das atividades exercidas pela categoria, com garantias efetivas e equivalentes às dadas para as demais carreiras consideradas típicas de Estado".



Corte do ponto

O Ministério do Planejamento divulgou na noite de terça-feira o corte do ponto de 11.495 servidores públicos federais em greve. De acordo com o ministério, eles sofrerão o desconto dos dias parados no salário de agosto, a ser pago a partir de 1º de setembro. Na folha salarial de julho (pagamento em agosto), os descontos atingiram 1.972 grevistas.

De acordo com a assessoria do Planejamento, o corte do ponto de professores universitários que aderiram à greve será decidido pelas direções das universidades federais, que têm autonomia para isso.

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Governo anuncia corte do ponto de 11,4 mil servidores em greve

22:57 |





Para o governo, há 70 mil servidores em greve; para sindicatos, 350 mil 


Eles terão desconto no salário a ser pago em setembro, segundo ministério.

 - Do G1 -

O Ministério do Planejamento divulgou na noite desta terça (21) o corte do ponto de 11.495 servidores públicos federais em greve.

De acordo com o ministério, eles sofrerão o desconto dos dias parados no salário de agosto, a ser pago a partir de 1º de setembro. Na folha salarial de julho (pagamento em agosto), os descontos atingiram 1.972 grevistas, segundo informou o ministério.

De acordo com a assessoria do Planejamento, o corte do ponto de professores universitários que aderiram à greve será decidido pelas direções das universidades federais, que têm autonomia para isso.



O governo estima em 70 mil o número de servidores em greve. Segundo os sindicatos das categorias em greve, 350 mil servidores federais paralisaram as atividades em todo o país.

De acordo com o Ministério do Planejamento, há 582,4 mil servidores ativos no Poder Executivo.



Negociações

Das nove reuniões de negociação com representantes de categorias de servidores federais previstas para esta terça-feira no Ministério do Planejamento,  quatro foram mantidas na agenda do secretário de Relações do Trabalho da pasta, Sérgio Mendonça.

A primeira, com funcionários do Hospital das Forças Armadas (HFA), terminou sem acordo após o governo apresentar a proposta de 15,8% de reajuste dividido em três anos, a mesma oferta que vem fazendo a todas as categorias.



Segundo Josemilton Costa, secretário-geral da Condsef – entidade que representa os cerca de mil funcionários do HFA, a proposta do governo "não atende à demanda dos servidores, já que nem repõe a inflação nem reestrutura a carreira”.

Por meio de sua assessoria, o Ministério do Planejamento afirmou que o reajuste de 15,8% dividido em três anos é o "limite" que o governo tem a oferecer.



Mendonça também negociaria com agentes penitenciários, com a Associação Nacional dos Técnicos de Fiscalização Agropecuário (Anteffa) e com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguro Social (CNTSS).



Devido ao atraso das demais reuniões, acabou sendo adiada para esta quinta-feira (23) a conversa com a Federação Nacional dos Policiais Federal (Fenapf).

Insatisfeita com a proposta do Planejamento, a entidade que representa agentes, escrivães e papiloscopistas adotou operação-padrão na semana passada e fez com que a Advocacia-Geral da União entrasse na Justiça contra a medida.



O Superior Tribunal de Justiça deferiu o pedido do governo e proibiu operações-padrão em todos os aeroportos, portos e fronteiras do país sob pena de multa diária de R$ 200 mil.

Outra reunião que acabou sendo adiada para esta quarta-feira (22) foi a do Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores.

Por meio de nota, a entidade informou que convocou para esta quarta uma greve dos funcionários do Itamaraty como forma de protesto pelo fato de a reunião com a categoria não ter ocorrido.

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Termina a greve de professores da UnB

17:41 |




 - Do Correio Braziliense - 


Com 130 votos a favor e 115 contra, os professores da Universidade de Brasília (UnB) decidiram encerrar a greve da categoria que já durava 89 dias   



Na assembleia realizada nesta sexta-feira (17/8), os professores optaram também por manter a eleição para reitor para a quarta e quinta-feira da semana que vem. Pego de surpresa pela decisão, o decano de Ensino de Gradução, José Américo, afirmou que as aulas devem ser retomadas a partir de segunda-feira (20).



Na quinta-feira passada (9/8), os professores da UnB decidiram continuar em greve. Foram 254 votos a favor da paralisação, 70 contra e 6 abstenções. governo deu como encerradas as negociações com os professores após assinar acordo com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) — que representa uma minoria das universidades e institutos federais. Agora, o Executivo Federal negocia com servidores técnico-administrativos, parados desde 11 de junho.

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PF anuncia paralisação em aeroportos, portos e postos de fronteira

11:37 |





Insatisfeitos com mais uma negativa, PF ameaça com uma "quinta-feira negra"

 - Do Correio Braziliense -  

Manifestantes fizeram uma grande passeata ontem em Brasília, com o intuito de pressionar o Executivo por melhores salários. Trânsito teve que ser fechado em uma das principais vias da capital



Insatisfeitos com mais uma negativa do governo em lhes conceder aumentos de salários e promover uma profunda reestruturação na carreira, os policiais federais mandaram um duro recado à presidente Dilma Rousseff: vão parar o país hoje por meio do que estão chamando de Operação Blackout. O aviso partiu do presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink, depois de quase duas horas de uma frustrante reunião com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça. O sindicalista foi taxativo: “Será uma quinta-feira negra”.






Os policiais acertaram a volta da operação padrão que, na semana passada, provocou transtornos em todo o país.  

A ordem é revistar uma por uma as bagagens de passageiros que embarcarem em voos internacionais nos principais aeroportos do país, vasculhar cada carro que cruzar os postos de fiscalização nas fronteiras brasileiras e fazer uma varredura em tudo o que passar pelos portos.

Com isso, filas imensas devem se formar nos terminais aeroportuários e nos postos de fronteiras, incomodando, sobretudo, a classe média, que costuma fazer barulho ao ser confrontada com a má prestação de serviços públicos.

Também ficará evidente o desconforto de empresários com a demora para o trânsito de mercadorias nos portos e o encalhe de navios.

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Bancários fazem ato, nesta segunda, na Paulista contra demissões no setor

11:15 |



No primeiro semestre a geração de emprego no setor bancário caiu 80,4% em relação ao mesmo período do ano passado  


Itaú fechou 3.777 postos de trabalho só de abril a junho.



Nesta segunda-feira (13), a partir das 11h, bancários realizam ato na Avenida Paulista no Dia Nacional de Luta por emprego e contra as demissões.

A categoria vai fazer uma caminhada da Avenida Paulista (em frente ao prédio da Gazeta) até a Praça do Patriarca, em uma atividade lúdica, com os manifestantes vestindo camisetas pretas e segurando cruzes, em alusão a redução de 4.086 postos de trabalho somente no segundo trimestre deste ano. A intenção é alertar à sociedade sobre as dificuldades que enfrentam a categoria diariamente, com a sobrecarga de trabalho, e pedir o fim das demissões e o combate à terceirização.



Somente no primeiro semestre deste ano, houve redução de 80,4% na geração de postos de trabalho em relação ao mesmo período de 2011, de acordo com dados do Caged. Somente nos últimos três meses, os bancos Itaú, Santander e Bradesco fecharam juntos 4.086 postos, sendo 3.777 só no Itaú. Segundo o balanço dos bancos, nos últimos dez anos, o setor cresceu 520% acima da inflação, com aumento da operação de crédito em 833%, mas aumentou apenas 28,9% o número de trabalhadores.

 

“A rotatividade está relacionada ao aumento do número de correspondentes bancários, que aumentou 106% em um ano. Reivindicamos garantias contra dispensas imotivadas, conforme estabelecido pela Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. “Os bancos, além de contratar pouco para o tanto que crescem, ainda demitem trabalhadores com salários mais altos em troca de outros que ganham menos, para economizar e lucrar mais. Essa é a rotatividade que queremos combater”, concluiu.



Dívida social

Somente quatro bancos (Itau, Bradesco, Santander e Caixa) lucraram mais de R$ 19 bilhões este ano. Levando em consideração todo o setor financeiro,  foram criadas somente 2.350 novos postos de trabalho no primeiro semestre. Sem a Caixa, o saldo ficaria negativo em 1.142 postos. Apesar de apresentarem a maior rentabilidade da economia brasileira, as instituições financeiras estão entre as que menos contribuem com a geração de novos empregos: somente 0,22% das 1,04 milhão de vagas geradas na economia nos primeiros seis meses de 2012.





Serviço:

11:00h - Dia 13/08 (Segunda-feira) - Dia Nacional de Luta contra as demissões

Local: Avenida Paulista, 900 (em frente ao prédio da Gazeta)

Caminhada pela Av. Brigadeiro Luis Antonio, até a Praça do Patriarca (centro)



 - Por Cecilia Negrão/Assessora de imprensa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região - 

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Greve de entregadores da Ambev pode deixar bares sem bebidas

10:15 |


 - Por Saulo Araújo, do Correio Braziliense - 

Donos de bares e restaurantes de Brasília estão preocupados. Há três dias, cervejas e refrigerantes produzidos pela Ambev (Companhia de Bebidas das Américas) não são entregues nos mais de 10 mil estabelecimentos do ramo espalhados pelo Distrito Federal.



O problema é resultado de uma greve geral dos entregadores de carga. Os 250 trabalhadores responsáveis por abastecer o mercado exigem da Horizonte — empresa terceirizada pela Ambev — o cumprimento de uma série de reivindicações e garantem que só retomam as atividades depois de terem seus pleitos atendidos.




Para não deixar os clientes na mão, Rosemberg Leite de Abreu, do bar Allberg, teve que pedir socorro a uma pequena distribuidora no Gama.
Foto: Marcelo Ferreira/CB-DAPress.

Muitos empresários começam a sentir os efeitos da escassez, pois a paralisação já afeta diretamente os comércios da cidade. Em alguns estabelecimentos, a venda de cerveja corresponde a quase 80% da receita gerada. É o caso do Allberg, bar tradicional do Cruzeiro Novo, onde o estoque está lotado de caixas vazias.



Para não deixar os clientes na mão, o dono, Rosemberg Leite de Abreu, teve que pedir socorro a uma pequena distribuidora no Gama. Mesmo assim, a quantidade adquirida deve acabar no domingo. Um dia sem o principal produto da casa gera um prejuízo de até R$ 4 mil, estima o empresário. “Estamos fazendo contorcionismo para não deixar faltar cerveja, mas está cada dia mais difícil. Nas pequenas distribuidoras, pagamos até 30% a mais do que na Ambev, sem contar o gasto com frete”, reclama Rosemberg.
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Servidores públicos federais fazem greves e protestos em todo o país

15:44 |





Greve de agentes da PF e operação padrão na PRF causam transtornos  


No Rio, houve protesto na Candelária com funcionários de vários órgãos.

 - Do G1 - 

Servidores de órgãos públicos federais realizam protestos e paralisações em todo o país nessa semana pedindo melhores condições de trabalho e reajuste salarial.

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) fazem operação padrão em vários estados, realizando bloqueios em rodovias federais que causam transtornos e congestionamentos.

No Paraná, caminhoneiros trancaram a BR-277 contra demora para liberação de carga. Em greve, servidores da Polícia Federal (PF) mantêm apenas 30% dos serviços básicos e também realizam operação padrão em aeroportos e portos, provocando longas filas aos passageiros nos desembarques e atrasando a emissão de passaportes.




Servidores se concentraram na região da Candelária, no Rio (Foto:Janaína Carvalho/G1)

Nesta quinta-feira (9), milhares de pessoas realizaram uma passeata na Candelária, no centro do Rio de Janeiro, para pressionar o governo. A manifestação reuniu servidores públicos federais de órgãos como Ministério da Fazenda, da Defesa, Arquivo Nacional, Agricultura, Turismo, Previdência, Dnit e PRF.



O Ministério do Planejamento informou que está analisando qual “espaço orçamentário” do governo para negociar as reivindicações das categorias e que haverá reuniões com todos os sindicatos que representam servidores públicos federais buscando um acordo.






Veja como está a situação nos Estados:



Amazonas

Os servidores da Universidade Federal do Amazonas estão em greve, prejudicando milhares de alunos. PF e PRF fazem operação padrão, atrapalhando o desembaraço de produtos do polo industrial e provocando atrasos no desembarque de passageiros de voos internacionais.



Bahia

Em Salvador, servidores de todos os órgãos protestam nesta quinta em frente ao Banco Central. Os servidores do Incra estão em greve desde 26 de junho e apenas 30% dos serviços estão sendo mantidos. Famílias beneficiadas estão sem receber o atendimento.

A paralisação atinge também as universidades federais. Estão sem aulas a Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal do Recôncavo, Instituto Federa da Bahia (Ifba) e Instituto Federal Baiano.

Já na PF, agentes, escrivães e papilocopistas estão em operação padrão e fazem protestos. A PRF também está em operação padrão, provocando congestionamentos nas rodovias do estado. Portuários da Companhia das Docas da Bahia fazem uma paralisação na manhã desta quinta-feira (9).



Distrito Federal

Em reivindicação de melhoria salarial e reestruturação do plano de carreira, servidores federais realizam nesta quinta (9) protestos em frente à Esplanada dos Ministérios. Manifestação seguiu da Catedral até a Praça dos Três Poderes.

Os professores da Universidade de Brasília (UnB) estão em greve desde o dia 21 de maio e, em assembleia também nesta quinta-feira (9), eles decidiram, por 254 votos a 70, manter a paralisação.



Goiás 

A greve da Agrodefesa, que já dura quase 10 dias, está causando prejuízos para os pecuaristas e açougues do estado. Em Rio Verde, sudoeste de Goiás, leilões foram cancelados. E para emitir a guia necessária para transportar os animais, é preciso viajar para outras cidades.



Institutos e universidades também estão parados. Docentes e técnicos administrativos do Instituto Federal de Goiás (IFG) entraram em greve dia 6 e a UFG está em greve há mais de 60 dias. Além das aulas suspensas, o movimento também afeta atendimento no Hospital das Clínicas. A paralisação dos servidores da PF, iniciada na terça-feira (7), deve durar até sexta-feira (10).



Mato Grosso

Ao todo, são dez instituições federais com funcionários em greve. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Instituto Federal (IFMT); Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal; Servidores do IBGE, Funai, Incra, Ministério da Saúde e da Agricultura, Justiça Federal, Justiça Eleitoral e Justiça do Trabalho.



Minas Gerais

Em Belo Horizonte, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), que estão totalmente parados, fizeram manifestação em frente à sede do Ministério da Fazenda.



Em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, cerca de 40 policiais rodoviários federais intensificaram a fiscalização dos veículos, o que ocasionou congestionamento no sentido São Paulo-Belo Horizonte. Às 11h30, havia 10 quilômetros de vias paradas. A ação em protesto à situação da categoria começou na quarta (8).

No sul do estado, há problemas no porto seco de Varginha, com redução do serviço da Receita Federal e greve de funcionários do Ministério da Agricultura. As universidades federais de Lavras e Alfenas estão totalmente paradas. Na Universidade Federal de Itajubá, os professores não aderiram, amas as aulas estão suspensas devido à greve dos auxiliares administrativos.

Os institutos federais de Muzambinho, Inconfidentes e Machado também estão parados. Funcionários da PF estão em greve em Varginha.



Paraná

A PF e a Receita Federal fazem operação padrão, provocando atrasos e cancelamentos no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba, e demora no setor de despacho da aduana. Serviços de emissão de passaporte também são afetados.



A PRF faz operação padrão na Ponte da Amizade, provocando congestionamentos, e os caminhoneiros trancaram a BR-277 devido à demora na liberação de carga. Já os serviços de inspeção de frigoríficos e certificação estão parados pelos servidores do Ministério da Agricultora. Segundo a Receita, serviços de análise de crédito e restituições e ressarcimento de empresas estão suspensos.

Paraíba

Para chamar a atenção do governo federal em relação às reivindicações, professores e servidores técnico-administrativos federais se concentraram na manhã desta quinta (9) na Praça dos Três Poderes, no Centro de João Pessoa e seguiram até o Parque Solon de Lucena.

A Universidade Federal da Paraíba já está com 30% dos seus trabalhos administrativos paralisados - o ambulatório da universidade também está parado.



De acordo com a assessoria do Sindicato dos Servidores Técnico-administrativos da UFPB (Sintesp-PB), uma intensa rodada de negociação com o governo federal está marcada para a próxima semana.



Pernambuco

Servidores do Ministério da Saúde e da Vigilância Sanitária estão em greve e fizeram protestos em Recife. A articulação é feita pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social no estado.

Desde a noite de quarta-feira (8), o aeroporto internacional de Recife registra filas no embarque internacional e atrasos em voos devido à lentidão das revistas e inspeções da Polícia Federal. Segundo a Infraero, o voo da companhia American Airlines, que faz a rota Recife-Miami, já apresenta atraso nesta manhã de quinta (9).

Os agentes  resolveram aderir à greve da categoria na terça-feira (7).

A greve também afeta as rodovias do estado. No segundo dia de manifestação, os policiais rodoviários de Pernambuco fazem um bloqueio armado  na BR-101 Sul, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife congestionando o trânsito nos dois sentidos da BR e da estrada da Batalha.



Rio de Janeiro

Para pressionar o governo, servidores públicos federais de órgãos como Ministério da Fazenda, da Defesa, Arquivo Nacional, Agricultura, Turismo, Previdência, Dnit e PRF fizeram uma passeata na Candelária nesta quinta-feira (9) e prejudicaram o trânsito. Mas as vias já foram liberadas e o trânsito normalizado.  Em greve, a PF não emite passaportes e faz operação-padrão no Aeroporto do Galeão. Já os funcionários da PRF fazem operações na ponte Rio-Niterói, como protesto.



Rio Grande do Sul

Houve protestos dos servidores federais em Porto Alegre, reunindo integrantes de universidades, da previdência, do IBGE, da PRF, dos Ministérios da Agricultura, Saúde e da Fazenda, da Receita Federal, Banco Central, entre outros.



Também na capital gaúcha, servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) estão acampados no Salão de Atos da faculdade. Na quarta-feira (8), houve protestos da PRF em todo o estado.

As movimentações grveistas na capital também atingem o aeroporto Salgado Filho. A Polícia Federal anunciou que vai ampliar a operação padrão iniciada às 12h da manhã desta quinta-feira (9) no setor de embarque e irá até às 18h. Entre as ações, os agentes intensificam a verificação de bagagens e distribuem panfletos.



Rondônia

Funcionários de sete órgãos públicos federais aderiram à greve. A área mais afetada é a da educação com a paralisação da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro). Com quase todos os serviços paralisados, o único que continua funcionando é o atendimento de casos de urgências e preferenciais.

Na manhã desta quinta-feira (9), policias rodoviários federais  fizeram operação padrão na capital Porto Velho em protesto. Nos dias 13 a 17 de agosto, diretores e funcionários dos órgãos vão acampar em Brasília para pressionar o governo federal.



Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) conseguiram liminares na justiça para garantir a manutenção de 30% nos portos de Itajaí e Navegantes. A greve dos servidores da  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dos fiscais agropecuários e da Receita Federal fez com que contêineres ficassem acumulados nos portos, e algumas empresas do Oeste do estado já anunciaram a suspensão da produção.

Outro porto que também está parcialmente paralisado é o Porto de São Francisco do Sul.  O serviço de policiamento e fiscalização das instalações portuárias foram interrompidas para uma caminhada-protesto dos servidores do Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Receita Federal. As emissões de passaportes, os registros e as emissões de porte de armas também estão paradas.



São Paulo

Na capital paulista, funcionários da Justiça Federal em São Paulo cruzaram os braços na quarta. Também estão em greve servidores da Polícia Federal, cujo movimento começou na terça-feira. Policiais rodoviários federais declararam estar em greve e realizaram operação-padrão na Via Dutra, causando congestionamentos.

Na região de Ribeirão Preto, as atividades da Polícia Federal estão paralisadas. Os agentes interromperam investigações, escoltas para audiências judiciais e depoimentos, mas os setores administrativos como atendimento do plantão, retirada de passaporte e setor de secretaria funcionam normalmente nesta quinta-feira (9).



No vale do Paraíba, as unidades da PF de São José dos Campos, Cruzeiro e São Sebastião estão com atendimento paralisado.

Em Sorocaba, Bauru, Araçatuba e Jales, a PF está em greve e mantém 30% dos funcionários trabalhando.



Sergipe

Mega blitz de protesto dos policias rodoviários federais sergipanos causa congestionamento em na saída da capital, Aracaju, sentido BR-101.  Na Operação Padrão,a Polícia Rodoviária Federal (PRF) usou 15 agentes, número cinco vezes superior ao usado em blitzen rotineiras
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Acordo descarta demissões em massa na GM em São José dos Campos

21:42 |



Proposta será levada para discussão entre a categoria na próxima semana 


Linha de produção do Classic será mantida na planta joseense.

 - Por Carlos Santos e Márcio Rodrigues, do G1 Vale do Paraíba -   

 A reunião realizada neste sábado (4) em São José dos Campos, no interior de São Paulo, definiu o futuro dos postos de trabalho da General Motors.

 Após de mais de nove horas de negociação ficou decidido que não haverá demissões em massa na planta joseense, pelo menos até o fim do mês de novembro. 

O anúncio foi feito pelo secretário do Ministério do Trabalho e Emprego, Manoel Messias Nascimento Melo, durante entrevista coletiva.






A produção do Classic será mantida na unidade até 30 de novembro em função de um acordo que será levado ao sindicato para a categoria em assembleia na próxima terça-feira (7). A categoria vai decidir pelo layoff, que é a redução temporária do período de trabalho ou suspensão do contrato de trabalho, durante um período de tempo, que no caso do acordo proposto será de 3 meses e 10 dias.



Nesse período, os funcionários que estiverem no programa receberão os salários integrais, que serão pagos pelo governo do Estado por meio do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e também pela empresa.

Além disso, os operários deverão participar de cursos de qualificação profissional.

Após a aprovação dos termos, que deve ocorrer na terça-feira, os trabalhadores terão 15 dias de férias coletivas para que se cumpra o aviso prévio da licença remunerada. A medida vai afetar 940 funcionários do setor MVA. A produção do Classic vai continuar com 900 metalúrgicos, o que mantém o nível de produção da linha.







Outra proposta que deve afetar os trabalhadores é um Plano de Demissões Voluntárias que será executado em um prazo de 60 dias. Caso o acordo deste sábado não fosse concretizado, a previsão era de que 1.940 postos de trabalho fossem fechados na montadora.

A reunião de conciliação teve início por volta das 9h30, com participação de representantes da empresa, do Sindicato dos Metalúrgicos, o secretário nacional de Relações do Trabalho, Manoel Messias Nascimento Melo, o secretário estadual de Relações do Trabalho, Carlos Andreu Ortiz, além do prefeito da cidade, Eduardo Cury (PSDB).




Representantes do Sindicato, da empresa, da prefeitura e dos governos federal e estadual durante encontro na manhã deste sábado (4), em São José dos Campos. (Foto: Carlos Santos/G1).  

Solidariedade

Um grupo de 30 pessoas entre trabalhadores da GM em São José e representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, que vieram a São José dos Campos, foram ao local, mas não participaram do encontro, que discutia a possível demissão de 1,5 mil trabalhadores com o fechamento do setor MVA (Montagem de Veículos Automotores).

"Viemos em solidariedade aos trabalhadores e ao sindicato local, apesar de ser oposição. Pedimos que se evitem as demissões, porque sabemos que isso gera reflexos em toda a cidade. São milhares de empregos em jogo. A linha produtiva da GM é muito flexível. O Spin, por exemplo, poderia ser produzido em São José também", disse o secretário geral do sindicato de São Caetano do Sul, Marcelo Toledo, que é ferramenteiro há 23 anos na GM.




Manifestantes na porta do Ciesp, em São José, durante a reunião. (Foto: Carlos Santos/G1)

Já o metalúrgico Luís Fabiano Costa, de 36 anos, que é montador no MVA, acreditava em um acordo contra as demissões. "Temos muita esperanças nessa reunião para que haja uma proposta que garanta nosso emprego. Hoje, o trabalhador tá muito aflito, com medo. Vivemos essa situação desde outubro e queremos uma solução concreta", contou.



Impasse

A discussão para a manutenção das vagas gerou um impasse entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a montadora. O último encontro havia sido realizado no dia 25 de julho e terminado sem acordo.

Na última quinta-feira (2), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) se reuniu com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos e se declarou contrário à ameaça de demissões. De acordo com os sindicalistas, o governador paulista afirmou que fará esforços para assegurar a manutenção dos postos de trabalho na planta joseense. Alckmin teria se comprometido a procurar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar do assunto.

Mobilizações

Também na quinta-feira (2), os trabalhadores da planta joseense decidiram fazer uma manifestação e bloquearam os dois sentidos da Via Dutra, no trecho próximo à sede da empresa.




Manifestantes atearam fogo em pneus em protesto na Via Dutra. (Foto: Reprodução / TV Vanguarda)

O protesto aconteceu após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarar que  "a GM contrata mais do que demite e está cumprindo o compromisso com o governo federal de manter o nível de empregos".

A fala foi feita depois de um encontro com os representantes da empresa no início da semana. Porém, nesta sexta-feira (3), Mantega disse por meio de sua assessoria que não vai 'tolerar' demissões em setores com IPI baixo.



Portas fechadas

No último dia 24 de julho, a unidade da GM em São José dos Campos amanheceu fechada e isolada. A montadora alegou que dispensou todos os funcionários temendo possíveis mobilizações dentro da unidade.

Uma semana antes, dia 16, os metalúrgicos da GM aprovaram uma greve de 24 horas para tentar impedir os planos da montadora de encerrar as atividades do setor MVA no município - a segunda mobilização em menos de uma semana. No dia 12, os trabalhadores realizaram uma paralisação de advertência de duas horas e votaram estado de greve.



A situação

O complexo industrial da GM de São José dos Campos abriga 8 fábricas com cerca de 9 mil funcionários, que produzem, separadamente, automóveis, a picape S10 e o utilitário Blazer, além de kits desmontados para exportação, motores e transmissão.

A montadora afirma que apenas o setor de automóveis (MVA) enfrenta o problema com negociações sindicais para a implementação de novos projetos. Ali trabalham cerca de 1.500 pessoas.

No MVA de São José, eram fabricados os modelos Zafira, Meriva, Corsa Hatch, Corsa Sedan e Classic. Hoje, só a última linha funciona: a produção dos 3 primeiros automóveis cessou recentemente. A da Zafira e a da Meriva, neste mês. A do Corsa, na semana passada.

Eles deram (ou darão) lugar a outros automóveis no portfólio da Chevrolet, que lançou 9 carros novos desde 2009 e renovou outros 3. Há outros lançamentos previstos para este ano.

Desses, só as novas gerações da picape S10 e da Blazer (esta ainda sem data de estreia), ficarão em São José, mas pertencem a outro setor que não o MVA. Entre os automóveis, nenhum novo modelo tem previsão de ser produzido no setor.
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Polícia Federal e Poder Judiciário decidem aderir à paralisação

11:53 |


- Do Correio Braziliense -  


As últimas decisões do governo federal em relação à campanha salarial de 2012 dos servidores públicos federais exaltaram os ânimos dos grevistas  

A suspensão das negociações, o adiamento do prazo para apresentação de uma proposta às reivindicações e o Decreto nº 7.777, que permite a substituição dos trabalhadores parados por terceirizados e funcionários de estados e municípios, caíram como baldes de água fria sobre as lideranças sindicais.



Com as determinações da Presidência da República, trabalhadores de outros órgãos já falam em engrossar a paralisação nacional nos próximos dias.




Manifestantes tomaram parte da Esplanada dos Ministérios nessa terça-feira por aumento de salários. Sósia de Dilma Rousseff animou grevistas.


Foto: Monique Renne/CB-DAPress.

Aproveitando as atenções para o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), o Judiciário já sinalizou que cruzará os braços nas primeiras semanas de agosto. 

A Polícia Federal promete para o fim da tarde desta quarta-feira (1º/8) uma vigília em frente ao Palácio do Planalto, e não descarta a possibilidade de greve geral. 

Também nesta quarta, às 9h, os fiscais federais agropecuários farão assembleia para definir se aderem à paralisação nacional.



No caso da Justiça Federal, a previsão é de que a categoria interrompa as atividades até 15 de agosto, prazo para que o STF encaminhe uma proposta com os pedidos de reajuste ao Ministério do Planejamento. Nessa data, os servidores devem participar de uma marcha nacional organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Esplanada dos Ministérios.
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